10 de junho de 2026

FUP e FNP se unem contra privatização da Petrobrás

Manifestações aconteceram em todo o país e reforçaram a ameaça de greve dos petroleiros se Bolsonaro levar adiante o processo de venda da estatal
Adaedson Costa, coordenador-geral da FNP, e Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, após entrega da pauta, no Rio de Janeiro. Foto: Mariana Bonfim

da FUP – Federação Única dos Petroleiros

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FUP e FNP se unem contra privatização da Petrobrás

Na manhã desta quinta-feira, 2/6, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos se uniram à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), em defesa da Petrobrás. As manifestações ocorreram em vários estados desde o início da manhã e, às 11h, houve o ato principal no Centro do Rio de Janeiro, em resposta à tentativa de privatização da empresa.

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, esteve presente no Rio de Janeiro e lembrou que “a categoria sabe que, se a privatização da Petrobrás for apresentada ao Congresso Nacional, todas as pessoas, tanto da ativa — e estou falando das áreas administrativas e operacionais –, quanto aposentados e pensionistas, serão atingidas, sem falar na sociedade. Temos o exemplo da Bahia. A Rlam foi privatizada e criou-se um monopólio regional privado. Por este motivo, nós temos hoje a gasolina e o diesel mais caros do Brasil”.

Bacelar também reforçou o recado à atual gestão da estatal e ao presidente Jair Bolsonaro. “Vocês verão a maior greve da história da categoria petroleira se ousarem colocar a privatização da Petrobrás em pauta. Desde dezembro do ano passado, estamos em estado de greve permanente, aprovado pelos trabalhadores e trabalhadoras da empresa”, alerta o dirigente.

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Em relação aos preços dos combustíveis, o coordenador-geral da FUP lembra que “é o Governo Federal, como acionista majoritário, que pode mudar o PPI, que é o principal responsável pelos constantes aumentos dos preços dos combustíveis e botijões de gás de cozinha, que vem levando o povo brasileiro cada vez mais à miséria. Bolsonaro e seus aliados preferem enriquecer os acionistas a dar o mínimo de condição de sobrevivência à população mais pobre. Ninguém aguenta mais essa situação”.

No Rio de Janeiro, além do ato principal na capital, trabalhadores se concentraram na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e no aeroporto do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes. Na Bahia, as manifestações aconteceram na antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde (BA) e na Base Taquipe, em São Sebastião do Passé e, no Rio Grande do Sul, a categoria se reuniu na Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, e no Terminal de Osório (Tedut), em Tramandaí.

Também houve protestos na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus/AM; na Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), em Fortaleza/CE; no Terminal Aquaviário de Suape, operado pela Transpetro, em Ipojuca/PE; na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares/ES; na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim/MG; na Refinaria Planalto de Paulínia (Replan), em Paulínia/SP.

O dia de hoje também marcou a entrega da pauta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) à Petrobrás, dando início à campanha reivindicatória da categoria petroleira. Além do reajuste salarial, com recomposição da inflação e de perdas nos últimos anos, da luta contra a privatização da Petrobrás e da luta contra o governo Bolsonaro como principais eixos da campanha, os trabalhadores também cobram solução para pendências das últimas campanhas reivindicatórias, como teletrabalho, banco de horas, tabelas de turno e AMS.

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