Tony Garcia tem provas de perseguição de Moro ao PT e pode testemunhar a favor de José Dirceu

Ex-ministro da Casa Civil, Dirceu alega parcialidade do ex-juiz da Lava Jato para anular penas que somam 32 anos de prisão

O ex-deputado federal Tony Garcia. Créito: Reprodução

O empresário e ex-deputado federal Tony Garcia se colocou à disposição da defesa de José Dirceu para apresentar provas da perseguição cometida pelo ex-juiz Sergio Moro e ex-procurador Deltan Dallagnol ao PT. 

A declaração foi feita pelo X (antigo Twitter) na madrugada deste sábado (13), depois que Garcia tomou conhecimento de que Dirceu pediu a Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspeição de Moro. 

Garcia revelou ainda que foi obrigado a dar uma entrevista para a Revista Veja em 2005, em que fez acusações forjadas sobre Dirceu. Em uma delas, o ex-deputado seria uma testemunha ocular de que uma entrega de dinheiro em espécie a Dirceu, que seria destinado ao PT. 

Caso recusasse a participação no esquema, Garcia seria preso. “Só posso tornar público essas acusações graças ao Dr. Appio que remeteu meu acordo ao STF, caso contrário, esses criminosos ficariam impunes”, concluiu o ex-parlamentar.

Entenda o caso

Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu tenta anular as sentenças por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro impostas por Moro na Operação Lava Jato. 

Juntas, as penas somam 32 anos de prisão. Porém, Dirceu alega que hoje senador pelo União Brasil foi imparcial ao condená-lo na investigação, assim como o fez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2021, os ministros do STF decidiram que Sergio Moro não foi imparcial ao conduzir investigações e julgar ações penais que atingiam Lula e as sentenças foram anuladas.

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Camila Bezerra

Jornalista

2 Comentários

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  1. É inacreditável a blindagem que o suspeito ex-luiz Sérgio Moro ainda recebe.

    Parece que tem muita gente importante de rabo preso com ele e que, de certo modo, teme por sua prisão.

    Tacla Duran, Tony Garcia, delegado Fanton, The Intercept, Telegram e outros, já transbordaram o baú de crimes, de abusos, de desmandos, de desvios de condutas, de gastos exorbitantes e inexplicáveis do dinheiro público, patrimônios confiscados não encontrados, etc.

    Será que irão continuar empurrando com a barriga até a prescrição, ou até que o corporativismo judiciário indecente e imoral volte a ganhar musculatura e poder, para transformar todas acusações e processos em ingredientes da pizza tamanho família, da república do Paraná?

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