Bolsonaro promove “dança das cadeiras” na Petrobrás e no MME, para se eximir da culpa do alto preço dos combustíveis

Para Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, o presidente do Brasil finge preocupação, quando ele próprio poderia resolver o problema

da FUP – Federação Única dos Petroleiros

Bolsonaro promove “dança das cadeiras” na Petrobrás e no MME, para se eximir da culpa do alto preço dos combustíveis

“Bolsonaro muda o presidente da Petrobrás, muda o ministro de Minas e Energia, muda o presidente do Conselho de Administração, mas não muda o Preço de Paridade de Importação (PPI), que é o principal motivo dos constantes aumentos dos combustíveis”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP). O dirigente acredita que “essa ‘dança das cadeiras’ que o presidente vem fazendo é para se eximir da responsabilidade que tem pela alta do preço dos combustíveis”. A União é a acionista controladora da Petrobrás e, lembra ele, se o presidente da República quisesse, poderia mudar a política de preços. O PPI não é lei, é decisão do Executivo.

“Agora este novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, diz que vai estudar a privatização da Petrobrás e do Pré-Sal, como se privatização fosse solução para baixar o preço dos combustíveis, mas sabemos que não é”, comenta o coordenador da FUP. Ele cita como exemplo a Refinaria Landulpho Alves (Rlam): “após ser vendida para o grupo árabe Mubadala, os preços estão maiores que os da própria Petrobrás”. Ou seja, afirma Bacelar, “a gasolina, o diesel e o gás de cozinha da Acelen são os mais caros entre todas as refinarias do Brasil”.

“As empresas privadas dependem do lucro, uma empresa estatal tem um papel social importante, além de aquecer a economia nacional, gerando empregos e renda”, diz ele, lembrando ainda da necessidade de fortalecer o nosso refino, para chegarmos à autossuficiência de derivados também, porque de petróleo a gente já tem. “Precisamos voltar com as obras do Comperj e do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, por exemplo”.

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“Vale lembrar ao Bolsonaro, ao novo ministro de Minas e Energia e ao novo presidente da Petrobrás que a categoria petroleira aprovou estado de greve no final de 2021, caso o governo ouse pautar no Congresso Nacional a privatização da Petrobrás. Fora que 54% da população é contra a privatização da empresa, como mostrou a pesquisa do Poder Data em março deste ano”, explica o dirigente.

Ao invés de buscar um ‘bode expiatório’ para enganar a população, fingindo preocupação, Bacelar reitera que Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria. “É urgente abrasileirar o preço dos combustíveis e fazer com que a Petrobrás volte a servir à população brasileira e não apenas aos acionistas, principalmente internacionais”.

“Bolsonaro, repito: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobrás”, finaliza.

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