O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta terça-feira (14) ao parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se manifestou contra o pedido de prisão preventiva apresentado contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou o processo e afirmou que, mesmo em caso de condenação, não poderia ser preso.

“Ainda que eu seja condenado nesta várzea que chamam de Justiça, eu — pela lei — jamais iria para a cadeia, pois sou primário e a pena máxima para coação é de quatro anos de cadeia”, declarou o parlamentar em suas redes sociais.
Segundo ele, a legislação brasileira determina que penas inferiores a quatro anos sejam substituídas por medidas alternativas. “Ou seja, seria — ou deveria ser — substituída obrigatoriamente por uma cesta básica ou prestação de serviços à comunidade. Num Estado Democrático de Direito, ninguém vai preso durante o processo se, ao final, ele não resultaria em cadeia”, completou.
Parecer da PGR
A manifestação de Eduardo ocorreu após o procurador-geral Paulo Gonet encaminhar ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, um parecer contrário ao pedido de prisão protocolado pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Perone (PSOL-RJ). No documento, Gonet argumentou que os parlamentares não têm legitimidade processual para solicitar a prisão preventiva de outro deputado.
“Os parlamentares que deram o pedido a protocolo, SS. Exas. não estão habilitadas no feito em nenhuma dessas posições, o que lhes subtrai a legitimidade processual para postular no feito”, escreveu o procurador-geral. Apesar de rejeitar o pedido, ele deixou aberta a possibilidade de requerer medidas cautelares futuras, caso considere necessário.
Acusações e possível inelegibilidade
Eduardo Bolsonaro é investigado no STF por coação no curso do processo, após ter articulado com integrantes do governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções contra ministros da Corte e autoridades brasileiras. As movimentações teriam ocorrido durante o julgamento que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A denúncia, apresentada pela própria PGR, aponta que o deputado buscou apoio internacional com base na Lei Magnitsky, legislação americana que prevê punições a estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.
Com o parecer de Gonet, a decisão sobre o pedido de prisão e eventuais medidas cautelares caberá agora a Moraes, que deve se manifestar nos próximos dias. Caso seja condenado, Eduardo poderá ser declarado inelegível, o que o impediria de disputar as eleições em 2026.
Rui Ribeiro
16 de outubro de 2025 8:16 am“Ainda que eu seja condenado nesta várzea que chamam de Justiça, eu — pela lei — jamais iria para a cadeia, pois sou primário e a pena máxima para coação é de quatro anos de cadeia”. – Eduardo Bolsonaro
Em vez de negar os fatos a si imputados, o Eduardo Bolsonaro disse que, se for condenado pela Várzea que chamam de Justiça, não irá para a cadeia.
Não só não negou os fatos a si imputados mas também os reconheceu, só que os atribui a Trump, a Marco Rubio e a Scott Bessent. É cova rasa. Precisa cavar bem pouco com essa confissão para se chegar à verdade dos fatos.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
18 de outubro de 2025 8:54 amO banninha está certo, ele não vai para a cadéia, mas vai ser preso, pois a polícia vai buscá-lo.