5 de junho de 2026

Pai de sócio de Moro e revisor de Appio: conheça Malucelli, juiz que restabeleceu a prisão de Tacla Duran

Marcelo Malucelli é pai do sócio de Moro em escritório de advocacia e grande revisor do juiz da Lava Jato Eduardo Appio

O desembargador que mandou reestabelecer a prisão do advogado Tacla Duran, desafeto de Sergio Moro, Marcelo Malucelli, é pai do sócio e genro de Moro em um escritório de advocacia. O juiz do TRF-4 é também o grande revisor do novo juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio.

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Marcelo Malucelli foi nomeado desembargador do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado. Ele havia sido escolhido para ocupar o cargo em lista tríplice por critério de antiguidade.

O escritório Wolff & Moro Sociedade de Advogados, que pertence ao casal Sergio e Rosângela Moro, ainda está em atividade e tem um terceiro sócio: o advogado João Eduardo Barreto Malucelli.

O sobrenome não é coincidência. Ele é filho do desembargador que mandou prender, novamente, Tacla Duran, e que, conforme revelou Luis Nassif, também articulou diversas oposições a Eduardo Appio nas ações da Lava Jato, em benefício de Moro.

Além de pedir para reestabelecer a prisão de Duran, um dia após a aposentadoria de Lewandowski, “tentou, também, de todas as maneiras colocar uma parceira de Moro, a juíza Gabriela Hardt, para o lugar de Appio. Ontem, Malucelli – que é conhecido como grande amigo de Moro – pautou três correições parciais contra Appio e colocou as três em sigilo – nem os acusados foram ouvidos, nem têm acesso a elas.”

O GGN levantou, ainda, que recém empossado, ele foi, até agora, o principal revisor das decisões do novo juiz da Lava Jato na Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio.

Malucelli foi o desembargador do TRF-4 que pediu a soltura do doleiro Alberto Yousseff, imediatamente após ser notificado pela defesa do doleiro de que ele seria preso (acesse aqui), por determinação do novo juiz da Vara Federal de Curitiba.

Na decisão do final de março, Appio constatava que Youssef admitiu desvios milionários em esquemas de estatais e tornou-se um “criminoso rico” em liberdade.

Dias antes, foi também o desembargador Marcelo Malucelli quem suspendeu a devolução dos carros de luxo pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em também nova decisão de Appio.

O novo juiz da primeira instância da Lava Jato determinou a devolução e apreensão dos carros de luxo do ex-parlamentar, por constatar que Sergio Moro concedeu o benefício a Cunha de se manter em posse de 6 carros luxuosos, mesmo sendo “produtos de crime”.

Em menos de uma semana depois, Malucelli desfazia a decisão (acesse aqui).

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de abril de 2023 6:44 am

    Ao que parece, em Curitiba a vagabundagem de toga é uma tradição tão antiga quanto o bolo de pinhão.

  2. Anônimo

    14 de abril de 2023 8:17 am

    Se a esquerda quer realmente que apure as sujeiras da lava jato tem que mexer nas peças do tabuleiro do TRF-4.

  3. Rui

    14 de abril de 2023 9:14 am

    Esse Desembarcador deveria se declarar suspeito. Tem nítido interesse no desfecho do caso.

  4. RUBEM UR ROCHA

    14 de abril de 2023 11:10 am

    A República de Curitiba não entendeu que o jogo mudou.

  5. Anônimo

    14 de abril de 2023 11:11 am

    A República de Curitiba não entendeu até agora que o jogo mudou.

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