10 de junho de 2026

Parceria entre Brasil e França expande pesquisas de tratamento de câncer com células CAR-T

A colaboração para desenvolver tratamento para o linfoma óculo-cerebral prevê ainda a transferência de tecnologia para o Brasil, que será incorporada ao SUS
Crédito: Elton Allison/ Agência Fapesp

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e do Instituto Curie, da Universidade de Paris, formalizaram uma parceria para realizar um novo estudo clínico com células CAR-T, desta vez voltado para pacientes com linfoma óculo-cerebral.

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De acordo com o professor da FMRP-USP e coordenador do projeto, Diego Clé, a parceria permitirá que os pesquisadores franceses tragam versões aprimoradas de células CAR-T ao país. Em contrapartida, os pesquisadores brasileiros vão desenvolver e realizar as fases finais dos estudos clínicos. 

A colaboração prevê ainda a transferência de tecnologia para o Brasil, que será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Clé afirmou ainda que o tratamento com células CAR-T nacionais equivalem a um terço do custo dos tratamentos disponíveis no país, que atualmente variam entre R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões. 

O tratamento a partir de células CAR-T consiste em uma técnica em que as células do próprio paciente são modificadas geneticamente para eliminar células tumorais. 

Desde 2022, a FMRP-USP tem a Nutera, a primeira fábrica de produtos celulares da América Latina, dedicada à produção de terapias celulares. 

Atualmente, há pesquisas em andamento para o tratamento de leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin. Mas a intenção é expandir a pesquisa para criar novos protocolos para outros tipos de cânceres. 

As próximas pesquisas devem se voltar para o combate de cânceres do sistema nervoso central e doenças autoimunes, a exemplo da nefrite lúpica. 

A França é o país que mais trata pacientes a partir da terapia celular e já soma mais de 5 mil pessoas submetidas ao tratamento com células CAR-T. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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