21 de maio de 2026

Esquema com pastores no MEC do governo Bolsonaro leva PGR a pedir inquérito ao Supremo

Procurador-geral da República pede autorização para investigar Milton Ribeiro, o ministro que abriu as portas do MEC a pastores
O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, que abriu as portas do MEC para a influência de pastores evangélicos que negociam verbas públicas e voto de fiéis. Foto: Isác Nóbrega/PR
O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, que abriu as portas do MEC para a influência de pastores evangélicos que negociam verbas públicas e voto de fiéis. Foto: Isác Nóbrega/PR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, envolvido em um suposto esquema de tráfico de influência com pastores evangélicos. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estão no centro do escândalo.

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Um áudio vazado pela Folha mostrou que Ribeiro privilegia a distribuição de verbas para prefeituras que estão alianhadas a pastores próximos de Bolsonaro. Os pastores não têm cargo público, mas estão organizados em um esquema informal de obtenção de verbas.

Após o escândalo vir à tona, o prefeito Gilberto Braga (PSDB0, de Luis Domingues, cidade do Maranhão, afirmou que um pastor lhe cobrou 1 kg de ouro para conseguir liberar veras para obras de educação no município.

Levantamento feito pela CNN Brasil afirma que ao menos 44 prefeitos foram levados à Brasília por pastores alinhados ao governo Bolsonaro. O levantamento foi feito a partir da agenda do ministro Milton Ribeiro, que também é evangélico e pastor.

O ministro negou que tenha alocado verba pública sob influência de lideranças religiosas.

O escândalo já havia gerado uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal.

Leia também:

1 – Pastores próximos a Bolsonaro abandonaram Milton Ribeiro

2 – Verbas do MEC para obras sem critérios saltaram no governo Bolsonaro

3 – Pastores que intermediaram verbas do MEC encontraram-se com Bolsonaro quatro vezes

4 – Denúncia de interferência de pastores em verbas no MEC gera notícia-crime no STF e bancada evangélica se manifesta

Redação

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2 Comentários
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  1. Antonio Deiró

    23 de março de 2022 8:16 pm

    Don Augusto chama a investigação para si, para poder sentar em cima e cochilar, até a onda passar. Cabra esperto, muito esperto. Ainda espera a sua indicação ao STF. Vá esperando Augustinho, vá esperando….quem sabe, você vira personagem da Grande Família.

  2. José de Almeida Bispo

    23 de março de 2022 9:13 pm

    É! O governo “terrivelmente” evangélico.
    Milagre da CIA.
    Adoçou a boca da pastorada pra derrubar o PT e as “crianças” ficaram viciadas.
    MAS ISSO NÃO É CORRUPÇÃO!
    Na eleição de 2018… mas foi coisa estranha que aconteceu, viu? Era a promotorada atrás dos “corruptos do PT” e outros políticos… e a distribuição de grana viva correndo solta… POR MEIOS SANTOS.

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