Estados Unidos atacam Venezuela bombardeando Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. O país denunciou ‘agressão militar gravíssima’ e acionou planos de defesa, declarando ainda ‘estado de comoção externa’ perante a comunidade internacional.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, denunciou um ataque militar na capital e nos estados, que resultou na morte de civis. A alta autoridade exige dos Estados Unidos provas de que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores estão vivos, pois o paradeiro deles é desconhecido após os ataques.
Segundo a vice-presidente, o presidente Maduro já havia alertado a população sobre um possível ataque dessa natureza, que afetaria civis em diversas partes do país. Em resposta, as defesas nacionais foram acionadas seguindo as instruções do presidente.
No comunicado oficial da Venezuela, o informe de que o ataque dos Estados Unidos atingiu ‘locais civis e militares na cidade de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira’.
A Venezuela enfatiza que ‘este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força’. Além disso, alerta que ‘tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas’.
Segundo o comunicado, o objetivo da agressão é a apropriação dos recursos estratégicos da Venezuela. ‘O objetivo deste ataque não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política da nação. Eles não terão sucesso’, afirma o texto. A Venezuela reafirma sua independência, lembrando que ‘desde 1811, a Venezuela enfrentou e derrotou impérios’, evocando a proclamação do presidente Cipriano Castro em 1902: ‘O pé insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria’.
O Governo Bolivariano instou a população a mobilizar-se, declarando que ‘o povo da Venezuela e suas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita unidade popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz’. Simultaneamente, a diplomacia venezuelana apresentará ‘as queixas correspondentes ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao Movimento Não Alinhado, exigindo condenação e responsabilização do governo dos EUA’.
De acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela ‘reserva-se o direito de exercer legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência’. Por fim, a declaração apela à solidariedade internacional, citando o Comandante Hugo Chávez Frías: ‘Diante de quaisquer novas dificuldades, por maiores que sejam, a resposta de todos os patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória’. A declaração foi emitida em Caracas em 3 de janeiro de 2025.
Os eventos estão se desenrolando em um contexto de crescentes ameaças de Washington, incluindo o destacamento militar dos EUA no Caribe e o bloqueio naval contra a Venezuela anunciado pelo governo Trump em 16 de dezembro.
A operação militar dos EUA no Caribe, iniciada em agosto, inclui destróieres, um submarino nuclear, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e mais de 4.000 soldados. O governo venezuelano considera esse destacamento militar uma violação do direito internacional.
Com informações da TeleSur
Carlos
3 de janeiro de 2026 12:32 pmAtaque sem declarações de guerra não é terrorismo?
Jacob Binsztok
3 de janeiro de 2026 4:10 pmMaduro caiu feio,parece que sua segurança pessoal estava em mãos da CIA ou coisa similar. Inadmissível para um chefe de Estado que se intitula soberano.
Jacob Binsztok
3 de janeiro de 2026 4:16 pmMaduro caiu feio,parece que estava tudo dominado pela CIA. Inadmissível para um chefe de Estado cair desta forma.
Jacob Binsztok
3 de janeiro de 2026 4:23 pmMaduro caiu feio, parece que sua segurança pessoal estava nas mãos da CIA. A conferir!