Gilmar defende que Lei de Abuso de Autoridade seja conhecida como “Cancellier-Zavascki”

Jornal GGN – Em artigo assinado com Victor Oliveira Fernandes, no Conjur, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes defendeu que a Lei de Abuso de Autoridade, que entrou em vigor na sexta (3), deveria ser conhecida como Lei “Cancellier-Zavascki”.

Cancellier, por causa do caso do ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, que cometeu suicídio em 2017, após ter sua reputação assassinada por uma operação da Polícia Federal, conduzida pela delegada Erika Marena, ex-Lava Jato.

“A emblemática história de Cancellier deve ser rememorada na data de hoje (3/1), que marca o início da vigência da nova Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019). A legislação representa um avanço civilizatório ímpar para o Direito Penal brasileiro, não apenas por ter conferido aprimoramento técnico significativo em relação ao diploma anterior (Lei 4.898/65), mas sobretudo por sacralizar o compromisso de autorreflexão de uma sociedade democrática sobre os limites do sistema punitivo”, afirma o artigo.

Já a participação de Teori Zavascki, ex-ministro do STF, tem menos a ver com Lava Jato, e mais com seu papel como presidente do Comitê Gestor do Pacto Republicano, que no final dos anos 2000 se empenhou em “aprimorar a antiga legislação de abuso de autoridade.”

Na visão dos autores, nenhuma legislação nasce perfeita, mas “a qualidade técnica da proposição aprovada é digna de destaque. A latitude da incidência da norma sujeita qualquer agente público ao seu escrutínio, do Presidente da República ao guarda de trânsito da esquina.”

Leia também:  A modernização do setor elétrico brasileiro, por Ronaldo Bicalho

“Para além, a ampla conquista de uma nova Lei de Abuso de Autoridade transcende o exame da sua tecnicidade. O ganho democrático da legislação está em reinserir na pauta institucional um debate que nunca deveria ter sido relegado a segundo plano”, assinalaram.

O artigo ainda afirma que a lei não é nenhuma “jabuticaba”, ou seja, invenção brasileira. Outros países têm leis parecidas. “Na Espanha, o artigo 446 do Código Penal prevê a punição do ‘juiz ou magistrado que, intencionalmente, ditar sentença ou resolução injusta'”, por exemplo. A versão brasileira não chegou a tanto.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

9 comentários

  1. A ideia é boa . Poderia aproveitar e batizar o golpe/impeachment de 2016 de Gilmar Mendes ou beiçola do STF, como popularmente é conhecido.

    1
    3
  2. Na verdade essa lei já deveria existir a mas tempo pois tem muito juiz q pensa q é dono do mundo parabéns ais nossos deputados e senadores pela coragem e determinação

    10
  3. A lei de abuso de autoridade e a lei do juiz de garantias deveria se chamar moro-dalagnol pois foi graças as atuações deles é que se começou a discutir o assunto.

  4. A lei de abuso de autoridade e a lei do juiz de garantias deveria se chamar moro-dalagnol pois foi graças as atuações deles é que se começou a discutir o assunto.

  5. Quanta babagem escrita em um espaço pequeno. A verdade nua e crua é que os assassinos do norte sempre querem roubar a riqueza alheia e quando alguém atrapalha eles matam, simples assim. O trump é o atual xerife dos assassinos do norte, então, mandaram e ele sentou o dedo.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome