No dia 8 de maio de 2019, publiquei aqui o “Xadrez do golpe a caminho”, mostrando que já era nítida a estratégia de armamento da população, de criação de milícias, para substituir as Forças Armadas na defesa do regime.

No dia 2 de fevereiro de 2020, um segundo capítulo, ficando cada vez mais clara essa intenção.

As declarações de Bolsonaro, na reunião dos Ministros, é a comprovação definitiva.

O que precisa mais para as instituições se mexerem?

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Peça 1 – O fator Olavo de Carvalho

Depois das últimas escaramuças, não resta dúvida de que a alma do governo Jair Bolsonaro são seus filhos Carlos e Eduardo. E, por trás de ambos, Olavo de Carvalho. Conforme foi possível conferir ao longo desses meses iniciais, todas as loucuras ditas por Olavo e pelos filhos de Bolsonaro têm consequências políticas. Não são meramente bazófias e grosserias. Têm que ser interpretadas ao pé da letra.

Três opiniões relevantes para compor essa primeira peça

A opinião de Olavo sobre os militares

É evidente que, para Olavo, os generais representam o maior empecilho para a guerra final contra o marxismo cultural.

A opinião de Eduardo Bolsonaro sobre o armamento para a população

Em mais de um Twitter, Carlos e Eduardo Bolsonaro deixaram claro que armar a população é condição essencial para a libertação do país. Deram como exemplo os EUA dos pioneiros e a Venezuela da Maduro. Se a população tivesse armas, Maduro não imporia sua ditadura.

A hora do enfrentamento, segundo Olavo

 De todos os tuites de Olavo, o que mais chamou a atenção foi o que ele avisa para deixar para mais tarde a briga com o general Villas-Boas. Quem o avisou foi “o anjo da guarda”. Não é necessário muito tirocínio para intuir quem é o tal de anjo da guarda.

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É evidente que o sentido da frase embute a questão da correlação de forças. Mas o que impediria, neste momento, se o próprio Bolsonaro deixou claro que, entre militares e Olavo, fica com Olavo? Certamente não é a correlação de forças políticas dentro do governo Bolsonaro, onde Olavo saiu vitorioso. É a correlação entre o bolsonarismo e as forças externas – incluindo aí, os generais.

Peça 2 – o decreto de Bolsonaro

Portanto, é ingenuidade supor que o decreto de Bolsonaro, ampliando desmedidamente o direito às armas seja mero lobby dos clubes de tiro ou da indústria de armas dos Estados Unidos.

É um posicionamento político para impor-se amparado pelo poder das milícias, dos ruralistas, pelas armas nas mãos de seus seguidores, pelos aliados nas empresas de segurança e, provavelmente, por sua influência junto à média oficialidade das Forças Armadas.

As ligações de Bolsonaro e do PSL com as milícias são óbvias. E há evidências de monta sobre sua proximidade com os mercadores de armas. Dono de um arsenal de 120 armas pesadas, o ex-PM Ronnie Lessa era vizinho de condomínio de Bolsonaro. Ligado a tantos milicianos, colega de tantos ex-militares que vieram dos porões, é impossível que Bolsonaro não soubesse das atividades de Ronnie Lessa

Aqui o primeiro mapa feito mostrando essas ligações.

Peça 3 – as ligações com a indústria de armas dos EUA

No artigo “Xadrez da indústria de armas e o financiamento da direita” mostrei as estreitas ligações entre o lobby das armas e o avanço da ultradireita no mundo. Mostra também a associação dos Bolsonaro com a NRA, a associação dos fabricantes de rifles dos EUA.

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Dizia a matéria;

No dia 10 de novembro de 2018, o site da America´s 1st Freedom, da NRA, dizia (https://goo.gl/F7mkKV):  “Tiremos o chapéu para Bolsonaro por ver a situação pelo que realmente é”.

Um ano antes, em 2017, Jair e Eduardo Bolsonaro foram recebido com todas as regalias pela NRA, conforme reportagem da Bloomberg (https://goo.gl/KWcMhy):

“Enquanto estavam lá, eles experimentaram uma AK-47 e outras armas de assalto. Depois, Eduardo, vestindo uma camiseta “F — ISIS”, segurou cartuchos de grande calibre para a câmera e expressou consternação por eles poderem “ter um problema” se tentassem trazer a munição para o Brasil.”

Quando entrou em crise, depois de ter defendido o armamento para a população dias antes da chacina e ela passou a ser alvo generalizado de críticas, inclusive do prefeto de Nova York, a saída foi invocar Deus:

A reação da NRA veio através de seu líder, Wayne LaPierre, alertando contra uma “agenda socialista” por trás das campanhas contra o desarmamento. E dizendo que o direito às armas “é garantido por Deus a todos os americanos como direito de nascença” (https://goo.gl/QKwpaa).

A atuação política da NRA é fundamentalmente contra as instituições, das quais a mais visada é a imprensa.

Peça 4 – o fator Wilson Witzel

O governador carioca Wilson Witzel está claramente preparando sua polícia – civil e militar – para a guerra. Pode-se supor que seja contra as organizações criminosas adversárias das milícias. O que aconteceria com essa estrutura armada, caso o bolsonarismo decidisse peitar a hierarquia das Forças Armadas?

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É mais uma evidência do posicionamento dos bolsonaristas.

Peça 5 – o caos que se avizinha

Não há a menor possibilidade da economia melhorar. A equipe econômica conduzida pelos inenarráveis Paulo Guedes e Mansueto de Almeida, parecem determinados a inviabilizar o país, a pretexto de cumprir a Lei do Teto. E sempre com a promessa impossível de que tudo irá melhorar, em um passe de mágica, se for aprovada a reforma da Previdência.

Todas as medidas tomadas parecem ter o intuito de promover a reação da população. Pode ser mera miopia política, de economistas desvairados, pode ser a busca do álibi para o confronto final contra o tal do “marxismo”, que os bolsonaristas vêem até nas Forças Armadas.

De qualquer modo, a cada dia que passa o desalento será maior, assim como a corrosão na popularidade de Bolsonaro. Isso explica a pressa em acelerar providências, a pretexto de recuperar o contato com a base.

O país corre o mais sério risco da sua história, de ser efetivamente controlado por organizações criminosas. Seria relevante que caísse a ficha das instituições – STF (Supremo Tribunal Federal), Forças Armadas e Congresso, antes que seja tarde.

 

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20 comentários

  1. O que mais surpreende é NÃO vermos nenhum ato ou protesto partido dos genarais que cercam o governo, afinal, ao propor que se formem facções ARMADAS pra combaterem este ou aquele regime, em outras palavras o que se esta promovendo é a formação de grupos PÁRA MILITARES que, de cara, atentam contra as própria ordem e segurança das Forças Armadas.

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    • Esse é o ponto. Como os militares – ali aos montes na tal reunião – sequer esboçam desagrado com a quebra do monopolio do uso de armas? Como ouvem tão placidamente alguem falar em alto e bom som de desobediência armada da legislaçao em vigor? Ora, não dá, nao dá mais pra ficar se iludindo com esses generais: eles são feitos do mesmo material que o boçalnaro. O besta 00 só e mais “vibrador”, só isso.

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    • 1930 O país corre o mais sério risco da sua história, de ser efetivamente controlado por organizações criminosas. 90 anos depois começamos a retornar a Liberdade e Democracia Plena, Livre, Facultativa, Direta que um dia tivemos. “Liberdade, Liberdade….Abra as Asas sobre Nós…”

  2. Como sempre,tudo pode acontecer.
    Agora, dentro do contexto apresentado, ter armas não é monopólio de A ou B o que,em tese, justificaria dizer haver a possibilidade de uma guerra civil.
    Contudo,para que tal guerra venha a acontecer é preciso ter no mínimo 2 lados dispostos a combater e um motivo que justifique essa guerra.
    Existem muitos valentões do lado do sujeito que ocupa a presidência da República que não aguentam um traque.
    Estão acostumados a desfilar com armas, a atirar em clubes de tiro e etc.
    Colocar a vida em risco por nada ainda não vi nenhum.
    O sujeito que ocupa a presidência só não caiu e nem cairá porque a parte da população que se deixou enganar desde o golpe de Estado tem tanta vergonha de admitir seu papel nessa história que prefere passar vergonha com esse sujeito.

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  3. Mato sem cachorro… se por um lado bozo tem a simpatia/apoio dos estratos subalternos das fa, por outro, seu projeto de desregulamentação/destruição do País serve aos yankees, de quem é lacaia a oficialidade, lá treinada e manietada…

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  4. Parabéns! Jornalismo de alto nível, diga-se. Enquanto a globo tenta, de todas as maneiras, salvar moro de sua prevaricação ante gritantes desmandos de boçalnaro que ele endossou.

  5. É evidente que o psicopata deseja a guerra civil, porque nas fantasias dele ele acredita que realmente seria vitorioso. Então ele fica provocando para conseguir arrumar um pretexto para começar uma.

    O problema é que essa estratégia é “ganha-ganha” para Bolsonaro:

    – Se a população decidir que aguentou demais e partir para eliminar os Bolsonaros e seus seguidores, Bolsonaro consegue a guerra que ele queria.

    – Se a população não reagir, Bolsonaro consegue DA MESMA FORMA o que ele conseguiria com uma guerra civil, que é mandar de forma total no país sem ser impedido. Pois cada “provocação” dele que passa é nada mais do que um dos atos que ele teria feito se já fosse ditador do Brasil.

    Como sair dessa enrascada? É “dando a guerra civil que ele deseja”, mas na forma de uma reação tão total, tão avassaladora que ele e todos os seguidores dele sejam completamente eliminados do país. Não pode ser na forma de patéticas “notas de repúdio”, psicopatas como Bolsonaro devem ser enforcados.

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  6. O segredo de todo guerrilheiro agitador de “massas” é ficar repetindo para os seus seguidores tudo o que ele não tem condições de fazer, mas quer que todos os seguidores tenham…
    vem daí que a força que ainda convence as minorias bestas-feras ou fanáticas é a familiaridade

    Cada saidinha, cada aproximação, selfies, fake news, é para criar a familiaridade

  7. Nassif, o post está repetido, tudo aparece duas vezes. E NRA não é associação dos fabricantes de rifles, é uma associação por “direitos” civis.

  8. A única perspectiva não trágica pro Brasil é que Bolsonaro se torne o que foi o general Galtieri pra Argentina = levou o país a tão destruição e humilhação com a Guerra contra o Reino Unido pelas Malvinas, que isso criou um repúdio na sociedade argentina que fez daquele país o único que tratou como devia os militares golpistas que lá mandaram e desmandaram = assassinos monstruosos e covardes.

  9. Precisa e essencial a avaliação feita no artigo em tela. Essa é a realidade no Brasil: o neofascismo bolsonarista visa promover o caos, para instaurar um regime de exceção fascistóide. Prova disso é que a autoincriminatória afirmação feita por Bolsonaro, relativa à intenção de insuflar o uso de armas com finalidades políticas, revela o nefasto propósito de lançar o país em uma guerra civil sanguinária. Assim, todas as evidências já observadas indicam que o bolsonarismo é uma perigosa ameaça contra a unidade nacional e contra toda pessoa, grupo ou instituição que não sirva ao plano de usurpação corrente. Apenas o efetivo e irrestrito respeito ao ordenamento constitucional poderá evitar terríveis tragédias que hoje ameaçam todos os estratos sociais, pois a desagregação do tecido social favorece apenas o imperialismo. As instituições brasileiras, do Estado e da sociedade, bem como seus respectivos representantes, têm o dever de aplicar as normas constitucionais e a lei 1.079/1950 para coibir os gravíssimos crimes de responsabilidade evidenciados.

  10. Nassif se vc puder ver o programa livejr da recornews q passou quase agora com Robson Andrade da confederação da indústria,foi muito boa ,me parece q vai passar no jornal da noite !!

  11. “Carioca” refere-se à cidade do Rio de Janeiro, não ao estado. O gentílico referente ao estado do Rio de Janeiro é “fluminense”. Portanto, sendo Witzel o governador do estado do Rio de Janeiro, é o “governador fluminense”.

    Aliás, Auschwitzel, o Genocida, é nascido em Jundiaí, no estado de São Paulo. É, portanto, paulista, e não paulistano.

    Carioca, cidade; fluminense, estado.

  12. “se for aprovada a reforma da Previdência.” não seria aprovada a reforma “da vez”? Porque a da previdência já foi aprovada…

  13. Guerra civil num país cujo povo tem o pathos do medo atavicamente cravado na alma ?
    Sonho de uma noite de verão repleta de covid-19.

  14. Vamos olhar a história da política externa dos EUA nos últimos trinta anos. Desde o fim da URSS os americanos tem sido terrivelmente repetitivos. Primeiro criam condições internas de desestabilização – no Iraque, uma prolongada temporada de sanções que incluiam até a proibição da importação de remédios, seguida de uma guerra baseada em falsas afirmações. Sérvia, Líbia, Síria, guerras promovidas de fora, como se fossem internas, apenas para permitir a intervenção. E onde os regimes não eram lá essas coisas, golpes de estado precedidos de grande agitação popular bancada de fora para dentro com intensa participação da imprensa local.
    Os maiores prêmios dessa política externa coerente e consistente, que é basicamente a mesma do passado mais distante, apenas sem a possibilidade de resistência que a existência da URSS ainda permitia, até agora foram um domínio político bastante grande do Oriente Médio, e o impedimento de surgimento de uma América Latina mais rica e independente.
    No entanto, isto não pode ser mantido para sempre, e é preciso saciar a sede deles sobre a riqueza alheia. O Brasil, desde o governo Geisel, vinha construindo uma liderança continental sólida. Com crescimento, isto se tornaria uma ameaça dupla, a perda do mando sobre o quintal latino americano, e a perda das riquezas que aqui (e nos vizinhos) exitem.
    Assim como ao final da Guerra Fria boa parte da inteligentzia americana sonhou com a fragmentação não só da URSS, mas, e principalmente, da própria Rússia, assim também eles andam alimentando o sonho de partir esse imenso território, que sabe Deus como, mantém a sua unidade. O doloroso não é ver que estamos cheios de generais oportunistas, direitistas primários, saudosistas da ditadura e da Guerra Fria. Tivemos trinta anos para reformar a educação de nossas FFAA. E o que fizemos? Deixamos isto nas mãos dos derrotados, dos recalcados pela derrota sem tiros que tiveram que engolir em 1985. Em vez de darmos aos nossos jovens militares uma sólida formação desenvolvimentista, nacionalista, democrática, não!, deixamos os mesmos coronéis, majores e capitães derrotados em 1985 ensinar o seu recalque de perdedores aos nossos jovens.
    E agora os serviços de inteligência de nossas FFAA, que deveriam estar monitorando as ligações externas desses grupos de extrema-direita que se preparam para se tornar as SS do Bolsofuehrer, estão pelas ruas seguindo esquerdistas – que diabos, a URSS já acabou faz tempo – como se fosse acontecer um Outubro vermelho em nosso país!
    Oxalá eu esteja errado, mas meus filhos não morrerão, como o pai, em solo brasileiro. Quando chegar o tempo deles, onde hoje é o Brasil será uma colcha de retalhos de republiquetas miseráveis, destruídas por uma guerra civil que se avizinha…

  15. …Primeiro vem o vício, o erro, a selvageria inconsequentes. Quando daí deriva o horror, vem a catatonia dos responsáveis…
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    No início dessa reflexão, fugindo um pouco à premissa do texto do Nassif, a aposta de Bolsonaro na guerra civil, refaço uma cansativa pergunta, na verdade, com respostas tão múltiplas quanto óbvias para os brasileiros que acompanham os blogs independentes de notícias: “O que nos trouxe até aqui, até esse momento de espanto absoluto diante de tantas e tão imensas degradações sociais, éticas e políticas enquanto nação…?”
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    Porque acredito que a resposta à indagação do Nassif no fim do seu texto, sobre as instituições “acordarem antes que seja tarde” tem TUDO a ver com A ORIGEM das falas e ações de Bolsonaro e seus ministros sem respeito a qualquer limite, seja da razão, da ética, da Lei, da civilidade mais basilar.
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    Lembremo-nos da reunião ministerial divulgada recentemente na mídia. Quando imaginaríamos assistir quase que em catatonia, um show de horrores tão dantesco? Quando, qualquer de nós imaginaria o cinismo de um Ricardo Salles, propondo DESCARADAMENTE, que o governo “aproveitasse” a “distração” (sic…) provocada pela pandemia, para “passar a boiada de leis que desregulem ainda mais o nosso meio ambiente…”. Quando nos permitiríamos ministros como Weintraub ou Damares, sem a execração furiosa desse governo? Sem lembrar aqui, das falas grosseiras do presidente, sua defesa da ditadura militar e da tortura, sua vergonhosa submissão a Donald Trump, a aberração que significam seus filhos, suas falas e ações…
    Ora, a ORIGEM da sociedade que passou a aceitar todas essas coisas e muitas outras estarrecedoras, é a pergunta a ser feita. Sua resposta nos trará a outra: porque as instituições aceitam apalermadas, acovardadas, um discurso e ações que pretendem sim, uma guerra civil e uma ditadura plena, de novo, no Brasil…?
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    É aí que entramos no motivo, e no título dado a esse artigo: porque PRIMEIRO vieram os vícios, os erros, as falas e ações banhados em toda a sorte de selvagerias incivilizatórias! Começamos a trilhar o caminho que nos trouxe às sementes da bestialidade e à beira da implementação de uma ditadura ou guerra civil, quando as instituições e a grande mídia apoiaram a Lava Jato e, com ela, CADA EXCEÇÃO QUE TROUXE EM SI UMA QUEBRA DE DIREITO, UMA QUEBRA DE LIMITES DOS AGENTES PÚBLICOS E UMA QUEBRA NA REGRA DE OURO DA IMPESSOALIDADE POR PARTE DESSES AGENTES.
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    Na verdade, talvez antes, talvez as sementes de todo esse horror tenham sido plantadas desde a época do “mensalão” e seu julgamento, quando, tanto em 2004/2005 e depois, já em 2012, botou-se a faca no pescoço dos ministros do STF para que, sem provas, pessoas como José Genuíno fossem condenadas, e todo o estigma de “crime”, “quadrilha”, “roubalheira”, o “mal”, em si, fosse jogado sobre Lula e o PT. Mas certamente, foi a partir de 2014 que se exacerbou o discurso do ÓDIO, vimos gentlemans como Nelson Motta escrevendo artigos odiosos, érversos, contra dona Marisa, esposa falecida de Lula, jocosamente tratada como “Galega”… Vimos Guilherme Fiúza, Arnaldo Jabour, tantos outros, transmutados em cães de guerra, dentes rangendo, sedentos de sangue, de ódio, tpdps alimentando preconceitos, fanatismos, Lula, Dilma e o PT transformados no “SATANÁS” das atormentadas almas de nossas elites e classes médias, a eleição de 2014 tornada uma batalha “de vida ou morte”, um ambiente irrespirável, amizades e laços familiares se desfazendo como nunca antes havia ocorrido em nosso país, e no meio disso tudo, o novo herói, que chegou a ter quase 80% de aprovação da sociedade, o ex-juiz Sérgio Moro e os deslumbrados procuradores da “República de Curitiba”.
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    Quando se alimentou o ódio, ali se plantou a semente a bestialidade Bolsonariana e essa iminência de guerra civil de que trata o Nassif.
    Quando se deu voz aos colunistas-celebridades e sua selvageria perversa, banhada em ódio fanático, ali se plantou a semente da violência que atrevessa a sociedade brasileira e nos coloca “em pé de guerra”.
    Quando se legitimou pelas falas e ações de desembargadores indignos de seus cargos, as ações criminosas e eivadas de vícios de Sérgio Moro, “porque a Lava Jato era uma operação de exceção…” (sic!…), ali se plantou a semente de mais e mais ilegalidades, parcialidades, quebras da Lei e da Constituição Federal.
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    O restante da história, todos vivemos e conhecemos: a farsa do impeachment sem crime, o julgamento e prisão de Lula pelo homem que ambcionava servir ao novo governo, Sérgio Moro, a corrupção desenfreada de Temer e sua quadrilha, e o epílogo dessa tragédia PLANTADA DIA A DIA pela grande mídia e nossas instituições falidas, tomadas por uma sordidez nunca vista: a eleição do ser bestial por excelência!
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    Portanto, no fundo, tudo é a mesma estrada, o mesmo processo inciado pelos mesmos agentes sociais: banqueiros, grandes rentistas, Globo, juízes e ministros desonestos e banhados em imundícies éticas diversas, as instituições totalmente politizadas…
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    O momento que vivemos HOJE é a exata colheita do que foi plantado dia a dia nos últimos anos! A questão, é que ESSES MESMOS AGENTES SOCIAIS agora não sabem o que fazer com o fruto colhido, não sabem sair “da encrenca”, não sabem como recolher aos quartéis os militares néo-deslumbrados com o poder que desfrutam no governo do capitão, tido por eles no passado, como “um demente!”.
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    Militares, mídia, MPF, Moro e grande mídia, apoiados por uma sociedade rasa e tornada um imenso e pobre rebanho fanpatico….
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    Trouxeram-nos até aqui, rezando o mantra: “É culpa do PT”…
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    O bode mal cheiroso que se encontra na sala do poder, torna-se cada vez mais fétido, mais vergonhoso, mais louco, mais estabanado! E nenhum desses agentes sociais sabe COMO demovê-lo do poder sem uma guerra civil.
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    Terão a dignidade de fazer essa escolha e operacioná-la?
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    Ninguém sabe. Mas fica a lição, que quando a civilidade, o Direito e a democracia saem por uma porta, bestas selvagens aproveitam a oportunidade.

    Leia também: …dos países civilizados, do império da Lei, o princípio da im´pessoalidade e o equívoco do ministro Celso de Mello…
    Deu no que deu…

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