4 de junho de 2026

Temer quer escolher sucessor de Cunha na presidência da Câmara

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Jornal GGN – De acordo com a Folha de S. Paulo, o vice-presidente Michel Temer, presidente do PMDB, vai centralizar na Executiva Nacional do partido a escolha do nome para suceder Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

O objetivo é dar à cúpula do partido o controle do processo e impedir Cunha de colocar um aliado como sucessor. Além disso, o PMDB também se protegeria de tentativa do Planalto de colocar na presidência da Câmara um peemedebista governista para ficar à frente do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Da Folha de S. Paulo

Michel Temer quer definir sucessor de Cunha na Câmara

Por Gustavo Uribe e Ranier Bragon

Com receio de novas interferências do Palácio do Planalto e do PMDB do Senado, o vice-presidente Michel Temer pretende centralizar na Executiva Nacional do partido a escolha do nome para suceder Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados.

O objetivo é blindar a bancada de deputados da sigla, dar à cúpula do partido o controle do processo e impedir o presidente da Câmara de emplacar um aliado como sucessor. A iniciativa também ajudaria a desmobilizar movimento do Planalto para colocar no posto um peemedebista governista que ficasse à frente da tramitação do processo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O argumento de aliados e correligionários do vice-presidente é de que a bancada do partido está rachada e de que, assim como na disputa da liderança da legenda na Câmara, uma interferência da Executiva Nacional do PMDB evitaria que a crise interna se aprofundasse ainda mais.

Como retaliação a Temer, a presidente Dilma e a bancada de senadores do PMDB restituíram na quinta-feira (17) o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança da legenda na Câmara. Eles reverteram o apoio de sete deputados que garantiram na semana retrasada a entrada de Leonardo Quintão (PMDB-MG), aliado do vice-presidente, no comando da bancada.

O movimento causou irritação na cúpula do partido e ocorre no momento em que o PMDB no Senado se articula para retirar Temer da presidência da legenda na convenção nacional da sigla, marcada para março. Em uma contraofensiva, os aliados e auxiliares do vice-presidente trabalham para fortalecer o apoio à sua manutenção no cargo na bancada federal.

A mobilização em torno da sucessão na Câmara teve início com o pedido na quarta-feira (16) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o STF (Supremo Tribunal Federal) afaste Cunha sob o argumento de que utiliza o cargo em interesse próprio para evitar investigação contra ele.

O ministro Teori Zavascki, da Suprema Corte, decidiu, contudo, deixar para fevereiro a análise da solicitação, após o fim do recesso.

INDEPENDÊNCIA

O perfil defendido pela cúpula do PMDB para a sucessão na Câmara é de um deputado que seja independente, sem ser ligado diretamente nem ao governo nem à oposição e que tenha atuação ponderada, sem ser radical.

Os nomes mais lembrados são os dos deputados federais Osmar Serraglio (PMDB-PR), que está em seu quinto mandato consecutivo, e José Fogaça (PMDB-RS), ex-prefeito de Porto Alegre.

Na base aliada, o Palácio do Planalto deu cartão verde para que Leonardo Picciani articule sua candidatura ao comando da Câmara. O próprio governo federal, no entanto, reconhece que, enfraquecido na bancada do partido e com o rótulo de governista, dificilmente ele conseguirá se viabilizar.

Com esse diagnóstico, o núcleo duro da presidente estuda alternativas dentro e fora do PMDB que possam viabilizar um consenso e que não provoquem resistência nos partidos de oposição.

Nesse esforço, o Planalto tem manifestado simpatia pelos deputados Sérgio Souza (PMDB-PR) e Paulo Magalhães (PSD-BA), ambos com perfil moderado.

Correm por fora na disputa Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Miro Teixeira (Rede-RJ) e Silvio Costa (PT do B-PE).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. andre sousa R S

    21 de dezembro de 2015 9:53 am

    Esse golpista não deixa o

    Esse golpista não deixa o país andar

  2. carlos afonso quintela da silva

    21 de dezembro de 2015 10:05 am

    O artigo dos jornalista da

    O artigo dos jornalista da Folha é uma clara visão míope ou apenas um desejo de enfraquecer o governo. O Deputados Serraglio e Fogaça são tradicionais adversários do PT no Rio Grande do Sul. Estiveram vinculados subalternamente aos governos FHC e cumpriram um roteiro que levou o PT à vitória de Olivio Dutra, graças à inabilidade política daqueles dois e de seus líderes dentro do PMDB, o que culminou om a saída de Brito e seu gruo do partido, mercê da derrota acachapante para o governo do Estado. Quando ao fato de Leonardo Picciani estar enfraquecido, ora, igualmente se vê com clareza a tentativa de manipular fatos. Picciani, após uma manobra sorrateira da dupla Cunha/Temer para afastá-lo da lideraça, voltou e assumiu sua posição de destaque no Partido. Como é que um cara enfraquecido derrota dois “líderes” fortalecidos? Pergunta que a Folha nem fez, nem respondeu. Fazer oposiçõ na mídia é fácil. O problema é que essa atitude nem sempre dá resultados práticos e por vêzes, se constitui em tiro pela culatra.

  3. edsontadeu

    21 de dezembro de 2015 10:25 am

    Ora  vejam  essa  ele nao

    Ora  vejam  essa  ele nao quer um P´MDBISTA  GOVERNISTA, mais   quer  um   que  seja  indicado por ele.  Ele  e Cunha tem muita  coisa  em comum,  ambos  receberam propinas, ambos armaram para cima  do  governo, qualquer  indicaçao  por   ele é  suspeita. Quem  deveria  assumir  a  presidencia  da  camara era  o   candidato que   foi  derrotado  por  cunha. porque  quem  pode me  garantir   que  as  eleiçoes  para  a  presidencia  na  camara  nao foi  comprada. Foi sim  os  milhoes  que  as edmpreiteiras passaram  para eles   certamente uma parte  dessa  grana  foi para comprar  deputados que  hoje   dao  apoio  a  Cunha. Portanto  Temmer  ou  Cunha  indicando  é  suspeito.  ele  nao tem  condiçoes  rtambem  de indicar  quem quer  que seja.  e se a indicaçao  for  de fgente  ligada  ao  bloco deles  dois  é  suspeita. 

  4. naldo

    21 de dezembro de 2015 10:59 am

    Não desiste, e parece que

    Não desiste, e parece que tambem não aprende.

  5. Under_Siege

    21 de dezembro de 2015 11:10 am

    Cunha = Temer

    Temer = Cunha.

     

    Nada de novo no front.

     

    🙁

    1. Ninguém

      21 de dezembro de 2015 1:07 pm

      É incrível!

      Ia escrever exatamente a mesma coisa, só trocando a ordem:

      Temer = Cunha, Cunha = Temer

       

  6. Maria Luisa

    21 de dezembro de 2015 11:11 am

    Tetetemer

    O objetivo de Mimimichel é ter a mão posta sobre a Câmara, em especial em tempos de tentativa de impedimento da presidente. Temer, como ja desmascarou total Jânio de Freitas, repassou a copia da carta que enviou à presidência para o Moreno e tem feito todo o jogo do golpismo, para derrubar a presidente e enfim, sentar na cadeira presidencial.

  7. alexis

    21 de dezembro de 2015 11:11 am

    Insignificância

    O Temer devia se recolher na sua insignificancia.

    Não tem moral nenhuma para ficar praticando atos que tenham relação com o Governo. Já a Dilma, não pode nem sair do Brasil para nenhuma agenda internacional, enquanto o Temer e Cunha, os “substitutos”, não sejam apeados de Brasíilia.

  8. Vladimir

    21 de dezembro de 2015 11:47 am

    Será?

    Vamos supor que o escriba do planalto tenha esse poder todo. Por analogia estaria confirmada a tese do ex_ministro Ciro Gomes de que o escriba e o ocupante da cadeira da presidência da câmara estavam macomunados,desde o início, para aplicar um golpe na democracia brasileira.

  9. paulo vi

    21 de dezembro de 2015 12:09 pm

    Na hora oportuna, a cúpula do

    Na hora oportuna, a cúpula do PMDB receberá missiva, detalhada e explicativa a respeito de quem deva ser o novo timoneiro da Camara, naturalmente com introdução latina.

  10. Gilson AS

    21 de dezembro de 2015 12:58 pm

    Vê se pode, um sem moral

    Vê se pode, um sem moral safado, querendo colocar moral na casa.

    O governo tem que virar o jogo e colocar um governista no comando da casa. Chega de passar sufoco.

    Chegou a hora do Jaques Wagner entrar e campo e mostrar ao que veio.

    O Dirceu era craque nesse negócio de bastidores

  11. maria rodrigues

    21 de dezembro de 2015 1:01 pm

    Em matéria de surpresas, a

    Em matéria de surpresas, a gente teve duas bombásticas nos últimos dias: o envolvimento de Delcídio com a Lava Jato, e a cara limpa e desmascarada daquele que subiu a rampa com Dilma para governar o Brasil. Michel Temer não é o cara como pensou ser. Hoje ninguém tem dúvida de que ele vale uma nota de três reais, principalmente por ter se mostrado um infantil traidor.

    Não sei se penerando muito a gente encontre no PT alguém em condições de substituir Eduardo Cunha, mas vale a pena o esforço. Continuar com o PMDB dando as ordens pode ser o mesmo que trocar seis por meia-dúzia.

  12. lenita

    21 de dezembro de 2015 1:35 pm

    PMDB, PMDB

    Quem ama o Brasil e tem vergonha na cara, jamais deveria votar em deputados desse partideco, que só tráz  retrocessos ao país. Este ano eles abriram as comportas e tal e qual em Mariana, só escorreu lama podre.

  13. altamiro souza

    21 de dezembro de 2015 1:55 pm

    esse´continua a ser o roteiro

    esse´continua a ser o roteiro do impeachment, capianeado pelo temer.

    quem acredta nesse roteiro?

    a ver de que lado se posicionarão os nobres deputados….

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