8 de junho de 2026

Calor extremo aumenta número de óbitos no Rio de Janeiro

Quando a temperatura ultrapassa os 40°C, o número de óbitos de idosos que sofrem de hipertensão, diabetes e insuficiência renal aumenta 50%
Crédito: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Uma pesquisa do doutorando da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) João Henrique de Araujo Morais constatou que o calor extremo causou o aumento da mortalidade de idosos e pessoas com algumas doenças na capital do Rio de Janeiro entre 2012 e 2024. 

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De acordo com o levantamento, em que foram analisados 466 mil registros de mortes naturais no período, 390 mil mortes por 17 causas selecionadas – das quais, 12 tiveram alta considerável da mortalidade para idosos no calor extremo.

Entre as conclusões do trabalho estão a de que quando a temperatura ultrapassa os 40°C por quatro horas ou mais, o número de óbitos de idosos que sofrem de hipertensão, diabetes e insuficiência renal aumenta 50%. 

“Em Nível 5, de duas horas com Índice de Calor igual ou acima de 44 °C, esse mesmo aumento é observado e é agravado conforme o número de horas aumenta. Portanto, o estudo confirma que nesses níveis extremos definidos no protocolo o risco à saúde é real”, afirmou o autor. 

Pacientes que apresentam doenças cardiovasculares e respiratórias, além de diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções do trato urinário são as mais vulneráveis às altas temperaturas. 

Como alternativa para preservar vidas, Araújo indica planos de adaptação das cidades, a fim de conter ou minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

“Sabe-se que populações específicas estão em alto risco – como trabalhadores diretamente expostos ao sol, populações de rua, grupos mais vulneráveis (crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas), e populações que vivem nas chamadas Ilhas de Calor Urbano. Assim, espera-se que ações tomadas no Protocolo de Calor do Município do Rio, como disponibilização de pontos de hidratação e resfriamento, adaptação de atividades de trabalho, comunicação constante com a população e suspensão de atividades de risco em níveis mais críticos sejam difundidas e adotadas também em outros municípios, com o objetivo de proteger a saúde da população, sobretudo dos mais vulneráveis”, concluiu o pesquisador.

*Com informações da Agência Fiocruz.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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