6 de junho de 2026

Governo do RS abre sindicância para investigar médicos do SAMU

Plantonistas deveriam cumprir jornadas de 12 horas, mas trabalhavam apenas quatro horas por dia e em esquema de revezamento
Crédito: Julio Cavalheiro/Secom do Governo de SC

A Secretaria Estadual da Saúde informou, em nota, a abertura de um processo administrativo para apurar o descumprimento da carga horária dos médicos plantonistas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

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A instauração da sindicância foi divulgada na sexta-feira (25), tendo em vista que a denúncia do Fantástico seria publicada no último domingo (27).

De acordo com o enfermeiro Cleiton Felix, que fez a denúncia, era comum que os médicos plantonistas na central de atendimento do SAMU desrespeitassem a carga horária que tinham de cumprir.

Se comprovada a prática sistemática, os médicos poderão responder por crime e os casos serão encaminhados ao Ministério Público.

Em resposta emergencial à denúncia, o Executivo gaúcho também informou que vai instalar câmeras de segurança para fiscalizar o trabalho de médicos que atuam na central de atendimento.

Entenda o caso

Servidores públicos, os médicos plantonistas tinham de trabalhar presencialmente em jornadas de 12 horas, das 19h às 7h. No entanto, era comum que chegassem ao trabalho com cinco horas de atraso e atendessem efetivamente as ligações com pedidos de socorro durante quatro horas por dia.

No dia 6 de junho, Felix comprovou que a central de atendimento ficou sem ninguém às 6h30, quando deveria contar com sete profissionais em atividade.

Enquanto isso, a população tinha de esperar até duas horas por socorro. No dia 12 de junho, a família de Maria Isolete, de 72 anos, ligou para o SAMU porque a idosa sentia fortes dores. Porém, naquele dia, apenas dois platonistas estavam em atendimento. Entre a ligação e a chegada da ambulância foram 48 minutos. Mas a idosa, que sofria de câncer, morreu no hospital porque não resistiu a um infarto agudo do miocárdio.

Panos quentes

Apesar de contar com um salário de R$ 11 mil, os médicos que deveriam trabalhar 100 horas por mês cumpriam apenas 40 horas mensais e contavam com a conivência da direção do SAMU, que costumava abonar faltas com a justificaiva de “problemas na marcação pelo relógio de ponto”.

Jimmy Herrera, coordenador médico e um dos responsáveis pela central de regulação do SAMU no estado, admitiu que sabia do descomprimento da carga horária e que ele mesmo, que atua no setor privado também, não se dedica exclusivamente ao serviço.

Já Eduardo Elsade, diretor do departamento de regulação do SAMU do Rio Grande do Sul, negou a prática sistemática de descumprimento de horário dos médicos plantonistas inicialmente. Após a denúncia do Fantástico, ele apurou que duas são procedentes e as demais “merecem uma explicação técnica”.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    28 de agosto de 2023 9:43 pm

    Tudo honesto!

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