Revista GGN

Assine

estratégia

Após confusão, Raquel Dodge quer dissociar imagem à de Temer

 
Jornal GGN - A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, nem assumiu e já vem sendo alvo de críticas da frente que apoia Rodrigo Janot, incluindo os procuradores da força-tarefa da Lava Jato e, consequentemente, a imprensa. Após se reunir com o presidente Michel Temer, no dia 8 de agosto, às 22h, Dodge agora tenta romper a imagem construída de que teria algum tipo de relação amigável com o peemedebista.
 
O encontro estava fora da agenda do mandatário. Entretanto, estava prevista na programação da atual subprocuradora-geral da República e teria sido solicitada por ela para acertar detalhes de sua posse à PGR. Entretanto, Michel Temer não incluiu o encontro na publicação diária de sua agenda oficial, levantando o tom de que a reunião poderia incluir temas de interesse do presidente da República, que hoje é alvo de inquéritos da Procuradoria-Geral, com base nas delações e provas da JBS.
 
A medida está sendo vista por alguns procuradores como uma armadilha criada pelo próprio peemedebista, que futuramente pode alegar que o encontro que teve com Joesley Batista, dono da JBS e autor das principais acusações contra o presidente, ocorreu nos mesmos parâmetros de diálogo com a própria futura procuradora-geral da República.
Média: 4 (5 votos)

Macron nacionaliza estaleiro STX em Saint-Nazaire

Jornal GGN – O governo de Emmanuel Macron decidiu nacionalizar o estaleiro STX no lugar de entregá-lo para o grupo italiano Fincantieri. Fez isso de forma “temporária” para “defender os interesses estratégicos da França”, declarou o ministro da Economia ao jornal Le Monde.

Instado a decidir sobre o futuro dos estaleiros navais de Saint-Nazaire, Macron decidiu pela estatização, no lugar de entregar a um problemático acionista italiano. Nesta quinta-feira, dia 27 de julho, formalizou-se a operação e, segundo o ministro da Economia, Bruno Le Maire, deverá ser concretizado até sexta-feira à noite. O estado já tem 33% desses ativos. Agora faz o provimento sobre o resto do capital.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

TSE decide que Michel Temer permanece na Presidência da República


Foto: TSE
 
Jornal GGN - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu a saída de Michel Temer da Presidência da República por crimes de financiamento de campanha da chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff. Conforme já previsto, quatro ministros não concordaram com o entendimento do relator Herman Benjamin e votaram pela absolvição.
 
Com duração de três dias, o julgamento contou com polêmicas, debates e discussões. Dependia dessa decisão concluída hoje a saída do mandatário. Em seguida, seria preciso outra determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que fossem feitas eleições diretas no país. 
 
Mas a segunda opção tornou-se quase indiferente após os posicionamentos da maior Corte eleitoral do Brasil nesta sexta-feira (09). A última chance dependeria que o Congresso deixasse passar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer na Lava Jato, esperada para os próximos dias. A grande base do peemedebista, contudo, deve brecar também esta alternativa.
Média: 3 (3 votos)

Temer vai garantindo permanência na Presidência


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Com as já evidências de que o presidente Michel Temer terá a vitória por 4 contra 3 votos dos ministros para a exclusão das delações da Odebrecht como meios de provas, o terceiro dia de julgamento antecipa a previsão de que o resultado ocorreria no sábado e a absolvição de Temer é vista como garantida até no máximo amanhã (09).
 
Diante do cenário de vitória, o mandatário agora se prepara para o dia após o TSE: a ameaça de que a denúncia da Procuradoria-Geral da República seja enviada após o julgamento da Justiça Eleitoral. Nesse meio tempo, Temer articula com interlocutores do Congresso e trabalha, ao mesmo tempo, sua imagem no noticiário.
 
Segue com a estratégia de tentar ferir a credibilidade da Procuradoria, capitaneada por Rodrigo Janot, e do próprio ministro relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Mas é outra a preocupação imediata do presidente: garantir que a denúncia de Janot sequer passe pelo filtro de sua grande base no Congresso.
Média: 3 (2 votos)

Dirceu acha que PT perderá eleição de 2018 e precisa de "outras estratégias"

Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN - O ex-ministro José Dirceu teria relatado a amigos que não acredita na vitória do PT na eleição de 2018, dada a crise que o partido vivencia muito em função da Lava Jato. Segundo a colunista Mônica Bergamo, Dirceu acha que o PT "precisa pensar em outras estratégias de luta política e eleitoral". 

Leia mais »

Média: 3.3 (6 votos)

Reforma da Previdência beneficiará ainda mais bancos e fundos privados

 
Jornal GGN - Uma das alterações da Reforma da Previdência irá beneficiar diretamente os bancos e fundos de previdência privados, denunciou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e explicou a jornalista Tereza Cruvinel.
 
Trata-se de uma medida que prevê que os governos estaduais contratem planos de previdência junto a bancos e fundos privados para complementar a aposentadoria de salários integrais de servidores públicos, retirando a necessidade de completar esses benefícios com fundos públicos, como ocorria antes. 
Média: 5 (4 votos)

Bastidores de cassação do PT revela maioria do TSE para absolver Temer

Última pauta agendada para esta terça, TSE discute relatoria da investigação que pode cassar PT
 
 
Jornal GGN - Está marcada para esta terça-feira (22) a decisão sobre quem será o relator da investigação das contas de campanha do PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado pode ser determinante para os caminhos da ação de cassação contra a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer. No andamento das duas ações, o GGN traz a previsão de que Temer já garante a maioria da Corte para se ver livre da perda de mandato.
 
A iniciativa da ação que será discutida hoje partiu do presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, em agosto deste ano. No dia 5 daquele mês, o ministro encaminhou à Corregedoria-Geral eleitoral um pedido de abertura de representação contra o PT, com base nas informações em andamento de delatores da Operação Lava Jato, nas investigações tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Gilmar considerou que havia indícios de que o PT recebeu dinheiro desviado de contratos da Petrobras, pelo menos desde 2012 a 2014. Apesar de as contas de 2014 do partido terem sido aprovadas pelo TSE, justificou-se no artigo 35 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), para pedir o reexame das contas.
Média: 3.9 (7 votos)

Como a estratégia de garantir direitos políticos de Dilma foi estruturada

 
Jornal GGN - Apesar de iniciar com um requerimento do PT, logo na abertura da sessão, a proposta de separar o julgamento do impeachment da penalidade à Dilma Rousseff de permanecer 8 anos sem concorrer a eleições ou a cargos públicos já vinha sendo articulada pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), parlamentares aliados de Dilma e com a atuação de Renan Calheiros em papel de destaque.
 
O movimento foi apontado por jornais e articulistas entre esta quarta (31) e quinta-feira (01) como estratégia desenhada há uma semana pelos aliados de Dilma, incluindo a consulta da senadora a Renan Calheiros (PMDB-AL) e a ex-ministros de Dilma, que estariam "constrangidos" com a situação de afastá-la definitivamente.
 
Gerson Camarotti, da GloboNews, por exemplo, divulgou que "regundo relatos, Renan acabou apoiando a estratégia para fazer um gesto político a Dilma e manter uma aliança informal com o PT. Com isso, Renan poderia obter reciprocidade do PT num momento de maior necessidade". Nessa estratégia, também estariam atuando a senadora petista Gleisi Hoffmann (PR). 
 
O GGN mostra, no entanto, que a intenção de separar o julgamento do impeachment da pena de inelegibilidade foi traçado há mais de uma semana.
 
Nesta histórica quarta-feira (31), após o placar do impeachment apresentar que 16 senadores que se posicionaram favoráveis à saída definitiva de Dilma rejeitaram, em segunda votação, que ela ficasse impedida de concorrer a cargos eletivos ou públicos, Kátia Abreu divulgou em sua conta no twitter a mensagem: "Querido amigo Dr. Joao Costa que me apresentou parecer sobre a votação da Inabilitação em separado. São penas autônomas e independentes".
Média: 4.2 (5 votos)

Dilma irá ao STF atrás de pelo menos um voto contra o golpe, por Arguelhes

Jornal GGN - Se o placar do impeachment no Senado é praticamente irreversível, por que a defesa de Dilma Rousseff insiste em discutir, levando o processo total a acumular mais de 27 mil páginas (500 só de alegações finais), segundo dado divulgado pelo ministro Ricardo Lewandowski durante a semana passada?

Para o professor de direito da FGV-Rio, Diego Werneck Arguelhes, tudo faz parte de uma estratégia da defesa de Dilma, que deve levar o mérito do impeachment ao Supremo Tribunal Federal em busca de pelo menos um voto em seu favor. Dessa maneira, poderá, se vencida na Corte, recorrer a autoridades internacionais alegando que já esgotou os recursos que existem no Brasil. Além disso, poderá usar esse voto para reforçar a narrativa do golpe parlamentar. 

Leia mais »

Média: 4.2 (15 votos)

Não vai ter prisão, mas julgamento e Lula inelegível até 2018, por Helena Chagas

Jornal GGN - Depois da pesquisa Datafolha indicar que Lula ainda é favorito entre todos os demais presidenciáveis, as equipes que tocam investigações contra o petista temem uma reação popular e devem descartar a prisão preventiva do ex-presidente, mesmo após a ofensiva da Procuradoria da República no Distrito Federal ontem, reafirmando a denúncia sobre obstrução de Justiça na Lava Jato. 

Leia mais »

Média: 4 (12 votos)

Objetivo final de Cunha é tirar processos de Moro e transferi-los para o Rio de Janeiro

Jornal GGN - O plano de Eduardo Cunha (PMDB) ao tentar adiar ao máximo sua cassação no plenário da Câmara é ganhar tempo para fazer com que as investigações que correm contra sua esposa na Lava Jato em primeira instância suba para o Supremo Tribunal Federal enquanto ele tem foro privilegiado.

Quando for cassado, os processos de Cunha devem retornar à primeira instância, mas não mais nas mãos do juiz federal Sergio Moro, que despacha do Paraná. A defesa de Cunha vai alegar que seu caso e o da jornalista Cláudia Cruz devem ser de competência da justiça federal no Rio de Janeiro, sede dos principais crimes relativos à Petrobras.

Leia mais »

Média: 4 (2 votos)

Pronunciamento de Cunha indicará os próximos passos para se salvar

 
Jornal GGN - Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) tem em mãos o pedido de prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ataques e pressão pela renúncia tornam a permanência de sua atuação nos bastidores insustentável, o peemedebista decidiu pôr fim ao silêncio e prepara uma grande entrevista coletiva no início desta semana.
 
Alguns parlamentares do Congresso e interlocutores - além da própria imprensa - apostaram que o discurso já será a da renúncia à presidência da Câmara. Mas não sem um custo benefício maior. A intenção, neste caso, seria a de preservar seu mandato, uma vez que a cassação em plenário da Câmara está mais próxima de se concretizar.
 
Ao mesmo tempo, a entrevista coletiva promete defender um posicionamento do deputado, que enxerga o silêncio atual como a aproximação de sua própria condenação. "Se eu não falar, não rebater, é um massacre", teria avaliado Cunha a um interlocutor, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.
 
Sob o argumento de defesa de que houve "nulidades" na tramitação de seu processo no Conselho de Ética, a fala seria uma demonstração à opinião pública e ao Judiciário de que o deputado estaria disposto a esclarecimentos e defesa. Já aos deputados da Câmara, o contato de Eduardo Cunha não foi cortado - ainda que afastado do comando da Casa pelo Supremo, o peemedebista mantinha sua atuação por meio de aliados. 
 
Além disso, ainda mais isolado com a aprovação do parecer pela cassação, por 11 votos a 9, Cunha pretende "diminuir a tensão" entre os parlamentares que temem as ameaças de uma possível delação, passando a imagem de que não é um "homem rancoroso". Nessa outra frente, atuará para angariar os 257 votos de 512 deputados da Casa, para não perder o mandato.
Média: 3 (3 votos)

Os planos do PMDB e do PSDB para barrar a Lava Jato

Aécio Neves com Romero Jucá e José Sarney conversando com Eduardo Braga, no Senado
 
Jornal GGN - Na delação premiada no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, revelou a estratégia montada entre ele, os caciques do PMDB e o PSDB para travar a Operação Lava Jato. Além de nominalmente citar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney, Machado ressaltou o interesse do partido tucano em "limitar" as investigações e, além disso, detalhes das tratativas com Jucá para o plano.
 
A primeira conversa de Machado, preocupado que seu processo fosse parar nas mãos do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, ocorreu com Jucá, na casa do parlamentar, em Brasília. "O senador Romero Jucá confidenciou sobre tratativas com o PSDB nesse sentido, facilitadas pelo receio de todos os políticos com as implicações da Operação Lava Jato", disse o ex-presidente da Transpetro aos investigadores. 
 
Como intermediador dos interesses tucanos e do PMDB na paralisação da Lava Jato, o senador sinalizou dois caminhos: "estancar a Operação, (...) impedindo que ela avançasse sobre outros políticos", uma vez que, até o momento, o foco das investigações era restritamente quadros petistas, "ou na forma de uma Constituinte".
 
Foi de Jucá, após as tratativas com o PSDB, que surgiu a ideia de uma Assembleia Constituinte, que "poderia acontecer em 2018" e com claro objetivo: "rever os poderes do Ministério Público com o viés de reduzi-los". O plano foi bem recebido pelos caciques do PMDB.
 
Á época, antes mesmo de Renan Calheiros publicamente hoje deixar claro o interesse de afastar Rodrigo Janot do cargo de procurador-geral da República, Renan teria sugerido três passos par abafar os poderes dos investigadores da Lava Jato:
 
 
Sergio Machado, mais uma vez, enfatizou que "após essas conversas ficou claro" para ele "que havia muitos políticos de diversos partidos procurando construir um amplo acordo que limitasse a ação da Operação Lava Jato", evidentemente menos o PT, uma vez que a sigla já tinha sofrido os efeitos das investigações.
Média: 4.3 (6 votos)

Enfrentando a próxima crise financeira global, por Robert J. Shiller

Histórias e eventos passados não podem ofuscar medidas para gerenciar eventos atuais

Jornal GGN - O que as pessoas querem dizer ao criticarem um general que convocam para “lutar a última guerra”? Não é que os generais acham que nunca mais terão de enfrentar os mesmos campos de batalha com as mesmas armas. O erro, por vezes, está na sutileza. Por vezes, os generais acabam sendo mais lentos para desenvolver armas e munições que enfrentem as novas armas e campos de batalha. E isso tem tanta importância que, às vezes, eles assumem o psicológico do público – e as narrativas que influenciam a moral são tão importantes para alcançar a vitória como a última guerra.

“Isso também é verdade para os reguladores, cuja função é evitar as crises financeiras”, explica Robert J. Shiller, professor de economia da faculdade de Yale, em artigo publicado no site Project Syndicate. “Pelas mesmas razões, eles podem ser lentos para mudar em resposta a novas situações. Eles tendem a ser lentos para se adaptar às mudanças psicológicas do público. A necessidade de regulamentação depende de percepção pública da última crise e (...) tais percepções dependem fortemente da mudança de narrativas populares”.

Leia mais »

Sem votos

Manter um governo petista em frangalhos pode ser bom negócio para a Globo

Por Gustavo Gindre

Do Intervozes

Os protestos de domingo e a estratégia da Globo

Para a CartaCapital

Muita gente estranhou o recente comportamento da Globo, depois de uma conversa de dirigentes da empresa com senadores petistas. O grupo passou a moderar sua cobertura do governo Dilma e, em editorial do jornal impresso O Globo, chegou a pedir que as forças políticas atuem em prol da governabilidade. Da surpresa surgiram diversas explicações estapafúrdias. De um lado, petistas achando que a Globo teria se rendido à força dos governos do PT. De outro lado, nas passeatas deste domingo 16, houve quem dissesse que a Globo era comunista.

Na verdade, não deveria haver surpresa alguma. A Globo faz o que sempre fez. Atua a favor de seus próprios interesses, quase como se fosse um partido político. Traça uma estratégia, analisa a conjuntura e faz alianças de curto, médio e longo prazo. E a cobertura da emissora dos protestos deste final de semana não nega este raciocínio.

Leia mais »

Média: 4.6 (20 votos)