1 de julho de 2026

Provas da “rachadinha”, como áudio de viúva de miliciano, não foram investigadas

Provas contra funcionários fantamas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj não foram usadas pelos investigadores
Foto: Reprodução

Provas contra funcionários fantamas no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) não foram usadas pelas autoridades de investigação.

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Trata-se das interceptações telefônicas da viúva do ex-PM e miliciano Adriano da Nóbrega, Júlia Lotufo, narrando que a sua ex-esposa e a mãe dele eram funcionárias fantasmas do filho do presidente.

O caso tramita na Procuradoria-Geral de Justiça do Rio e, após mais de um ano que a interceptação telefônica foi feita, o órgão não tomou nenhuma medida ou apuração sobre os indícios do esquema de corrupção no gabinete do filho do presidente.

O áudio de Júlia foi divulgado por reportagem da Folha de S.Paulo, que obteve as interceptações telefônicas. Nela, a viúva do miliciano fala que tanto a ex-esposa como a sua mãe estavam empregadas no gabinete do Flávio, participando do esquema.

“Ela [ex-esposa, Danielle] foi nomeada por 11 anos [no gabinete de Flávio Bolsonaro]. Onze anos levando dinheiro, R$ 10 mil por mês para o bolso dela. […] Bateram na casa dela porque a funcionária fantasma era ela, não era eu”, disse.

O áudio divulgado pelo jornal poderia iniciar novas frentes de apuração, como a abertura de uma quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro e outras diligências para a retomada das investigações.

A ex-esposa do miliciano chegou a ser denunciada, em dezembro de 2020, no esquema. Entretanto, provas foram anuladas e o caso foi zerado para novo início de apuração. Apesar das amplas provas e áudios, Flávio Bolsonaro nega que tenha haviado “rachadinha” em seu gabinete.

Redação

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  1. José de Almeida Bispo

    11 de abril de 2022 12:31 pm

    A corrupção é cultura da elite do Brasil. Que cínica e hipocritamente usa para atacar inimigos (mais que adversários) políticos, enquanto não abre mão de com ela se lambuzar. Escândalo de rachadinhas? Bolsonaro ainda era aprendiz e eu já ouvia que alguém na minha cidade “recebeu por Brasilia”. O laranja recebia e, quando conveniente ao “patrão” deputado ou senador saia distribuindo por terceiros. Praticamente todos, em todos os tempos fizeram isso. Por isso que “não pega” em Bolsonaro: estão acusando a família de fazer algo “normal”.

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