ONG ligada à Lava Jato rebaixa nota do Brasil no combate à corrupção

Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 8 anos. Graduada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
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Entidade justifica dados do levantamento pelas indicações ao STF e à PGR, além de decisões de Toffoli contra a Lava Jato

Reprodução

O Brasil caiu 10 posições no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2023, aponta levantamento da ONG Transparência Internacional (TI), divulgado nesta terça-feira (30). A entidade, no entanto, foi um dos grandes agentes da indústria da anticorrupção no país, sendo a matriz dos grandes escândalos que trincaram definitivamente a imagem da Lava Jato de Curitiba, conforme apontado pelo jornalista Luís Nassif.

Diálogos apreendidos no âmbito da Operação Spoofing mostram que integrantes da Transparência Internacional Brasil articularam acordos de leniência em conluio com procuradores de Curitiba, na expectativa de poder direcionar parte dos recursos.

Segundo a ONG, o país se tornou mais corrupto em 2023, ao registrar 36 pontos e ficar na 104ª posição no levantamento, entre 180 países. A nota brasileira caiu dois pontos em relação ao último levantamento de 2022 e ficou também abaixo da média global, que é de 43 pontos. 

Ao iniciar a crítica ao Brasil, a TI chega a citar negativamente o governo de Jair Bolsonaro (PL), por ter desmontado “os marcos legais e institucionais anticorrupção que o país levou décadas para construir“.

  • O IPC é medido por especialistas e empresários que enxergam a integridade do setor público das nações. A nota vai de zero a 100, onde zero significa “altamente corrupto” e 100 significa “muito íntegro”.

Mas para a ONG, a falha é do governo Lula (PT) “na reconstrução dos mecanismos de controle da corrupção, e, junto deles, do sistema de freios e contrapesos democráticos“. Para a entidade, “não há clareza sobre o compromisso real do governo com essa reconstrução“.

As evidências apontadas nesse sentido envolve as indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF), bem como o fato de o governo não ter seguido a lista tríplice ao escolher Paulo Gonet como novo procurador-geral da República.

Além disso, como esperado, são criticadas também as decisões do ministro da Suprema Corte Dias Toffoli sobre a Lava Jato, em que anulou as provas obtidas dos acordos de leniência da Odebrecht e tornou sem efeito a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência do grupo J&F.

Em contrapartida, o relatório destaca como ponto positivo as atividades da Controladoria Geral da União (CGU) e a atuação da Polícia Federal (PF) no caso da “Abin paralela“. 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 8 anos. Graduada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

1 Comentário

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  1. Outra piada pronta do dia: a ONG que batia bumbo para um juiz e um procurador que corromperam o sistema de justiça, que ajudaram a derrubar uma presidente honesta e colocar no poder dois desqualificados em série, inclusive mediante fraude à vontade popular em 2018, vem novamente com sua ladainha de “combate à corrupção”. Ora, senhores, vós estais nus em pelo! Vossas catilinárias servem agora no máximo como chiclete de trouxas, como alfafa para o gado ruminar. Poupem-nos desses seus traseiros aberrantes, imundos e fétidos, que merecem, sim, é uma bela botinada!

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