A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas ouve, nesta quinta-feira (31), o depoimento do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que estava à frente da pasta no dia 8 de janeiro, quando terroristas invadiram as sedes dos Poderes, em Brasília. Assista:
G. Dias pediu demissão do cargo no dia 19 de abril, após a divulgação de um vídeo em que aparece circulando no Palácio do Planalto e conversando com os golpistas, em meio a invasão protagonizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou que o general possa recorrer ao silêncio durante à oitiva, para que não produza provas contra si mesmo, já que está na condição de investigado.
A convocação do general da reserva foi objeto de cerca de 100 requerimentos. No início dos trabalhos, a CPMI chegou a rejeitar o depoimento do ex-ministro, mas em junho, um acordo viabilizou a aprovação dos pedidos.
A oposição defende que o depoimento é a “peça chave” na tentativa de esclarecer “providências adotadas e o desdobramento das investigações conduzidas pelo governo federal”, como justificou o senador Sergio Moro (União-PR) em seu requerimento.
Em junho, durante depoimento à CPI da Câmara Legislativa do DF, que também investiga os atos antidemocráticos, G. Dias negou ter sido conivente com os golpistas ou de ter adulterado relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que foram enviados ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Militar sobre o caso.
Com informações do Senado Notícias.

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