10 de junho de 2026

Fachin admite tendência de envio do caso Master à primeira instância

Presidente da Corte articula saída para crise de imagem e defende código de conduta para ministros antes das eleições
Foto da Agência Brasil

▸ Presidente do STF, Fachin, indica que investigação do Banco Master pode ser remetida à primeira instância judicial.

▸ Magistrados veem envio do caso para justiça comum como saída para afastar críticas e preservar decisões já tomadas.

▸ Fachin busca aprovar Código de Conduta no STF para aumentar transparência e evitar interferências externas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a investigação sobre o Banco Master tende a ser remetida à primeira instância da Justiça. O processo, que corre sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, mergulhou o tribunal em uma crise institucional devido a questionamentos sobre a competência da Corte para manter o caso e suspeitas de conflito de interesses envolvendo o relator.

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Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique ficar aqui“, declarou Fachin ao Blog de Ana Flor, do G1. Segundo o magistrado, o destino do inquérito “ficará claro” à medida que avançarem os depoimentos e a análise de documentos apreendidos.

A declaração ocorre após o presidente do STF antecipar seu retorno a Brasília para medir a temperatura interna do tribunal e buscar uma solução para o desgaste da imagem da instituição.

Saída estratégica

Dentro do STF, magistrados defendem que o envio do caso para a justiça comum seria uma “saída honrosa” para Toffoli. O movimento permitiria afastar o foco das críticas sobre o ministro e preservar a validade das decisões tomadas até o momento. A estratégia se baseia na possível falta de evidências contra o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

Foi a menção ao parlamentar, detentor de foro privilegiado, que deslocou para o Supremo as investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes em fundos de pensão e tem como alvo o dono do banco, Daniel Vorcaro. Se a participação de Bacelar for descartada, cessa a justificativa jurídica para a permanência do caso no tribunal.

Toffoli, no entanto, resiste. A interlocutores, ele nega qualquer impedimento legal ou motivo de foro íntimo para deixar o processo. O ministro tem sido alvo de pressão após revelações de que viajou em um jatinho particular com um dos advogados da causa e de que familiares seus possuem negócios associados a um fundo ligado ao Master.

Código de Conduta

Em meio ao embate, Fachin tenta acelerar a aprovação de um Código de Conduta para o STF. O objetivo é estabelecer parâmetros claros para a relação de ministros com partes interessadas, agendas de eventos e transparência.

Seria desejável concluir essa deliberação antes do processo eleitoral“, afirmou o presidente, que vê no episódio do Banco Master um catalisador para a urgência do tema. Para ele, a ausência de normas específicas de autocontenção abre espaço para que agentes externos tentem impor regras ao Judiciário.

A proposta enfrenta resistências internas. Alguns ministros argumentam que o momento político é inadequado ou que a Lei da Magistratura já oferece regras suficientes. Fachin rebate: “O tribunal que exerce controle sobre os demais poderes fortalece sua autoridade quando demonstra submeter-se, ele próprio, a padrões exigentes de transparência“.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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