8 de junho de 2026

Zuckerberg e a nova etapa do capitalismo: a ditadura das big techs, por Luís Nassif

Agora, com a vitória de Trump, há a revanche de Zuckerberg, inaugurando oficialmente a nova etapa da globalização: a ditadura das big techs

As declarações de Mark Zuckerberg, da Meta, de que irá encerrar o programa “fact checking” é uma revanche contra o Estado profundo norte-americano.

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Em meu livro “A Conspiração Lava Jato – o jogo político que comprometeu o futuro do país” narro em detalhes essa história.

A eleição de Barack Obama definiu duas formas de atuação política na rede. De um lado, o Partido Republicano adotando o estilo Steve Bannon, com o apoio central da Fox News. A emissora criava as notícias falsas e as redes sociais se incumbiam de disseminar. A reação do Partido Democrata se deu através da militância digital.

Ambos os lados perceberam ter em mãos um instrumento para tentar influenciar a política em outros países.

A primeira tentativa de instrumentalizar as redes deu-se em torno da participação de hackers russos na campanha que elegeu Donald Trump. Um blog de pouca penetração apareceu com supostos estudos acadêmicos tentando comprovar que o alcance da campanha foi centenas de vezes maior do que o que se percebia.

Seu trabalho foi apresentado a diversos veículos da mídia norte-americana, e apenas um deu guarida: o Washington Post, que acabara de ser adquirido por Jeff Bezos, o dono da Amazon. A decisão do jornal foi duramente criticada pelos demais veículos, por se tratar de um trabalho direcionado e falho.

Mesmo assim, foi a brecha que precisava o Congresso para enquadrar as redes sociais. Zuckerberg foi convocado a uma sessão pesada. Saiu de lá direto para o Atlantic Council, um think tank ligado ao Estado profundo norte-americano – integrado por membros do Departamento de Estado, potentados árabes, empresas com problemas de reputação e procuradores gerais de países atrasados, como foi o caso de Rodrigo Janot, do Brasil. Foi o principal estimulador da Lava Jato e dos primeiros movimentos da sociedade civil, bancados pelos bilionários do Partido Democrata, como o Viva Rio.

O Atlantic Council foi contratado para definir uma estratégia para Zuckerberg. Consistiu na tentativa de montar uma rede mundial de agências de checagem, reunidas em torno de uma associação.

Tempos depois, blogueiros independentes levantaram os dados técnicos do tal blog e constataram que era um domínio de propriedade do próprio Atlantic Council.

A intenção inicial era barrar a disseminação de notícias de esquerda. Os bilionários financiavam diversas ONGs e portais noticiosos, muitos deles com reportagens proveitosas sobre abusos a direitos humanos, mas sem estabelecer vínculos com o modelo econômico e a financeirização.

Por isso, na fase inicial – quando as “primaveras” prosperavam por todos os cantos – os grandes adversários a serem combatidos eram os blogs enquadrados como de esquerda.

Os ecos desse modelo chegaram ao país. Primeiro, através de uma pesquisa de um professor da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, contratado pela revista Veja – através da Agência Pública -, para um trabalho de identificação de blogs radicais. Ele colocou no mesmo nível blogs de ultradireita, conhecidos por espalhar fake news, com os principais blogs críticos da mídia. O trabalho de Ortellado foi apresentado pela Veja em um seminário para o mercado publicitário, resultando no bloqueio de publicidade para esses portais.

O próprio Ortellado teve papel dúbio nas manifestações de 2013, tornando-se uma espécie de mentor dos black blocs – o grupo violento, cujas ações visavam claramente desmoralizar os movimentos iniciais, de cunho progressista, jogando o movimento nas mãos da direita.

O passo seguinte foi montar, no Brasil, uma associação de agências de checagem, para se integrar à rede proposta pelo Atlantic Council. A rede foi constituída apenas por agências de checagem da mídia corporativa e de portais alinhados politicamente. 

A primeira jogada pesada foi quando o Papa Francisco mandou um terço bento para Lula, já preso em Curitiba. Uma das agências denunciou dois portais de esquerda por fake news. Se não fosse verdade, no mínimo seria uma barriga, jamais uma fake news – a notícia falsa com intenção de promover ódio. Imediatamente foram bloqueados pelo Facebook. Dias depois, o próprio Papa confirmou o envio do terço e a trama se desfez.

Tempos atrás, o Congresso pressionou novamente as big techs, em uma sessão dura.

Agora, com a vitória de Trump, há a revanche de Zuckerberg, inaugurando oficialmente a nova etapa da globalização: a ditadura das big techs, como extensão do poder norte-americano.

Nunca é demais lembrar que, até se tornar uma ameaça mundial, Hitler e Mussolini foram apoiados por forças econômicas norte-americanas, que viam no nacionalismo exacerbado uma maneira de enfraquecer o movimento sindical e a ameaça das esquerdas

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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19 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de janeiro de 2025 6:53 pm

    Os barões dos dados acreditam que o Technofeudalismo é uma realidade incompatível com o Estado republicano e democrático moderno. Portanto, eles se empenham em aumentar a soberania das Big Techs e projetar seu poder político dentro e fora da Internet. Mas isso é apenas parte da verdade factual. O que talves esteja realmente fortalecendo o Technofeudalismo é a ganância por lucro da mídia tradicional (mediocrizada por jornalistas caça clicks) e fato de CEOs como Mark Zuckerberg, Elon Musk e outros serem vergonhosamente adulados por estadistas mequetrefes que se ajoelham diante das montanhas de dinheiro que eles podem investir aqui ou acolá ou doar para campanhas eleitorais. Dominado pelo neoliberalismo jurídico e dependentes de tecnologias licenciadas pelas Big Techs, os sistemas de justiça temem responsabilizar os barões dos dados pelos surtos de violência política e genocida que eles possibilitam ao obter lucro impulsionando discurso de ódio, fake news, racismo e teorias da conspiração da nova extrema direita. Se não houver reação, em algumas décadas tudo o que nós consideramos importante do ponto de vista constitucional deixará de existir. E quem desafiar os barões dos dados será banido do mundo virtual e real que eles querem dominar como se os países fossem feudos que eles compartilham.

  2. Carioca

    7 de janeiro de 2025 6:55 pm

    Depois dessa fico cá a pensar:

    Se durante todo 2025 um “irmão-apoiador super expert” inundar as redes diariamente que pesquisas feitas por um “importante grupo de especialistas” confirmam que o(s) Bolsonaro(s) é(são) o(s) enviado(s) divino para a glória, redenção e salvação do Brazil e América Latina ?

  3. Douglas da Mata

    7 de janeiro de 2025 7:12 pm

    É mais grave que isso.

    Essa ótima descrição dos fatos deixou escapar apenas algumas questões, que penso cruciais.

    Esse modo de operação não atingiu apenas os veículos críticos de esquerda, nivelando-os pelos de extrema-direita.

    O processo foi um pouco mais ampliado e com objetivos mais sofisticados.

    Era preciso fazer crer que críticas ao sistema fossem tratadas todas do mesmo jeito, como se esquerda e extrema-direita compartilhem o mesmo “autoritarismo”, a mesma veia anti democrática.

    Esse truque pegou firme.

    A esquerda se auto censurou, e passou a verbalizar as redes caras ao estamento conservador, assumindo a culpa pelo fracasso do capitalismo periférico, e mais, pelo surgimento ou ressurgimento do fascismo tupinambá.

    A posição a qual foi alçada o STF (leia-se Alexandre de Moraes), como único fiador e tutor da “democracia” é resultante dessa estratégia, mesmo que pareça que a direita ou seu extremo sejam adversários do protagonismo judicial.

    Na verdade, a “regulação do mercado representativo” pelo STF é crucial para manter os ajustes nas disputas internas da direita, e principalmente, manter a esquerda capturada e compromissada com a agenda conservadora liberal.

    Assim, hoje em dia, pode-se colocar no mesmo saco as manifestações golpistas e qualquer opinião marxista revolucionária, por exemplo.

    A interdição se infiltra em todos os cantos, e não raro aqui mesmo se ouve a censura a qualquer debate disruptivo de esquerda, seguidos de uma submissão a uma governabilidade fatalista, cujas condições não se pode ousar pensar em desobedecer essa lógica.

    Tudo isso tem como relação de causa e efeito essa escalada digital, narrada por Nassif, e aos desdobramentos na institucionalidade representativa.

    1. Rui Ribeiro

      8 de janeiro de 2025 7:51 am

      “Era preciso fazer crer que críticas ao sistema fossem tratadas todas do mesmo jeito, como se esquerda e extrema-direita compartilhem o mesmo “autoritarismo”, a mesma veia anti democrática.

      Esse truque pegou firme.” – Douglas da Mata, no post das 7:12 pm.

      Esse trecho me fez lembrar do recente discurso do Prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, no qual o mencionado prefeito afirma que defender a ditadura militar é liberdade de expressão:

      “Quando um parlamentar ou qualquer do povo diga ‘eu defendo a ditadura’, ele não pode ser processado por isso, porque isto é liberdade de expressão”.

      “Mas eu também quero que aquele que defende o comunismo, o socialismo, dizendo que não acredita na democracia liberal, ele não pode ser processado porque isto é liberdade de expressão. A liberdade de expressão é um valor maior”.

      Ora, Prefeitinho fecal, como disse o Embaixador de Usrael no Brasil, referindo-se ao caso “Monark”, quando o comunismo foi comparado ao nazismo:

      “O Comunismo não pediu assassinato de populações”.

      O Prefeitinho fecal foi confrontado pelo PDT nos seguintes termos:

      “Não há liberdade de expressão que permita ao indivíduo defender o nazismo, o racismo, a pedofilia, a tortura, a volta da escravidão. Nesse sentido, não há liberdade de expressão que permita ao indivíduo defender a volta da ditadura”.

      1. Douglas da Mata

        8 de janeiro de 2025 11:43 am

        Na mosca Rui, quando eu ouvi o discurso do prefeito, pensei nisso.

        Mas isso não me espanta, essa agenda está aí há alguns anos.

        O que me assombra é a miopia (ou será que é proposital, uma cegueira seletiva?) da esquerda colonizada brasileira depositando legitimidade no protagonismo judicial, que equipara essas instâncias discursivas distintas e díspares (esquerda X direita), ao mesmo tempo.

        Para piorar ainda mais, a esquerda colonizada tupinambá engrossa essa falácia que repousa na universalização de “direitos” e da própria “democracia”, como se a História não nos berre aos ouvidos que tais princípios e conceitos são sempre estratégicos, e filtrados pela luta de classes.

        Quem mora nas favelas sabe disso, que liberdade de expressão é tapa na orelha pela polícia, ou micro-ondas do tráfico.

        Como cantou o gênio Chico Science, em Banditismo (Da Lama ao Caos):
        “(…)Acontece hoje, acontecia no sertão, quando um bando de macaco perseguia Lampião(…)”

        O sertanejo apanhava de um lado da volante, de outro, do cangaço.

        Nas favelas não tem “Eu ainda estou aqui” com Fernanda Torres, nem Globo de Ouro.

        O mesmo vale para direitos humanos, que para Israel e EUA e Europa têm um valor, e para os demais, outro.

        O que não se aceita na Venezuela, pode na Arábia Saudita.

        Alô, Guantánamo!

        Por fim, é tenebroso ver como essa lógica torcida fez com que a esquerda quisesse se parecer cada vez mais com a direita, na espera de “ser aceita” como parte de uma institucionalidade que só a devora.

        1. Rui Ribeiro

          8 de janeiro de 2025 6:45 pm

          Empresário morador de Alphaville se dirigindo a um policial militar:

          “Você é um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Eu quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville”.

          O empresário havia sido denunciado pela mulher por violência doméstica

          1. Douglas da Mata

            8 de janeiro de 2025 9:18 pm

            É sempre desse jeito…

            A violência estatal é seletiva e classista.

  4. José de Almeida Bispo

    7 de janeiro de 2025 7:49 pm

    “Nunca é demais lembrar que, até se tornar uma ameaça mundial, Hitler e Mussolini foram apoiados por forças econômicas norte-americanas, que viam no nacionalismo exacerbado uma maneira de enfraquecer o movimento sindical e a ameaça das esquerdas”. E SÓ MUDARAM QUANDO HITLER SE ATOLOU NA UCRÂNIA, E PERCEBERAM QUE A REAÇÃO SOVIÉTICA IRIA HASTEAR A FOICE-E-MARTELO NA TORRE DE BELEM, EM LISBOA, DEPOIS DE VARRER CEM POR CENTO A EUROPA CONTINENTAL. Hitler falhou no contrato de destruir os comunistas.

  5. Francisco Santos

    7 de janeiro de 2025 10:31 pm

    A regulação das redes passa pelo anacronismo com a própria realidade, se há crime sendo praticado no mundo virtual, deve-se apurar os fatos e aplicar a lei

    O problema é a incrível velocidade das redes e a falta de preparo dos governos pra lidar com essa questão, já deveria ter sido fundada alguma entidade internacional ligada a onu ou outro órgão, do tipo que cuida da saúde, pra organização e regulamentar as redes sociais, sem isso não há chance de muitas mudanças profundas

  6. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    8 de janeiro de 2025 7:36 am

    Ao criarem suas próprias redes sociais, os chineses mostraram ao mundfo o que é pensar estrategicamente. Não fosse isto, hoje a China estaria presa nas redes do império e por consequência tendo que enfrentar com mais dificuldade as provocações do OCIDECADENTE. Ínfelizmente o Brasil está pagando caro pelo fato de não pensarmos estrategicamente.

  7. Rui Ribeiro

    8 de janeiro de 2025 7:36 am

    Viva a liberdade de expressar… a desinformação. Esses troços se dizem cristãos, não importando que Jesus Cristo tenha dito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Quem, pois, não conhece a verdade, não tem liberdade. Assim, a liberdade de expressão da burguesia e de suas big techs é oca e reforça a escravidão.

  8. Rui Ribeiro

    8 de janeiro de 2025 8:07 am

    “I want to talk about something important today”. – Zuckerberg
    E eu achando que a regra era o Sugar Mountain falar algo importante todos os dias, ou melhor, todas as vezes que ele se expressasse. Sou mais os Beatles: “Half of what I say is meaningless”.

  9. Rui Ribeiro

    8 de janeiro de 2025 8:39 am

    Na nova etapa do capitalismo, os EUA querem retomar, à força bruta, o Canal do Panamá, querem anexar o Canadá e a Groenlândia. Como Trump não vai entregar um quarto do que ele prometeu, então ele desvia a atenção da população, que é idiotizada pelas big techs e igrejas, entre outras instituições burguesas de idiotização e desinformação.
    Se os EUA não estão preparados nem para enfrentar um incêndio na Califórnia, imagina se eles estão preparados para se defender de um Oreshnik.

  10. WRamos

    8 de janeiro de 2025 4:42 pm

    O Brasil poderia aproveitar o desleixo das redes para exigir delas algo tecnicamente possível para poderem operar no Brasil. Deveriam ser obrigadas a guardar o caminho percorrido por cada postagem, com usuários emissores e destinatários, para que uma contestação de alguém afetado retorne a cada um que a tenha visto, juntamente com alertas de crime enviados várias vezes.

  11. fabricio coyote

    8 de janeiro de 2025 5:43 pm

    O Geógrafo e Filósofo Milton Santos já vaticinara no Roda Viva de 1998: essas mega corporações de informação estão para serem regulamentadas pois são pontos frouxos sem conrrole. Ágora: a ideia de Nietzsche de uma democracia agonística pelo debate é cricial. Através dos embates os calhordas se revelam. A mídia corparativa escondia sua aporofobia e seus pdeconceitos a ponto da folha de são paulo emprestar carros para torturadores, minimizar a ditadura e ser desmentido por um editorial de Clóvis Rossi no proprio jornal de que erraram ao apoiar a exceção e o globo saudar o golpe de 1964 em 1 de abril como democracia. Então essas informações que a internet das coisas develam e não deixam se esvair acaba por ser uma vitória da liberdade. Saudar Gigantes como Euclides da Cunha, enviado pelo fanigedado jornal estado de sp para execrar os seguidores de António Conselheiro a favor dos milicos, quando o escritor abandonou o conforto dos opressores e denunciou os abusos dos poderes em Os Sertões. Que a agonística do debate continue.

    1. Rui Ribeiro

      9 de janeiro de 2025 5:38 am

      Mega corporações de desinformação

  12. Douglas da Mata

    8 de janeiro de 2025 9:15 pm

    Engraçado é o discurso do Lex Luthor do STF sobre o controle das big techs.

    Antes, o novo ministro da Secom disparou: “ruim para a democracia”.

    Ok, tudo bem, tudo certo.

    Mas e o controle social da mídia empresarial, disseminadores de ódios viscerais, de cultura conservadora, de chantagem rentista do mercado com falsos postulados económicos, tudo para sequestro do governo e da economia?

    A Globo disputa com a Meta a hegemonía de dizer mentiras, só isso.

    Mais uma vez, dói ver essa esquerda colonizada fazendo esse papel de jagunços da elite nacional e internacional.

    O controle social não é dessa ou daquela empresa, digital ou concessionária…

    É regulação do direito humano à comunicação social…

    Não existe chance de empresas privadas, sejam redes sociais, jornais, TV, rádio se auto regularem…

    1. Rodolfo

      9 de janeiro de 2025 9:29 am

      Zuckerberg responde ao dinheiro, seu Deus é o dinheiro, assim como todos esses bilionários idiotas que são cultuados nos EUA, Musk ainda tem a SpaceX que inovou nos seu foguetes reutilizáveis, mas é outro idiota, agora, a grande mídia é a maior propagadora de fake news, só que na forma de narrativas, ao contrario da tosquice bolsonarista, Zuckerberg ajudou a empurrar a narrativa do conluio de Trump com a Russia, ele e toda a mídia corporativa, não a santos nessa história, nesse caso Trump foi vitima, assim como a mídia empurrou a narrativa de que a Rússia estava perdendo a guerra na Ucrânia, ficando sem mísseis, soldados russos passando fome, lutando com pás, não existe nazismo na Ucrânia, é invenção do Putin etc.
      Alguém comentou ai a cima de que o Brasil deveria ter, assim como a China, suas próprias redes sociais

  13. Assis Ribeiro

    11 de janeiro de 2025 9:22 am

    Preocupante. Delineia o que tem acontecido no Brasil e no mundo.
    Há uma guerra extremamente clara e nítida não mais entre esquerda e direita.
    O que se observa é uma guerra entre aqueles que não acreditam nas instituições democráticas X democracia.
    Uma situação preocupante que é a ligação entre algo de grande capilaridade que são as igrejas evangélicas (de uma maneira geral) e a força do poder das armas e as fontes fortes atuais de comunicação.
    As eleições, por tudo que é lugar no mundo, de governantes da extrema direita demonstram que as vitórias estão praticamente garantindo a esse grupamento o poder.
    Isso tudo com o apoio da chamada “nova mídia” os super grupos de internet como o grupo X de Elon Musk e agora recentemente os grupos de Zuckerberg, o Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads; os dois empresários juntos, dominam completamente as redes sociais, …
    não esquecendo de incluir que Elon Musk é dono de uma rede de satélite de comunicação e informação maior do planeta

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