Campanha do voto útil pode levar Lula à vitória no primeiro turno em 2022

A análise foi feita pelo jornalista e consultor político Thomas Traumann em cima da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16 de março

Lula com uma camisa em tom terroso olhando para um menino negro, que põe a mão em seu rosto
Lula durante a campanha de 2006. Foto: Ricardo Stuckert

Uma thread no Twitter postada pelo jornalista, pesquisador e consultor político Thomas Traumann, ex-porta-voz da Presidência da República durante o governo Dilma Rousseff, mostra que uma campanha de voto útil poderia levar Lula (PT) à vitória no primeiro turno em 2022. A análise foi feita em cima da pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16 de março.

Na pesquisa estimulada, Lula apareceu com 44% das intenções de voto e Jair Bolsonaro com 26%. O atual presidente ganhou 3 pontos em relação a pesquisas anteriores. Sergio Moro e Ciro Gomes continuam no patamar dos 7% cada. “Apesar de Lula permanecer na liderança entre as intenções de voto, a diferença para Bolsonaro, que era de 22 pontos em fevereiro de 2022, passou para 18 pontos em março”, anotou Felipe Nunes, da Quaest.

Traumann analisou outros dados da pesquisa para descobrir se o eleitorado de outros candidatos – o famoso grupo “nem Lula, nem Bolsonaro” – poderia mudar seu voto de última hora para ajudar a definir o resultado no primeiro turno. De acordo com o levantamento, o bloco “nem Lula, nem Bolsonaro” hoje acumula 25% de intenções de voto.

Quando esse eleitorado de terceira via é questionado se mudaria de voto para ajudar a eleger Lula no primeiro turno, 34% respondem que sim, e 66% dizem que não. Quando o objetivo é depositar um voto útil para eleger Bolsonaro no primeiro turno, 23% disseram que aceitariam, mas 77% responderam que não deixariam seu candidato para favorecer Bolsonaro.

Na leitura de Traumann, isso significa que se houver chances de definição no primeiro turno, “Lula tem a possibilidade de arrebanhar mais 8,5 pontos percentuais (o que equivale a 34% dos 25% que disseram preferir Nem-Bolsonaro-Nem-Lula), enquanto Bolsonaro pode subir até 5,7 pontos percentuais.”

“Como Lula tem a torcida de 44% e Bolsonaro só de 25%, se houver uma campanha de voto útil pró-Lula, o ex-presidente tem chance de eventualmente fechar a eleição no primeiro turno se estiver perto dos 50% e fizer um grande esforço juntos aos eleitores não-lulistas”, analisou.

Leia mais:

1 – Pesquisa Quaest mantém Lula como favorito e ligeira melhora de Bolsonaro

2 – A trajetória de Lula em todas as eleições

3 – Cinco jingles eleitorais que fizeram história

4 – A incrível incapacidade de construir a terceira via, por Luis Nassif

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