5 de junho de 2026

Vídeo mostra a ação da polícia durante abordagem de Tiago Batan

Caso ganhou repercussão no interior de SP; jovem faleceu após ser baleado na região do tórax por um PM em festa de Carnaval
Crédito: Reprodução/ Facebook

Matéria atualizada para a inclusão do posicionamento da Secretaria de Segurança Pública

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O vereador de Paraibuna, Juninho (PT), compartilhou nesta sexta-feira (26) imagens de uma câmera de segurança que vão ao encontro da versão de familiares e amigos de Tiago Batan, morto durante abordagem policial em 11 de fevereiro, durante uma festa de Carnaval no interior de São Paulo. 

De acordo com a versão dos policiais militares, o rapaz de 27 anos estava envolvido em uma briga no centro da cidade, e tentou desarmar o policial. Por isso, o agente atirou em legítima defesa e atingiu o tórax de Batan, que foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento. 

Já amigos e familiares afirmaram que o jovem não participava de qualquer conflito, começou a apanhar dos agentes, revidou a agressão, tentou se defende e foi atingido pelo segundo policial. 

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial pelo Plantão da Delegacia Seccional de Jacareí e a PM instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte. 

Imagens

O vídeo compartilhado pelo vereador mostra que a ação durou um minuto. Dois policiais abordam Tiago, que estava sozinho. Após 12 segundos de conversa, ambos os agentes começam a agredir o rapaz com cassetetes. Batan então revida com socos.

Durante a briga, os policiais encurralaram o jovem próximo a uma parede. Tiago tenta se defender. Enquanto um dos policiais continua agredindo a vítima com um cassetete, o segundo agente saca a arma e efetua o disparo. O rapaz cai no chão e, mesmo ferido, ainda sofre uma agressão na cabeça.

Resposta

A Polícia Militar lamenta profundamente o ocorrido e informa que prendeu nesta sexta-feira (26) o policial envolvido no caso. Assim que a ocorrência foi registrada, em fevereiro, o PM foi afastado e instaurou-se um inquérito policial militar para apurar os fatos. O IPM foi relatado à Justiça no último dia 5, com o indiciamento do agente por homicídio. Paralelamente ao processo criminal, o policial responde a um processo administrativo, que poderá resultar na sua expulsão das fileiras da corporação.

A PM reforça seu compromisso com a preservação da vida e o absoluto respeito às leis. A Instituição não compactua com desvios de conduta e excessos, investigando e punindo com rigor todos os atos dessa natureza.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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