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As mudanças no tratado energético com o Paraguai

Do Vermelho.org.br

Paraguai quer mudar acordos energéticos com Brasil e Argentina

Ameaças do governo paraguaio sobre eventuais mudanças em acordos com o Brasil e a Argentina para o uso da energia das hidroelétricas de Itaipu e Yacireta,  aumentaou a tensão aos vínculos com esses países, nesta segunda-feira (30).

Sem ocultar a irritação pela entrada da Venezuela no Mercado Comum do Sul (Mercosul), do qual o Paraguai foi suspenso pela destituição do presidente Fernando Lugo, o atual chefe do Executivo, Federico Franco, arremeteu contra os tratados assinados no campo energético.Ao falar no Instituto de Altos Estudos Estratégicos do ministério de Defesa, Franco não só questionou os preços pagos por Brasília e por Buenos Aires pelo uso de energia procedente das hidroelétrica, senão que sugeriu desviar parte dele a favor de uma empresa canadense.

Trata-se da gigante produtora de alumínio Rio Tinto Alcan que pretende se estabelecer no país através do governo surgido após a destituição de Lugo e com condições seriamente rechaçadas por especialistas e organizações políticas e sociais.

O investimento da Rio Tinto, defendida por Franco em sua intervenção, implicaria, de acordo com quem o criticam, na entrega subsidiada pelo Estado de energia em quantidade maior à consumida por todo o parque industrial nacional.

A esse benefício se agregaria a aceitação de um nível de criação de empregos qualificados como pobres, além de óbvios problemas relacionados ao meio ambiente no local escolhido.

Franco disse que não quer seguir "presenteando" a energia proveniente de Itaipu e Yaciretá ao Brasil e à Argentina e foi taxativo ao sugerir o aumento do consumo por parte de Paraguai para sua entrega a Rio Tinto.

O Paraguai é proprietário de 10 turbinas de Itaipu e apenas utiliza uma e meia e o restante é feito por São Paulo e Buenos Aires, destacou, ao propor a possibilidade de redução das facilidades outorgadas ao Brasil e à Argentina pelos tratados vigentes, segundo divulgou a imprensa local, nesta segunda-feira (30).

Foi ainda mais longe ao anunciar que o Paraguai mudou sua posição e não vai ceder mais energia, senão usá-la para o que chamou industrializar o país.

A delicada proposta de Franco foi apresentada em meio a uma forte campanha dos meios de comunicação paraguaios contra o Mercosul e os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai, acusando o bloco integracionista de ser um clube de Presidentes a serviço da Venezuela.

Fonte: Prensa Latina

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Tem gente que pega a virgula e comenta achando que leu o livro inteiro.

O acordo binacional entre os dois paises previa por óbvio a divisão meio a meio da usina porque a usina está entre os dois paises e os dois tiveram terras inundadas. Até aí...ocorre que como o paraguai cabe fácil dentro de são paulo ele não tinha e ainda não tem capacidade de consumir a energia produzida por 50% da usina, mas o Brasil usa os 50% dele e mais o que a parte paraguaia produz por assim dizer e convenha-se, ainda falta.

Existe outro detalhe, o paraguai não tinha e ainda hoje não tem capacidade de fazer empréstimos para construir a usina. Então o Brasil pegou os empréstimos garantindo a parte do paraguai e o mesmo pagaria o brasil a perder de vista.

Então temos um país basicamente pagando pela empreitada e correndo o risco de ficar sem toda a energia que precisa, porque ninguem é ingênuo de pensar que o brasil pensou em fazer a usina pra ajudar o país hermano (embora os dois estivessem debaixo de ditaduras militares, é bom que se lembre). O que faz o brasil? garante que a produção excedente ao consumo paraguaio seja vendido exclusivamente ao Brasil que precisará dessa energia e o preço é uma média dos preços praticados no Brasil. É só por isso que o paraguai não pode vender pra argentina, pra esse, aquele ou et´s.

Então seria o caso de se perguntar não importa quem seja o presidente do paraguai (porque é bom lembrar que lugo fez sua campanha batendo na tecla da usina, é bom que se lembrem): a idéia de aumentar preços ou mudar o tratado, por amor ao debate, inclui o paraguai aumentar o reembolso que faz ao brasil pelo empréstimo feito para construir a usina?

Porque essa parte ninguem lembra.

Por fim, eu sinto muita falta de ver um debate sem flaxflu por essas paragens. Ninguem deixa de ser admirador do pt, do lula, de quem quer que seja, admitindo as coisas como realmente ocorreram.

Itaipu é orgulho nacional, isso e aquilo, mas qual o impacto que teve o projeto nas contas externas brasileiras? O fato de ser uma obra do tão odiado governo militar da ditadura brasileira?

Em postagem passada teve gente escrevendo que fhc governou de costas para os paises vizinhos, mas esquecem que o brasil comprou gás da bolivia que não tinha para quem vende-lo sem ter um mercado de gás no brasil na época. Pagava-se por um gás que não era usado e bacias de gás no brasil usavam o gás que produziam reinjetando o mesmo para fazer subir o oléo porque não havia mercado nem para o produto nacional. Mas herói é somente o lula que manteve relações com a bolivia mesmo depois de sermos tungados nas refinarias da petrobrás.

Em postagem passada teve gente escrevendo que o que salvou o brasil da ultima crise foi lula ter aumentado o comercio internacional com outros paises. Fui procurar a informação. Segundo estudo da AEB..."Quanto ao Brasil, após ter alcançado a posição de 10º maior exportador em 1950, não consegui acompanhar a evolução dos demais países e a partir de 1970 se estabilizou em posições pouco acima da 20ª classificação. A explosiva elevação das cotações e quantidades de commodities, na década passada, provocou forte elevação das receitas de exportação, porém, não foi suficiente para fazer o Brasil dar saltos significativos na subida de posições no ranking mundial de exportação...Em 1990 era o 23º exportador e hoje ainda é o 23º.

Em outras palavras...flaxflu elevando a enésima potência em qualquer assunto o velho adágio: "...não adiantam explicações porque os amigos, delas não precisam e os inimigos nelas não acreditam..."

 

Muito esclarecedora sua explicação. Porém:

i. Quando disse que um ditador ajudou outro, é porque recentemente (li numa resenha de livro lá no PHA) algum material do governo Goulart veio à tona que incluía um plano para construir uma usina no rio Paraná, a montante de onde é hoje Itaipu, em território integralmente brasileiro, com alagamento só em nosso território. Se tivesse sido executado - e hoje jamais saberemos -, não teríamos essa celeuma hoje. Só posso crer que houve interesse mútuo: se não ideológico, talvez em dividir o alagamento e as despesas.

ii. Pelo que entendi (e corrige-me se estiver errado), a dívida é da Itaipu Binacional para com o governo brasileiro, e está sendo amortizada anualmente até 2023, independentemente da tarifa. A amortização das dívidas virá dos lucros da empresa. O que a tarifa muda é quanto sobra de lucro, após a amortização, para os dois acionistas, os governos do Brasil e do Paraguai. Portanto, nós não perdemos coisa alguma, no tocante à dívida, em negociar um aumento da tarifa, pois a parcela de amortização continuará a ser paga religiosamente. E quem perde são os consumidores privados, porém nesse caso o aumento da tarifa é pulverizado de modo a não pesar muito sobre o orçamento de quem quer que seja. Só que, para o Paraguai, uma sobra um pouco maior pode significar muita coisa. Foi disso que se tratou a negociação com Lugo: o governo brasileiro pagou comparativamente pouco, e isso foi um grande alento ao orçamento paraguaio. E ainda pagamos uma tarifa menor que a média internacional de energia hidrelétrica.

iii. Acho que tens uma visão meio usurária da política de boa vizinhança. Há um risco intrínseco de lidar com entes soberanos, e a Petrobras sabe em que cumbuca mete sua mão, seja na Bolívia, seja no Irã, seja no México, onde for. O que um país estrangeiro deve fazer quando uma de suas companhias tem instalações expropriadas: derrubar o governo, como a Inglaterra no Irã; ou buscar alguma compensação, sair sem criar caso e ficar à espera de outra oportunidade, como o Brasil no caso da Bolívia? Deveríamos comprar a hostilidade de um país vizinho por causa de algumas centenas de milhões de dólares, ou ter em mente que somos clientes naturais do gás boliviano e que, cedo ou tarde, eles terão de negociar conosco?

O Brasil ocupa metade da América do Sul. Isso apenas basta para que sejamos vistos com desconfiança. Se não ajudarmos os vizinhos, ou tolerarmos uma bravata de quando em vez, vai ser muito pior. Brincar de império não fez bem algum aos EUA, que nem têm de se preocupar com fazer fronteira com uma dúzia de países, como nós.

iv. Confundes subida de ranqueamento com volume de transações. Lula aumentou e diversificou o comércio brasileiro em termos absolutos, que é o que importa para a nossa balança comercial (pelo menos até fim de 2010, depois entramos em ligeiro déficit em vista da crise mundial e seu efeito sobre os insumos primários). Porém, porque dos anos noventa para cá outros países também aumentaram sua presença no comércio internacional, BRICS e tigres asiáticos à frente, nossa posição se manteve. Porém, isso no mínimo significa que o Brasil aumentou o comércio na mesma medida que o comércio aumentou como um todo. O que é um grande feito em relação a FHC, em cujo período, apesar de o mundo ter crescido mal, crescemos pior que o mundo. E, francamente, não mistures todo mundo no mesmo balaio: há posições críticas ao governo aqui, e só gente muito tonta usa linguagem messiânica em relação a Lula. Lula foi bom para o Brasil no período em que nos governou, só isso. É preciso distanciamento histórico para entender seu papel, e isso ainda não temos.

Francamente, ninguém aqui disse que a posição dos golpistas paraguaios tinha algo que ver com o acordo. Tua explicação sobre o que eles podem ou não fazer é irrelevante para a discussão, até porque os termos do tratado de Itaipu já haviam sido discutidos em postagens mais acima. Por outro lado, rompimentos contratuais ocorrem, especialmente em governos frágeis institucionalmente. Aqui se discute justamente o que Federico Franco fará, e por quê. E se ele decidisse mandar às favas o contrato e passasse a vender energia de Itaipu para a Rio Tinto, o que proporias, invadir o país? Não é cartorialismo vires aqui dizer que, só porque o contrato prevê pagamento da dívida paraguaia - ou melhor, da Itaipu Binacional, o que faz uma grande diferença -, o Paraguai simplesmente "não pode" fazer isso ou aquilo?

 

O Paraguai tem direito sobre 50% da energia de Itaipu e ele tem direito a usar essa energia como bem entender. Só é estranho como fazem os acordos. Vai trocar vender uma energia com preço revisado pra cima por uma subsidiada para uma empresa altamente poluidora e predatória. Não é à toa q seja uma empresa canadense e o Canadá foi um dos primeiros a reconhecer o governo Franco. Possivelmente, teremos mais desse tipo de empresas no Paraguai vindas dos EUA.

 

jucapastori,

É um "como bem entender" por enquanto bastante restrito.

Ou consome internamente ou vende ao Brasil.

Isso até que Itaipu liquide com o Brasil a fatura de sua construção, coisa para mais uma década.

 

Nassif,

O AA é sujeito mais que qualificado e sempre dá mostras de que entende do que fala.

Daí soa mais estridente a falácia de que o Lugo nos impingiu um acordo que "TRIPLICOU" o preço que pagamos ao Paraguay pela energia de Itaipu.

O AA, e até os menos esclarecidos, sabe muito bem como se forma o preço que pagamos pelos MWh fornecidos pela binacional.

Uma coisa é preço cobrado por Itaipu e que serve para cobrir os custos de operação e para a amortização da dívida contratada pelo empreendimento quando da sua construção.
Esse preço está na casa dos U$22/MWh e não foi modificado, e nem poderia, no acordo fechado com o Lugo.

Outra coisa, e por fora de Itaipu, é uma espécie de "CIDE Energética" que o Brasil (Tesouro) paga ao Paraguay pela compra do excedente disponível na cota dos 50% que o Paragay tem na usina.
Essa componente, também prevista no tratado que criou Itaipu, é que foi renegociada com o Lugo e que de fato quase triplicou: passou, em valores aproximados, de U$3/MWh para U$8/MWH.

Em resumo, o Brasil pagava U$25/MWh (22+3) e pasou a pagar U$30/MWh (22+8) pela energia paraguaia de Itaipu.
Ainda é a energia mais barata do Brasil.
E apregoar que o preço "TRIPLICOU" é falsificação rasteira.

 

Muito esclarecedor. Eu não sabia (mas também não me importava).

Porém, pergunto: nós ainda estamos pagando pela construção de Itaipu? Puxa, depois de tanto tempo... de quanto é a dívida, quanto dos 22 dólares correspondem à amortização, e quanto tempo ainda vamos levar para pagar, sabes dizer?

 

H. C. Paes,

"Ainda" estamos pagando.
E "ainda" recebendo.

Pagamos como consumidores e recebemos como contribuintes.
Afinal, fomos nós, os brasileiros, que emprestamos a grana para a Itaipu tocar o empreendimento.

Estima-se que a dívida da Itaipu Binacional com o Brasil seja liquidada aí por volta de 2022/23.

 

Incrivel como a pelegada fala em sufogar um pais e vibra com a ideia ,  e ao mesmo tempo acha esse ato seja algo condenavel e tirano ( mas só em relaçao a Cuba )


rsrsrsrsr

 

leonidas

Leonidas, uma das poucas pessoas que vejo vibrar por aqui é você, mas parece ser de ódio. Não consegue passar sem falar de Cuba, país cujo sistema de governo eu reprovo bastante. Nem todos os comentaristas do blog são fanáticos, como você parece considerar. Mas não se preocupe, enquanto esse governo estiver no poder, o Paraguai pode fazer o que quiser, que não vai ser sufocado pelo Brasil, por muito que alguns comentaristas gostassem disso. O Brasil parece disposto a esperar a próxima eleição paraguaia, se as coisas voltarem à normalidade, haverá negociação, caso contrário, também vai haver. O Brasil não vai ficar sem a energia de Itaipu de uma hora para outra, a não ser com muito sacrifício.  Quanto a mim, não gosto de ditaduras, golpes, e tomadas de poder esquisitas e duvidosas. O que não é bom em Cuba, também não é bom no Paraguai, assim como aquilo que é ruim no Irã, também é ruim na Arábia Saudita.

 

Não me inclua entre os que raciocinam na lógica de nação contra nação (mas não era você que queria sufocar o Paraguai na época em que Lugo quis renegociar os valores pagos ao Paraguai?).


Eu quero sufocar é a oligarquia paraguaia (e alguns líderes golpista, eu defendo a sufocação em termos literais!). Quanto ao povo paraguaio, a maioria explorada e oprimida, eu acredito que é dever de qualquer governo progressista brasileiro ajudá-los em termos de desenvolvimento econômico (o que, implicaria, necessariamente, que, progressivamente, o Paraguai usasse mais da energia elétrica que lhe cabe de Itaipu e, consequentemente, que menos dessa energia fosse repassada ao Brasil.


A questão é que, para que a condição da maioria do povo paraguaio melhore, a PRIMEIRA tarefa é ajudá-los a livrar-se dessa corja golpista que os domina.

 

Ninguém está sufocando ninguém.

Se o Paraguai quiser construir a usina da Rio Tinto, tem todo o direito.

Se quiser empilhar todo o alumínio a céu aberto e esperar que o mercado interno se desenvolva para consumi-lo, não temos o que ver com isso.

Se quiser vender o alumínio para quem quer que seja, até mesmo no Brasil ou na Argentina, faça o favor.

Agora, se quiser usar as nossas estradas, os nossos portos e os nossos rios para vender o alumínio alhures, vai ter de pagar, como todo mundo, preço de passagem e serviços portuários.

Afinal, se perdermos a energia de Itaipu que compramos deles, vamos ter de gastar os tubos para construir outra represa. Nada mais justo do que repassar os custos para eles. Afinal, fomos nós que construímos a hidrelétrica.

(Por sinal, o governo João Goulart aprovara planos para construir uma hidrelétrica rio acima, em território completamente brasileiro, que preservaria até mesmo as Sete Quedas. Aí veio o golpe e nossos generais aprovaram o projeto como foi feito para ajudar o colega Stroessner. O André diz que o governo Goulart jamais conseguiria captar recursos internacionais para o projeto, mas agora nunca saberemos, certo? E de qualquer modo, nada teria impedido Castelo Branco e Costa e Silva de usarem o projeto de Goulart.)

Cuba não é um enclave geográfico nos EUA. O bloqueio é eminentemente por mecanismos financeiros. Se Cuba tivesse de escoar sua produção por estradas e portos estadunidenses, nem eu teria argumentos para criticar os EUA.

Até agora, ninguém falou em bloquear uma conta corrente paraguaia que seja. Ninguém puniu o Paraguai por fechar seus negócios. Aliás, o país ainda tem acesso aos recursos do FOCEM e às preferências alfandegárias do Mercosul. A suspensão é puramente política.

Quando o Paraguai voltar à ordem democrática em 2013, se quiser retornar ao Mercosul e quiser rediscutir bilateralmente a destinação da energia gerada pelas turbinas que lhe cabem, de modo a não mergulhar São Paulo em um apagão e ao mesmo tempo conseguir sua usina de alumínio, tenho certeza de que será bem-vindo.

Aliás, o Paraguai é o único país sem saída para o mar que conheço que hostiliza os vizinhos de que precisa para exportar. Em 1870, ao invés de tentar selar um acordo para uso do Rio da Prata para escoar sua produção industrial, o Paraguai resolveu invadir dois países maiores ao mesmo tempo. Pelo jeito, essa mentalidade não se foi.

E agora a culpa é nossa?

 

 O Paraguai tem o direito de usar a metade da energia de Itaipu. Se quiser entregar essa energia para a Rio Tinto, está no direito deles.

 E o Brasil não tem moral para reclamar. O Brasil subsidia energia para empresas de alumínio na amazonia:

¨Os benefícios tarifários foram aprovados em agosto de 1979, sobre uma base ligeiramente melhorada, de 8 para 10,5 mills/kWh. O contrato com a Eletronorte foi assinado em novembro de 1980. Embora a Albrás tenha antecipado em dois anos a reserva de energia para capitalizar a Eletronorte, nos 20 anos de vigência do contrato a partir de 1984 (renovado em 2004 por mais duas décadas), o subsídio tarifário equivaleu ao investimento feito na fábrica de alumínio. Ou seja: devolveu uma fábrica nova à empresa.¨

http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=1185

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Claro que eles têm o direito de fazer isso, afinal, a energia é deles. Só que a mim parece que estão fazendo um péssimo negócio pois, para instalar a Rio Tinto no Paraguai (com todo o problema ambiental) vão ter que criar toda a infraestrutura (física e jurídica) necessária, pois a Rio Tinto vai querer que façam isso. Eles terão que se endividar, tanto para a infraestrutura quanto para subsidiar a energia. Quem vai emprestar o dinheiro a eles? Talvez a própria Rio Tinto o faça, mas duvido, com que garantias? Do ponto de vista político, podem fazer o que quiserem com a energial, sem dúvida. Só que será um negócio muito pior do que fazem com o Brasil.

 

Tudo bravata, gente, nem sei porque vocês ligam.

Se o Paraguai montar a beneficiadora de alumínio, vão vender o alumínio para quem? Eles não têm mercado interno para isso no momento, precisam montar cadeias produtivas inteiras para consumir a produção de uma planta dessas.

A Rio Tinto vai querer exportar. E aí, o Paraguai vai precisar escoar a produção. Vai escoar por onde? Pela Bolívia não dá. Pelo Brasil ou pela Argentina, vai ter de pagar taxas de passagem e uso dos portos, a não ser que volte para o Mercosul ou negocie um acordo de preferências. E quem vai querer assinar acordo de preferências com golpistas que rompem acordos?

Se o Paraguai rompesse unilateralmente os acordos que regem Itaipu e Yaciretá, bastaria, para evitar uma solução militar, cobrar pela passagem do alumínio e de qualquer outro produto paraguaio taxas aduaneiras no valor necessário para custear a construção de novas represas alhures. E aí esperar para ver o que o Paraguai e a Rio Tinto fariam.

 

Concordo, é pura bravata.

Se o paraguai não vender a energia para o Brasil e para a Argentina, vai vender prá quem ou aproveitar onde?

Só se vão embalar e exportar para os EEUU.

 

Duvido que a Rio Tinto se estabeleça no Paraguai (ou em qualquer lugar) sem ter tudo sobre a produção muito bem definido e juridicamente seguro. Eles não vão se instalar lá primeiro para depois ver se têm como escoar a produção, quanto terão que pagar de tarifas, se os portos a utilizar são suficientemente equipados, e toda a logística necessária a um empreendimento desse porte. Não vão investir em instalações caríssimas na base do depois eu vejo. O Paraguai, das duas uma, ou está fazendo ameaças vazias ou está dando um tiro (de canhão) no próprio pé.

 

Exato.

Aliás, o Canadá é um dos países com mais reservas de bauxita do mundo. Sabem por que é que querem vir para o Paraguai ao invés de produzirem alumínio lá?

Porque produzir alumínio virou coisa de país subdesenvolvido que ninguém mais quer fazer. O impacto ambiental, energético e hidríco é altíssimo. Claro que o mundo precisa de alumínio, só que os países industrializados, que são quem mais consome o material, ao invés de o fazerem em solo próprio, montam fábricas nos confins do Judas para não terem de sujar o próprio ambiente.

Ou seja, ao invés de montar uma planta em Alberta e ter de lutar com ambientalistas e obedecer a não sei quantas mil regras e leis locais, a Rio Tinto quer construir num país pobre, corrupto e sem regulamentos firmes, e lucrar muito com isso.

E nós é que estamos explorando o Paraguai?

 

A Rio Tinto não tem nada a ver com o Canada, é inglesa com principais operações na Australia.

 

http://www.riotinto.com/careers/18724_north_america.asp

Rio Tinto produces aluminium, diamonds, iron ore and titanium dioxide in Canada, and sells these commodities to customers in the Americas and beyond. With operations in mining, smelting and minerals processing, and the functions required to support these activities, employment opportunities with us are diverse.

We can offer challenging work in many fields, including engineering, procurement, health and safety, research, environment, finance and administration.

We need talented people to operate our business. If you have what it takes to join our team, come and meet us when we visit your university campus to learn more about us and to discuss about career opportunities. We offer a number of internships and scholarships to support you through your development.

Our Canadian operations:

  • Rio Tinto Alcan, headquartered in Montreal, is the aluminium product group of Rio Tinto and the global leader in the aluminium industry.
  • Diavik Diamond Mines (DDMI) owns Rio Tinto's interest in and manages the unincorporated Diavik diamonds joint venture in the Northwest Territories.
  • Managed by Rio Tinto's Iron Ore Group, the Iron Ore Company of Canada joint venture is Canada's largest iron ore pellet producer.
  • Rio Tinto Fer et Titane operates a mine and a smelter to process ilmenite, a titanium and iron bearing ore, in Quebec.
 

Acho que você foi o único lúcido nos comentários.

Agora dá para entender por que o Canadá foi muito rápido em aceitar o novo governo...

 

A Rio Tinto é uma empresa com sede em Lodres há 140 anos, começou explorando a mina do mesmo nome na Espanha e hoje seus maiores ativos estão na Australia. Não tem Canada na historia.

 

Se esse golpista acha que pode simultâneamente peitar a Argentina e o Brasil, sugiro que leia um pouco mais sobre a história da América do Sul, antes que ele coloque o povo paraguaio em situação complicada. Acho perigoso um sujeito que faz ameaças à margem da diplomacia e da negociação.

 

Não perceberam?

Compraram o Paraguai. Gente nova assumiu.

É apenas uma questão de tempo até que tropas brasileiras sejam enviadas ao Paraguai, para garantir o abastecimento de energia do Brasil, ou melhor, garantir os temos do acordo binacional.

 

Não é preciso tropas. A usina está do lado brasileiro. Não se lembraram disso quando o Bispo Casanova colocou a faca no peito do Brasil que pagou o triplo sem discutir. Sabe porque? O Bispo podia ser safado com as beatas mas era esquerdinha.

 

Caro André, você deslocar a fronteira para justificar seus argumentos não é ma-fé, e tenho certeza que você não é nenhum ignorante, portanto acredito que é só provocação.

 

Roberto M Almeida

A usina fica nos dois países, por isso o tratado.

E depois Lugo cobrou o que estava previsto no tratado que era a construção das linhas de transmissão.

Lógico que esta recebendo mais $$$ mas o dívida foi alongada. Não houve prejuizo para o Brasi.

Aliás, muito pelo contrário porque certamente vc sabe que a dívida gera a dependência.

 

É muita cara de pau deste golpista,  é bom que ele não se anime muito porque para acabar com a incipiente economia paraguaia basta o Brasil e a Argentina fecharem suas fronteiras ou fiscalizar pra valer os sacoleiros. Isso sem falar que a fronteira, além do contrabando institucionalizado, facilita E muito o crime organizado (passa boa parte do armamento, munição, drogas e veículo brasileiros roubados). E há ainda a enorme perda do Brasil com a sonegação de impostos de importação.       

 

Talvez seja um bom momento para entender a lógica geo política do golpe paraguaio. O Paraguai , com todo respeito , é o país mais parecido com um quintal norte americano do Mercosul e o tensionamento de suas relações com os antigos parceiros pode revelar o que inspirou o golpe de estado e o que pretende o império ferido para a região..

 

O ex´Presidente Lugo pintou e bordou nessa tema, EXTORQUIU do Brasil com grande facilidade o TRIPLO do preço da energia paga por Itaipu, porque a estranheza com o novo Presidente do Paraguai?

O outro quando achacava era bonzinho por ser de esquerda e o novo é mau por não ser?

Tentem pelo menos disfarçar a introdução da ideologia no trato de assuntos de Estado.

 

Pois é monumento, naquela época o senhor recomendou o calote puro e simples, o que recomenda agora?

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

Exatamente! Um, era o legítimo representante DA MAIORIA explorada e oprimida do povo paraguaio. Este outro, que você, evidentemente, defende é um preposto das oligarquias exploradoras, golpista vil e ilegítimo. Ficou claro?

 

Quando leio o André Araújo eu quase sempre duvido de tudo o que o Nassif fabla para o bem dele.

Como pode alguém tão experiente em diplomacia internacional ser tão obtuso e positivista em suas análises?

Como pode um cara que se diz tão instruído e inteligente dizer que a negociação imposta por Lugo é igual às ameaças infantis feitas por Franco?

Como pode alguém minimamente sério reduzir a entrada da Venezuela ao movimento bolivarista ignorando completamente o tamanho da economia de lá, principalmente quando comparada ao Paraguai, que é pequeno, limitado e encurralado geograficamente?

O pior é que o AA parece acreditar nas ameças de Franco...

 

Não se engane, Jaime. O CIAraújo tem imenso conhecimento e experiência. É que ele tem um papel a cumprir. Sabe aquela indignação que a Hillary Clinton esboça, seletivamente, com os governos que ameaçam os interesses dos capitalistas estadunidenses (por exemplo, o Irã), mas que ela não parece mostrar em relação aos tiranos feudais da Península Arábica? Sabe aquela indignação com os "terroristas" palestinos, enquanto apoia os "lutadores da liberdade" da Al Qa'ida que provocam atentados a bomba na Síria? Tem tudo a ver com a atitude e o comportamento do CIAraújo neste blog.

 

sr andré,


.. é claro e necessário que decisões de políticas econômicas e de estado estejam sintonizadas com o projeto político escolhido pelo voto, né..


..então, o projeto político escolhido pelo povo brasileiro desde 2003 não faz mais do que sua obrigação ao adotar decisões alinhadas com as propostas debatidas e escolhidas democraticamente: as do PT e de seus aliados ao projeto vitorioso desde então ..


..e, como a  grande maioria da população se vê incorporada ao projeto a que me refiro, sua - andré - contrariedade com esse sucesso passa a ser irrelevante, quando não desprezível .. seu alinhamento contumaz  aos interesses golpistas de aquí e acolá, apenas nos aponta a necessidade de aprofundarmos o projeto democrático em curso, relegando manifestações de caráter golpista como a que vc manifesta reiteradamente nesse espaço, ao clássico esperneio dos derrotados ...


... não fosse a terrível máquina de manipulação midiática que vcs da direita esquizofrênica reproduzem full time, o Brasil hoje estaria muito melhor ... a história está registrando e irá registrar o enorme mal que os sistemas aos quais vc pertence vêm impingindo ao nosso país, historicamente ... vendilhões, falsários, corruptos, maus elementos, covardes dissimulados. ..


.. então, quem sabe indo lá para o Paraguai por alguns meses, junto aos seus iguais, vc se sinta mais ajustado .. ?

 

Rogerio Rais

Nossa que aula de relações internacionais.

Podia ter ficado sem essa!

Ps: mais um indicio da participação da Rio Tinto no golpe.

 

Sr. andré araujo, gosto de suas intervenções porque são cômicas. Garantem boas gargalahas.


O Sr. Lugo não extorquiu o Brasil. Suas maíusculas não conseguem conferir credibilidade a um exagero feito para inverter a questão. Ele negociou uma revisão dos preços da energia elétrica que o Paraguai vendia ao Brasil, buscando um preço que ao seu ver era justo.; As negociações foram feitas e o preço final pago pelo Brasil está abaixo do preço internacional da energia, o que configura uma negociação comercial normal, não uma extorsão.


Poder-se-ia pensar que o Sr. não sabe o significado do termo extorsão, mas tenho convicção que sabe sim. Parece-me que o uso absolutamente indevido do termo em seu comentário é motivado por m=a-fé, não ignorância.


O caso atual é bem diferente da negociação feita pelo presidente Lugo. O golpista franco não está buscando recursos para seu país, está usando de ameaças em relação aos tratados com o Brasil e com a Argentina para tentar impor ao Mercosul uma decisão unilateral dos golpistas paraguaios em relação à entrada da Venezuela no bloco.


Trata-se portanto de uma situação bem diferente.


Eu é que pergunto ao Sr., que defendeu que o brasil deveria endurecer e ameaçar o Paraguai no caso do pleito pela revisão dos preços pagos pela energia comprada pelo Brasil. O Sr.continua com a mesma posição? Devemos agora usar o peso econômico e mesmo militar do Brasil em relação ao Paraguai, para impor a posição brasileira? Ou o Sr. mudou de posição agora que aquele país está sendo governado por golpistas de direita, portanto alinhados à sua posição política?


Eu acho que quem mudou de posição em relação ao Paraguai foi o Sr.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Sr. andré araujo, gosto de suas intervenções porque são cômicas. Garantem boas gargalahas.


O Sr. Lugo não extorquiu o Brasil. Suas maíusculas não conseguem conferir credibilidade a um exagero feito para inverter a questão. Ele negociou uma revisão dos preços da energia elétrica que o Paraguai vendia ao Brasil, buscando um preço que ao seu ver era justo.; As negociações foram feitas e o preço final pago pelo Brasil está abaixo do preço internacional da energia, o que configura uma negociação comercial normal, não uma extorsão.


Poder-se-ia pensar que o Sr. não sabe o significado do termo extorsão, mas tenho convicção que sabe sim. Parece-me que o uso absolutamente indevido do termo em seu comentário é motivado por m=a-fé, não ignorância.


O caso atual é bem diferente da negociação feita pelo presidente Lugo. O golpista franco não está buscando recursos para seu país, está usando de ameaças em relação aos tratados com o Brasil e com a Argentina para tentar impor ao Mercosul uma decisão unilateral dos golpistas paraguaios em relação à entrada da Venezuela no bloco.


Trata-se portanto de uma situação bem diferente.


Eu é que pergunto ao Sr., que defendeu que o brasil deveria endurecer e ameaçar o Paraguai no caso do pleito pela revisão dos preços pagos pela energia comprada pelo Brasil. O Sr.continua com a mesma posição? Devemos agora usar o peso econômico e mesmo militar do Brasil em relação ao Paraguai, para impor a posição brasileira? Ou o Sr. mudou de posição agora que aquele país está sendo governado por golpistas de direita, portanto alinhados à sua posição política?


Eu acho que quem mudou de posição em relação ao Paraguai foi o Sr.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Sr. andré araujo, gosto de suas intervenções porque são cômicas. Garantem boas gargalahas.


O Sr. Lugo não extorquiu o Brasil. Suas maíusculas não conseguem conferir credibilidade a um exagero feito para inverter a questão. Ele negociou uma revisão dos preços da energia elétrica que o Paraguai vendia ao Brasil, buscando um preço que ao seu ver era justo.; As negociações foram feitas e o preço final pago pelo Brasil está abaixo do preço internacional da energia, o que configura uma negociação comercial normal, não uma extorsão.


Poder-se-ia pensar que o Sr. não sabe o significado do termo extorsão, mas tenho convicção que sabe sim. Parece-me que o uso absolutamente indevido do termo em seu comentário é motivado por m=a-fé, não ignorância.


O caso atual é bem diferente da negociação feita pelo presidente Lugo. O golpista franco não está buscando recursos para seu país, está usando de ameaças em relação aos tratados com o Brasil e com a Argentina para tentar impor ao Mercosul uma decisão unilateral dos golpistas paraguaios em relação à entrada da Venezuela no bloco.


Trata-se portanto de uma situação bem diferente.


Eu é que pergunto ao Sr., que defendeu que o brasil deveria endurecer e ameaçar o Paraguai no caso do pleito pela revisão dos preços pagos pela energia comprada pelo Brasil. O Sr.continua com a mesma posição? Devemos agora usar o peso econômico e mesmo militar do Brasil em relação ao Paraguai, para impor a posição brasileira? Ou o Sr. mudou de posição agora que aquele país está sendo governado por golpistas de direita, portanto alinhados à sua posição política?


Eu acho que quem mudou de posição em relação ao Paraguai foi o Sr.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Extorquiu coisa nenhuma!!

 

Foi feita uma negociação entre dois países e se chegou a bom termo. A reivindicação do atual golpista paraguaio é legítima, como legítimas sempre foram as reivindicações do presidente constitucional Fernando Lugo. Agora, achar que se mudam tratados bilaterais de forma unilateral é burrice ou má-fé. E, de mais a mais, eu queria entender porque os apoiadores do golpe de estado paraguaio eram contra a revisão proposta por Lugo e agora são ferrenhamente a favor da revisão proposta pelos golpistas...

 

Em tempo, para os néscios defensores de golpistas ou para aqueles que simplesmente não sabem. A revisão do tratado entre Brasil e Paraguai que triplicou o valor pago pela energia de Itaipu (o preço paga ainda está abaixo dos preços de mercado...) somente entrou em vigor após o golpe de estado que derrubou o presidente eleito Fernando Lugo. O golpista congresso paraguaio nunca ratificou a triplicação dos valores enquanto Lugo era presidente. Depois do golpe de estado, automáticamente o congresso golpista ratificou a revisão e agora os golpistas podem disfrutar dos benefícios negociados por Lugo anteriormente...

 

Diogo Costa

Esse pessoal que está no governo deo Paraguai é muito estranho. Reclamam do preço (triplicado) que o Brasil paga pela energia e querem deixar de fornecer, para vendê-la à Rio Tinto,  subsidiando o preço. Ou seja, deixam de receber do Brasil (que deixaria de consumir) e passam a pagar (no subsídio fornecido) para a Rio Tinto. Se são esses os bons negócios que o Paraguai faz, não me admira que o país seja pobre. E, provavelmente, vão ter que construir as linhas de transmissão para a Rio Tinto usar. Será que estão contando com financiamento do BNDES para a obra? Coitado do povão paraguaio.

 

E vc acha que o Governo do PT que chama todo mundo de golpista vai financiar o novo Govrno do Paraguai depois doas acontecimentos de Assunção, muito parecida com a Conferencia de Munich, quando todos ficaram com medo de dos populistas-fascitas?

 

O golpista paraguaio pode berrar a vontade... Uma coisa é querer mudar os termos dos tratados entre Paraguai e Brasil e entre Paraguai e Argentina, isso é legítimo, outra coisa é mudar unilateralmente, isso é impossível!!!

 

O Paraguai tem direito de usar 50% da energia de Itaipu e de Yaciretã, não utiliza porque o seu consumo atual prescinde desses 50% das duas hidrelétricas. Se quiser utilizar, sei lá eu como, que o faça, mas mudar os termos de forma unilateral esse golpista paraguaio jamais irá fazer... Pode berrar a vontade!!

 

Diogo Costa

Não é bem assim! Você se lembra de Francisco Solano López? Inflado pelos interesses comerciais da Inglaterra (Os EUA daquela época), na América do Sul, iniciou o que se tornaria conhecida como a guerra do Paraguay, na época o maior perdedor foi o próprio Paraguay, então o País mais industrializados, desenvolvido e belicamente melhor preparado na região, tornando-se um país pobre, atrasado e flagelado até os dias de hoje! Sua população não se benificiou em nada nessa guerra , muito pelo contrário! A grande vencedora: A Inglaterra que conseguiu o seu intento, sem nehum sacrifício nem humano e muito menos financeiro, pois lucrou nos dois lados. No caso do Brasil, ficou com uma enorme divida financeira por conta dos gastos com a guerra.

Agora vamos a uma matemática rápida! Nos dias de hoje, que se beneficiaria de um coflito armado ou não aqui na América do Sul (isso é mais do que óbvio). E quem perderia (todos oa paises do Mercosul, menos o Paraguay porque pior do que já está não fica).

Isso contando apenas o lado financeiro da questão, pois morreram milhares de pessoas principalmente no Paraguay que empobrecido pela guerra, teve sua população dizimada pela fome e pelas epidemias.

Esse GOLPE DO PARAGUAY ao meu ver é um assunto mais delicado do que parece. E ainda tem político no Brasil defendendo em tribuna os golpistas! Não que o Lugo fosse santo, mas a forma como se desenrolou a sua deposição foi golpe sim, e arquitetado por interesses a lesar o desenvolvimento social, financeiro e democrático de toda a América do Sul.

 

A rigor, o Paraguai poderia utilizar como bem entenda TODA a sua parte da energia produzida por Itaipu. É um direito soberano do povo paraguaio.


Um governo progressista, no Brasil, no entanto, teria a preocupação de auxiliar o povo paraguaio (e com isto, me refiro às maiorias exploradas e oprimidas) a usufruírem dessa riqueza. Nas condições de um governo golpista a serviço das oligarquias locais, do latifúndio paraguaio e de origem brasileira e do imperialismo, não há como esperar que essas maiorias usufruam de qualquer resquício de benefício.


Por isso, com esse único propósito, conjuntural, de beneficiar as maiorias populares do Paraguai (não sustentar os lucros da burguesia brasileira às custas da permanente desindustrialização do Paraguai), eu defenderia o endurecimento com a oligarquia paraguaia (por exemplo, aplicando sanções a essa elite, como congelamento de fundos depositados em bancos brasileiros em nome dos líderes oligarcas , proibição de vistos aos políticos e autoridades golpistas, analisados caso a caso para que não se cometam injustiças; não defendo sanções econômicas ao país porque elas só fariam sofrer os mais pobres).

 

Naturalmente, isso é o que se esperaria de um governo de esquerda e corajoso.


Não tenho esperança que essa "esquerda" oportunista demonstre nem essa coragem, nem essa preocupação pelo povo paraguaio. Mais provavelmente, agirão de acordo com os interesses da burguesia brasileira com pretensões imperialistas (veja a opinião do CIAraújo, abaixo).

 

Naturalmente, isso é o que se esperaria de um governo de esquerda e corajoso.

Não tenho esperança que essa "esquerda" oportunista demonstre nem essa coragem, nem essa preocupação pelo povo paraguaio. Mais provavelmente, agirão de acordo com os interesses da burguesia brasileira com pretensões imperialistas (veja a opinião do CIAraújo, abaixo).

 

Então só nos resta aguardar a chegada ao poder dos corajosos PSOL ou PSTU. Ah, mas estes são partidos puros, não querem chegar ao poder pelo voto nunca, senão através da revolução. Então, siammo fregatto e infarinatto!

 

Parece que é esse o raciocínio daquele pessoal, nos EUA, que, antes, fazia manifestações contra a guerra, durante o governo Bush, e, hoje, não faz mais contra o governo do "companheiro" Obama, apesar de Obama ter se mostrado tão belicoso quanto seu predecessor. E fregatti e infarinatti continuam os líbios, sírios, iraquianos, afegãos, iemenitas.


Esperemos que os paraguaios não precisem dizer: pobre Paraguai, tão longe de Deus, tão perto do Brasil!