O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma ordem clara à sua equipe de governo: cautela máxima. O Planalto monitora o movimento de Donald Trump para classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
A preocupação do governo brasileiro não é apenas terminológica, mas de segurança nacional para evitar que facções como o PCC e o Comando Vermelho, sejam descritas desta forma.
A avaliação técnica indica que, se os EUA declararem unilateralmente que essas facções são grupos terroristas, abre-se uma brecha jurídica perigosa. O diagnóstico aponta dois riscos principais:
- Intervenção Militar: A possibilidade de ações externas justificadas pelo combate ao terrorismo.
- Sanções Econômicas: O isolamento financeiro de setores do país sob o pretexto de asfixiar o crime organizado.
“Balão de ensaio” e o fator Trump
Apesar do alerta, o Planalto trabalha com a hipótese de que a ameaça de Washington seja, por ora, mais retórica do que prática. A orientação é evitar “arroubos discursivos” para não provocar o governo americano e, principalmente, não inviabilizar o encontro entre Lula e Trump, previsto para abril.
O governo brasileiro quer concentrar o debate estritamente nos canais diplomáticos, tratando a questão como um “balão de ensaio” que não deve ser alimentado publicamente.
O tema já subiu para o topo da agenda externa. O combate ao crime organizado foi discutido entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Além disso, Lula já levou a preocupação à presidente do México, Claudia Sheinbaum, buscando uma frente comum contra medidas unilaterais que possam ferir a soberania da América Latina.
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