Oposição usa Senado para disseminar fake news sobre censura

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Responsáveis pelo Twitter Files Brazil participam de audiência onde apenas senadores de oposição estiveram presentes

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Os senadores da oposição aproveitaram a presença dos comunicadores Michael Shellenberger e David Ágape no Senado Federal para disseminar a notícia falsa de que existe censura no Brasil.

Os dois estiveram presentes em audiência pública da Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD), sugerida e presidida pelo senador Magno Malta (PL-ES).

Eles são responsáveis pelo Twitter Files Brazil, onde diversos e-mails trocados entre funcionários da rede social Twitter (hoje X, de propriedade de Elon Musk) supostamente indicam que decisões da Justiça brasileira resultaram na exclusão ilegal de conteúdos publicados na rede social.

“O Judiciário é definitivamente o principal foco de censura nos últimos anos. A censura tem sido feita através dos diversos inquéritos, muitos deles sigilosos. Ninguém sabe o que está sendo feito nos bastidores. Muitos dos que estão sendo investigados não sabem o porquê”, disse o brasileiro David Ágape.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Musk como investigado no Inquérito das Milícias Digitais após o bilionário subir o tom e ameaçar suspender restrições impostas pela Suprema Corte a contas de bolsonaristas da plataforma no Brasil, ainda que a ação pudesse levar ao fechamento da mídia social no país. 

Controle de discurso

“O inquérito das fake news [inquérito 4781, em andamento no STF] já comemora cinco anos. Eles são conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes de forma truculenta. Tudo isso porque acreditam que a direita e [Jair] Bolsonaro são um grande risco para a democracia”, afirmou Ágape, arquiteto e que se autointitula “jornalista investigativo freelancer”.

Para Ágape, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia Geral da União (AGU) estão entre as instituições do Estado brasileiro que atuam para “controlar o discurso na internet” e “violar o direito de privacidade dos cidadãos brasileiros”.

Já o ativista ambiental Michael Shellenberger, que divulgou o “Twitter Files Brazil” em sua conta na rede social X, avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está propondo muitas medidas, leis e ações para censurar as pessoas”.

“Uma coisa que me dá mais raiva é a ideia de que precisa censurar para proteger a democracia. A gente passou séculos de democracia com pessoas reclamando sobre o processo das eleições, e ainda temos democracia. Agora eles querem censurar as reclamações sobre as eleições. Se você não defende [a divulgação de] ideias que você odeia, você não é realmente um defensor da liberdade de expressão”, disse Shellenberger.

Defesa da “liberdade” e impeachment de Moraes

A audiência contou apenas com parlamentares da oposição, que aproveitaram o momento para disseminar que “a liberdade é um bem maior”, como disse o senador Magno Malta (PL) e inclusive defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, como fez o senador Eduardo Girão (Novo).

Entre as fake news divulgadas pela oposição, está a “situação claramente inquisitorial” vivida pelo Brasil na visão do senador Rogério Marinho (PL-RN) que ainda afirmou que uma “engenharia social implementada em caráter global” restringe a manifestação de pessoas de um determinado viés ideológico.

Da mesma forma, o senador Marcos Rogério (PL) disse que “o Brasil está vivendo esse dualismo no debate nacional. “Não existe censura”, afirmam alguns. Mas há um movimento muito claro, muito nítido de controle de narrativas”.

Até mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL) usou o espaço para afirmar que “ninguém é mais vítima de fake news no Brasil” do que o pai dele, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

As informações são da Agência Senado

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

1 Comentário

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  1. O discruso do senador Eduardo Girão, foi de um ridículo inominável. Numa demonstração de baixa estima, o senador querendo agradar o meliante internacional, resolveu discrusar em inglês, provavelmente inspirado em Joel Santana, o que o tornou mais degradante, principalmente quando tentou imitar o sotaque de um americano pronunciando o nome do senador tornando-o mais vexatório: “My name is Eduard Girau”. Bem que ele poderia tar omitido ser ele do Ceará, pois nos pouparia de passar vergonha po ser tão subserviente aos interesses dos inimigos do Brasil.

    OBs. Girau é uma armação feita de varas ou ripas de madeira para apoir utensílios de cozinha.

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