Política

Sociedade civil pede fim da escalada da violência política

O assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho na cidade de Foz do Iguaçu (PR) no último final de semana levou diversas entidades da sociedade civil a se manifestarem pelo fim da escalada da violência política.

Em nota oficial, o PT afirma que a morte de Arruda “é o mais recente e trágico episódio de uma escalda de violência política em nosso país, criminosamente estimulada pelas atitudes e pelo discurso de ódio do atual presidente da República contra todos que dele divergem ou lhe fazem oposição”.

Vale lembrar que o guarda municipal era tesoureiro do partido na cidade, além de ter sido candidato a vice-prefeito nas eleições de 2020. E sua morte se deu pelo tema de sua festa de aniversário de 50 anos ser o partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia (ABJD) lembra que, apenas nos últimos 30 dias, ocorreram sucessivos episódios decorrentes “do discurso de ódio cotidianamente disseminado pelo Presidente da República e seus seguidores”.

Entre eles, está o atentado com drone, ocorrido no dia 15 de junho na cidade de Uberlândia, Minas Gerais; a explosão de uma bomba caseira no dia 08 de julho, na Cinelândia, Rio de Janeiro; e o ataque ao carro do juiz Federal Renato Borelli, no dia 07 de julho, responsável pela prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

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“Em uma sociedade onde cabem todos, independentemente de suas colorações políticas e partidárias. Infelizmente não foi um caso isolado. Foi fruto do ódio disseminado por esse governo contra qualquer um que pense diferente”, disse o grupo Prerrogativas, em nota.

Tal visão é compartilhada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). “(A morte de Marcelo é) um crime bárbaro, reflexo dos inúmeros discursos de ódio realizados por quem deveria cuidar de seu povo. Por isso, Guaranho não estava sozinho quando puxou o gatilho, pois foi incentivado e alimentado para cometer tal crime”.

Segundo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a morte de Marcelo “é sinal claro de que limites não negociáveis estão sendo ultrapassados”.

“O campo democrático deve se unir para derrotar o fascismo bolsonarista e exigir que o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal impeçam toda e qualquer situação que alimente a violência, aviltando a democracia”, diz a instituição, que também exige das autoridades “que coloquem um freio às violências que se repetem, e que sejam adotadas medidas efetivas de prevenção e combate à violência política”.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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