10 de junho de 2026

Vídeo: Em ato falho, subprocuradora antecipa nova condenação de Lula

Ela argumentou que a defesa de Lula tenta desesperadamente emplacar recursos para adiar a "sentença condenatória"

Jornal GGN – No dia 4 de agosto, o Supremo Tribunal Federal acatou recurso da defesa de Lula e retirou a delação de Antonio Palocci de uma ação penal contra o ex-presidente. O julgamento chamou atenção da imprensa pelas falas de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Os dois ministros reconheceram que Sergio Moro foi parcial ao vazar a delação de Palocci na eleição de 2018.

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Mas outro trecho também chama atenção na audiência: em sua sustentação oral, a subprocuradora-geral da República Claudia Sampaio Marques cometeu um ligeiro ato falho ao antecipar que Lula será condenado mais uma vez pela Lava Jato em Curitiba.

Ela argumentou que a defesa de Lula tentar desesperadamente emplacar recursos para adiar a “sentença condenatória”. “Há uma estratégia de defesa que está sendo desenvolvida pelo advogado. Ele não quer, na verdade, a prolação da sentença condenatória”, disse Claudia Sampaio.

O advogado Cristiano Zanin rebateu: “O que se busca aqui é o devido processo legal. Sem o devido processo legal teremos sempre o arbítrio. Se vossa excelência acha que a posição da defesa é no sentido de impedir uma decisão ‘condenatória’, isso é tão grave quanto a afirmação anterior. Porque se já existe essa decisão condenatória preestabelecida e pré-anunciada isso é sinal efetivamente de que não se pode esperar, ao menos da chamada Lava Jato de Curitiba, qualquer tipo de Justiça para o paciente.”

Lula ainda aguarda a sentença de um terceiro processo em Curitiba, sobre um terreno para o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, que pertence a Glaucos da Costamarques. A Lava Jato diz que há recursos indevidos da Odebrecht envolvidos no caso.

Confira no vídeo.

 

Redação

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  1. Mísia

    6 de agosto de 2020 6:21 pm

    Além da patifaria já conhecida, fica a dúvida sobre a competência dessa servidora. Evitar sentença condenatória não é exatamente o trabalho da defesa?

  2. Marco Vitis

    6 de agosto de 2020 8:00 pm

    Quando os democratas resolveram se unir e recolocar a Constituição de 88 na qualidade de Lei Maior, será imperativo fazer uma faxina no Ministério Público. Muitos desses “procuradores” deverão tirar longas férias na cadeia.

  3. peregrino

    6 de agosto de 2020 9:16 pm

    É como pensam, em poucas palavras…
    nada além do mínimo necessário para resumir toda Lava Jato

    mestres na arte de trabalhar um processo a partir de uma sentença

    Pequem e estudem atentamente a primeira condenação. Lá estão todos os elementos narrativos para embasar qualquer outra (tão bem combinados que na segunda foi preciso apenas copiar e colar)

    1. fel

      7 de agosto de 2020 7:22 am

      E nós pagamos o salário nababesco desses sabotadores do direito. Porque não revogam a constituição e estabelece os juízes como seres supremos? Estes dias o cnj, que não serve pra nada a não ser acobertar os absurdos dos togados, arquivou reclamação contra a tal de hart. Então pra que cinco anos de faculdade pra ler e reler direito que depois não vai servir nem como referência pro magistrado que irá jsutificar tudo se valendo da tal hermenêutica?

  4. degas

    7 de agosto de 2020 2:10 pm

    Escandalização do nada.

    É perfeitamente normal que o acusador afirme ter certeza de que a sentença será condenatória. Basta imaginar o advogado de defesa dizendo o inverso para ter uma melhor ideia disso: “Há uma estratégia de acusação que está sendo desenvolvida pelo promotor. Ele não quer, na verdade, a prolação da sentença que comprovará a inocência do meu cliente.”

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