
O governo federal já definiu as próximas prioridades em sua pauta econômica após a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil: a aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 e a Medida Provisória do programa Gás do Povo.
Adotada em segmentos como segurança privada e limpeza, a escala 6×1 permite um único dia de descanso a cada seis turnos trabalhados, gerando diversas críticas de sindicatos e trabalhadores.
A PEC proposta pela deputada federal Erika Hilton (PSOL) propõe um regime mais equilibrado de trabalho, com jornadas de até oito horas diárias e 36 semanais. O texto está em análise na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, com debates buscando consenso entre empregadores e empregados.
A ministra Gleisi destacou que o tema deve ser discutido e votado ainda neste ano, com esforços para garantir um consenso político que assegure avanços para os direitos trabalhistas e qualidade de vida dos trabalhadores.
Assim como a reestruturação da jornada 6×1, a ministra Gleisi destacou que o Gás do Povo é uma das pautas estratégicas para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Programa Gás do Povo
A Medida Provisória nº 1.313/2025 institui o Gás do Povo, substituindo e ampliando o auxílio governamental anteriormente conhecido como Auxílio Gás dos Brasileiros.
O programa passa a oferecer, além do pagamento em dinheiro, uma modalidade inovadora que permite a retirada gratuita do botijão de gás de cozinha em revendas autorizadas para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com prioridade para aquelas que têm renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759) e beneficiários do Bolsa Família.
A expectativa é que, a partir de novembro de 2025, com a regulamentação já publicada pelo governo, o benefício chegue a até 15,5 milhões de famílias em 2026, quase triplicando o número atual de beneficiários que era de 5,6 milhões.
Isenção do Imposto de Renda
Políticos governistas comemoraram a aprovação da isenção do IR até R$ 5 mil, destacando os ganhos concretos para milhões de pessoas, ampliando o poder de compra e a dignidade fiscal.
Por outro lado, críticos apontam riscos de insuficiência de recursos e contestações sobre o efeito nos mais pobres e no investimento econômico
A isenção ocorre em um contexto de aumento da progressividade do sistema tributário brasileiro. Aproximadamente 26,6 milhões de contribuintes serão beneficiados diretamente pela medida a partir de 2026.
Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,8 bilhões, foi criada uma alíquota progressiva de até 10% para rendimentos anuais acima de R$ 600 mil, alcançando cerca de 140 mil pessoas. O projeto segue para votação no Senado, com expectativas de aprovação rápida.
Nota da redação: Este texto, especificamente, foi desenvolvido parcialmente com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial na transcrição e resumo das entrevistas. A equipe de jornalistas do Jornal GGN segue responsável pelas pautas, produção, apuração, entrevistas e revisão de conteúdo publicado, para garantir a curadoria, lisura e veracidade das informações.
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