Após reforma, Bradesco e Caixa abrem PDVs e colocam bancários em alerta

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Foto: Agência Senado

Da Rede Brasil Atual

 
Banco público já havia tido quase 5 mil adesões em plano aberto ainda este ano. Apenas de janeiro a maio, setor financeiro eliminou perto de 10 mil postos de trabalho
 
Com quase 10 mil vagas eliminadas apenas neste ano, o setor financeiro prepara-se para mais redução de postos de trabalho. Imediatamente depois da sanção do projeto de “reforma” trabalhista, agora Lei 13.467, Bradesco e Caixa Econômica Federal anunciaram programas de demissão voluntárias. O banco público havia encerrado em março um programa que teve 4.645 adesões, de acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.
 
No caso do Bradesco, o programa de demissão voluntária (PDV), anunciado na quinta-feira, mesmo dia da sanção da lei, começou hoje (17) e vai até 31 de agosto. O banco não divulgou metas de adesão, afirmando apenas, em nota, que o plano “não afetará o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários”.

 
“Um banco que dá lucro de R$ 4,6 bilhões somente no primeiro trimestre tem de ter compromisso com os trabalhadores e os clientes”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. “Orientamos o trabalhador a denunciar qualquer ameaça para adesão ao plano”, acrescentou.
 
“Mesmo sendo o setor que mais lucra no Brasil, o sistema financeiro continua fechando postos de trabalho”, criticou Ivone. De acordo com a subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), apenas de janeiro a maio foram eliminadas 9.621 vagas, sendo 2.804 em São Paulo – aumento de 60% em relação a igual período de 2016.  A maior parte (45%) é da própria Caixa, que agora reabre o PDV.
 
“Estamos muito preocupados com a volta do programa, pois o recado é claro: não haverá reposição das vagas deixadas pelos empregados que aderirem e deixarem o banco. Isso só piora as condições de trabalho dos empregados que permanecerem e afeta diretamente o atendimento à população”, afirma o coordenador da CEE da Caixa, Dionísio Reis.
 
De acordo com os dados analisados pelo Dieese, além do fechamento de postos de trabalho, há uma diferença, para menos, na remuneração: em média, o salário de quem foi contratado corresponde a 60,5% do que era recebido pelos demitidos.
 
Pela nova lei, que segundo o texto entrará em vigor daqui a 120 dias, os planos de demissão voluntária ou incentivada resultam em “quitação plena e irrevogável” dos direitos trabalhistas. A não ser que haja algum acordo com outra determinação.

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4 comentários

  1. Mais gente em busca…

    Tirante os que entrem nos PDVs por pressões e/ou ameaças, o restante talvez tenha avaliado mal a conjuntura, já que a retração econômica irá piorar com o que o desgoverno temer tem feito. Serão milhares engrossando o já enorme contingente de brasileiros disputando os poucos recursos que estarão em circulação.

  2. Futuros novos empreendedores,

    Futuros novos empreendedores, gente que faz a diferença. Mas vou avisando, vão ter que disputar espaço com camelôs, vendedores e pedintes de sinal e biscateiros em geral, que a cada dia que passa aumenta mais. Mas tirou o PT, então tá tudo bem.

  3. Reestruturação

    A Caixa tambem iniciou uma reestruturação em suas areas meios que vai atingir, entre outros, o setor responsavel pelo FGTS. A promessa é de fechamento de unidades com transferencia forçada de quadros que funcionara como pressão para a adesão aos PDVs. Mesmo mostrando eficiencia no pagamento das contas inativas o setor do FGTS sera o mais enxugado.

  4. novos empreendedores

    depois de demitidos serão empreendedores, ou gestores do próprio negócio………..

    duas palavras da moda : empreendedores e gestores.

    vão abrir mini bancos e concorrer com os antigos patrões????

    com certeza grande parte deles gritava fora Dilma, fora PT.

     

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