9 de junho de 2026

Deltan Dallagnol buscou emplacar Vladimir Aras na PGR junto a ministros e políticos

Procurador articulou encontro e entregou carta a ministros do Supremo, buscou líder do governo no Senado e Sergio Moro para fazer lobby para o 5º nome na lista tríplice do MPF
O chefe de gabinete da Procuradoria Geral da República, Eduardo Botão Petella e o secretário de cooperação internacional do Ministério Público Federal, Vladimir Aras, falam sobre o caso Pizzolato(José Cruz/Agência Brasil)

Jornal GGN – Apesar de dizer que não faz política, Deltan Dallagnol articula junto a Sergio Moro, a ministros do Supremo Tribunal Federal e senadores da base governista, a indicação de Vladimir Aras para a Procuradoria-Geral da República.

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Aras é o quinto nome na lista tríplice do Ministério Público Federal, mas é o candidato velado da Lava Jato por atender melhor os interesses da operação, indica reportagem do Intercept em parceria com o UOL, divulgada nesta sexta (16).

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O novo vazamento mostra conversas que começaram ainda em outubro de 2018, antes mesmo de Jair Bolsonaro vencer o segundo turno da eleição, Prevento vitória, Aras chamou Dallagnol no Telegram e pediu ajuda. Disse que se Bolsonaro fosse eleito, ele iria se candidatar para a PGR, e queria a benção de Moro.

“Fala com Moro sobre minha candidatura a PGR”, escreveu  Aras em 11 de outubro de 2018. “Com bolsonaro eleito, vou me candidatar”, completou.

No dia 14 de abril de 2019, com Moro já no governo Bolsonaro, Dallagnol dá uma notícia a Aras: “Peço reserva, mas Moro confirmou pra mim que Vc é o candidato que ele vai defender.”

Nesta semana, o jornalista Kennedy Alencar informou que Moro sugeriu Dallagnol para a PGR, mas Bolsonaro recusou a recomendação.

Em meados de fevereiro passado, Dallagnol e Aras “passaram a acelerar as articulações”. Naquele mês, Aras pediu ajuda para encontrar Luis Roberto Barroso e Edson Fachin. “Preciso de aliados no STF”.

Dallagnol, desde então, articulou a presença de Aras em eventos com os ministros ou encontros no gabinete. Luiz Fux também estava na lista de defensores da Lava Jato que poderiam se aliar à campanha de Aras.

Aos magistrados, Aras escreveu um carta se auto-elogiando, e Dallagnol entregou como se ele mesmo tivesse escrito, recomendando o colega.

Em passagem por Brasília, Dallagnol conseguiu uma agenda para Aras com o líder do governo no Senado, Eduardo Girão, do Podemos, que sugeriu uma lista de senadores para que o candidato à PGR abordasse em busca de apoio – incluindo nomes investigados na Lava Jato.

“Foram listados 20 parlamentares, vários citados em delações da Lava Jato. É o caso de Eduardo Braga (MDB-AM); Humberto Costa (PT-PE); Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); e Alvaro Dias (Podemos-PR). Também figurava na lista de senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP)”, destacou o UOL.

O portal ainda frisou que “a decisão sobre quem será o novo procurador-geral da República é do presidente. Porém, desde 2001 os membros do MPF, por meio de votação direta, elegem uma lista com três integrantes de seus quadros que é entregue ao presidente como sugestão. Vladimir Aras ficou fora da chamada lista tríplice – ele obteve 346 votos, o quinto mais votado.”

Redação

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7 Comentários
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  1. Anônimo

    16 de agosto de 2019 11:35 am

    Vladimir Aras – figurinha carimbada por aqui – em busca da fama como capacho de Bolsonaro, o Cu Falante. Desmascarado, continuará Aras a posar de bom moço por aqui, sem nos explicar antes o seu jogo sujo de lavajateiro almejando a glória de servir de capacho ao Cu Falante? A ver.

    1. Arthemisia

      16 de agosto de 2019 12:47 pm

      Pensei o mesmo.

  2. Rui Ribeiro

    16 de agosto de 2019 12:52 pm

    Já tinha ouvido falar em fiscal de cu, mas de cu falante ainda não tinha ouvido falar. Talquei?

    Kkkkkkkkk

  3. Lúcio Vieira

    16 de agosto de 2019 3:23 pm

    O pior dos politiqueiros, mafiosos e corruptos, este pessoal estudou para poder agir nas suas vidas públicas que já se mostram sem futuro. Para piorar, o procurador ainda se acreditava apto a palestrar para jovens.
    Triste, triste.

  4. +almeida

    16 de agosto de 2019 8:25 pm

    Foi fogo de palha.

  5. antonio adonis vieira

    27 de setembro de 2019 9:56 am

    A lava jato deveria ser um instrumento para fazer justiça e aplicar a lei de forma imparcial aos corruptos, ladroes do dinheiro público. No entanto não passa de uma facção política, cujo objetivo é perseguir os adversários, e proteger os correligionários, parece uma máfia organizada.
    A lava jato deveria acabar, e começar de novo com pessoas dignas e merecedoras do cargo que ocupam.
    É uma tristeza ver as patifarias que aconteceram, produzidas pelos membros desta operação, eles deveriam ir para cadeia, porque não têm nenhuma diferença dos que estão presos por causa da prática de corrupção.

  6. antonio adonis vieira

    27 de setembro de 2019 10:07 am

    É.

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