11 de junho de 2026

Dengue causou mais de R$ 28 bilhões de prejuízo este ano

População de menor nível socioeconômico está mais exposta à doença, que bateu recordes de casos devido às mudanças climáticas e maior resistência do mosquito
Mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor de todas as arboviroses que atualmente circulam no país, como a Dengue. | Foto: FreePik

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Os pesquisadores Rodrigo Vancini, Marília Andrade e Claudio Lira publicaram, na última edição da renomada revista Science, um artigo em que constatam que o surto de dengue que atingiu o Brasil este ano deixou mais de US$ 5 bilhões de prejuízo, o equivalente a R$ 28 bilhões. 

O valor se refere aos custos com cuidados com saúde, além de perdas diretas na produção e serviços. Devido à escassez de pessoal, empresas registraram menor lucro, além de ter de realocar colaboradores e treinar funcionários para exercer novas funções. 

Apenas nos primeiros seis meses deste ano, o país registrou mais de seis milhões de casos de dengue, doença que, apesar de sazonal, se tornou um surto devido às mudanças climáticas que favorecem a proliferação do aedes aegypti. 

O mosquito transmissor também está mais resistente a inseticidas, dificultando a tarefa de eliminar permanentemente os criadouros. 

Os pesquisadores constataram ainda que a maior incidência da doença está relacionada ao baixo nível socioeconômico da população. As pessoas mais expostas à dengue tendem a ter baixos salários, educação limitada, baixa alfabetização e pouca informação sobre como evitar a transmissão. 

Além do Brasil, os demais países da América Latina também enfrentam maior número de casos de dengue. 

Entenda

O Ministério da Saúde (MS) contabilizou 6,37 milhões de casos prováveis de dengue este ano, maior número da história. A pasta contabiliza ainda 4.714 óbitos no mesmo período e há 2.351 mortes sob investigação para constatar se a causa foi ou não a dengue. 

Para chegar a tais conclusões, os pesquisadores cruzaram dados do DataSUS.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Jicxjo

    22 de julho de 2024 10:24 am

    Enquanto isso, a turma do austericídio segue em sua cantilena: cortem, cortem, cortem! Mesmo que seja gasto o triplo depois! Prevenção é investimento, jênios!

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