20 de agosto de 2026

Centro de inteligência prisional começa a funcionar em agosto para combater crimes planejados dentro de presídios

Nova estrutura do Ministério da Justiça vai integrar informações das polícias penais federal, estaduais e do Distrito Federal

O Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) começa a operar em agosto para integrar órgãos de inteligência penal.
Operação Última Chamada recuperou 6.052 celulares e prendeu 97 pessoas em flagrante contra o uso ilegal em prisões.
Entre maio e agosto, quase 9,9 mil celas foram revistas, com apreensão de 2.254 celulares em unidades prisionais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) começará a operar ainda em agosto. A estrutura foi criada para integrar os órgãos de inteligência das polícias penais federal, estaduais e do Distrito Federal e dificultar a articulação de crimes a partir dos presídios.

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Instituído em junho pela Portaria Ministerial nº 1.234, o Cnip faz parte do projeto Padrão Segurança Máxima, integrante do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.

O centro será responsável por coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), reunindo, consolidando e disseminando informações de inteligência penal. A estrutura também deverá acompanhar situações de crise e prestar apoio técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos governos estaduais e distrital na tomada de decisões.

A iniciativa tem como uma das principais metas interromper a comunicação entre integrantes de organizações criminosas que atuam de dentro das unidades prisionais. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, isso depende da atuação conjunta das forças de segurança e do combate à entrada ilegal de celulares nos presídios.

Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, o ministro afirmou que os telefones celulares estão entre os principais problemas relacionados à percepção de segurança pública. Segundo ele, os aparelhos podem percorrer uma cadeia criminosa que envolve furto, roubo, receptação e, em determinados casos, chegar às mãos de integrantes de organizações criminosas dentro das prisões.

Silva defendeu a integração entre as forças de segurança como estratégia para enfrentar esse circuito e reduzir o uso de celulares na articulação de crimes.

Operações contra celulares

Na coletiva, o Ministério da Justiça apresentou resultados preliminares da Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 e 19 de agosto. De acordo com a pasta, foram recuperados 6.052 celulares e efetuadas 97 prisões em flagrante. A operação também fiscalizou 227 estabelecimentos comerciais e encaminhou mais de 33 mil alertas a pessoas que estavam com aparelhos considerados irregulares.

No sistema penitenciário, operações conduzidas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais em conjunto com estados e o Distrito Federal entre maio e agosto resultaram na apreensão de 2.254 celulares. Ao todo, quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais foram revistadas.

Os dados apresentados pelo ministério também apontam redução nos registros de roubos e furtos de celulares. No primeiro trimestre de 2025, foram contabilizadas 225.644 ocorrências, contra 215.589 no mesmo período de 2026. A queda foi de 4,5%.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, o combate à circulação ilegal de celulares dentro das prisões é uma etapa importante para interromper uma cadeia de crimes que começa com furtos e roubos, passa pela receptação e pelo comércio clandestino e pode chegar ao planejamento de delitos a partir dos presídios.

Segundo Garcia, impedir que os aparelhos cheguem às unidades prisionais contribui para reduzir golpes e outros crimes, inclusive aqueles relacionados a execuções de crimes letais intencionais. A integração das informações e das forças de segurança, avalia, é fundamental para romper esse ciclo.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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