Ministros do TCU defendem aposentadoria de Nardes

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Falas golpistas de ministro geram mal estar entre magistrados; pedido de licença médica pode não ser suficiente para arrefecer tensão

O ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As falas golpistas do ministro Augusto Nardes geraram mal estar generalizado no Tribunal de Contas da União (TCU), a ponto de magistrados defenderem sua aposentadoria como forma de debelar a crise.

Contudo, o presidente da corte, Bruno Dantas, é contrário à ideia – segundo a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Dantas acredita que a aposentadoria poderia piorar o clima dentro do tribunal.

Contudo, não só três magistrados defendem tal aposentadoria, como é consenso que a licença médica de cinco dias obtida por Nardes não é suficiente para arrefecer o caso.

No último final de semana, veio à público um áudio do ministro a um grupo de WhatsApp afirmando que era “questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos para que um desenlace bastante forte na nação ocorra” e que Jair Bolsonaro, apesar de ter tido um ferimento na perna, “certamente terá condições de enfrentar o que vai acontecer no país”.

Na ocasião, Nardes afirmava que conversou “longamente com o time de Bolsonaro” e que haveria “um movimento muito forte nas casernas”, que redundaria em “um conflito social na nação brasileira”, acenando para o golpe.

Por conta da repercussão, Nardes emitiu uma nota onde não falou sobre a incitação ao golpe, ressaltando que repudiava “peremptoriamente manifestações de natureza antidemocrática e golpistas (…)”.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

3 Comentários

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  1. Oi, Tatiane. Boa matéria. Mas quero contribuir, dizendo que os ministros do TCU não são considerados magistrados. O TCU é um órgão colegiado, que é subordinado ao poder legislativo.

  2. Os Conselheiros dos TCE são indicados pelo Governador e pelas Assembleias Legislativas. Os Ministros do TCU pela Presidência da República e pelo Senado. São órgãos técnico políticos.no caso desse Nardes, há que se averiguar os benefícios e as perseguições nos processos em que atuou. Seguramente,mais surpresas. Centenas de injustiças que cometeu. Aliás, cedo ou tarde, o País com um Congresso mais atuante possa rever a forma pela qual essas instituições são formadas.

  3. Duas sugestões para aprimorar o arcabouço institucional brasileiro:
    – Mudar o nome do TCU para CCU, pois esse é um órgão auxiliar do poder legislativo, não um tribunal;
    – Instituir o controle de contas cruzado, com a CGU sendo legitimada a auditar as contas do legislativo, “TCU” inclusive (ou, em um loop expandido, o Executivo audita o Judiciário e este o Legislativo).

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