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Odebrecht

Propina paga pela Odebrecht a políticos e empresários colombianos dobra


Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A Procuradoria da Colômbia informou nesta terça-feira (25) que a estimativa do pagamento de propinas pela empreiteira Odebrecht na Colômbia dobrou: de US$ 11,1 milhões inicialmente calculados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, passou a US$ 27,7 milhões.
 
Os cálculos iniciais contabilizavam que, entre os anos de 2009 a 2014, a empreiteira teria movimentado mais de US$ 11 milhões em "pagamentos corruptos na Colômbia a fim de garantir contratos públicos". 
 
A partir destes contratos, a Odebrecht teria se beneficiado de mais de US$ 50 milhões como resultado destes pagamentos corruptos, apontava o relatório inicial do Departamento de Justiça dos EUA. 
 
"Por exemplo, entre os anos de 2009 e 2010, a Odebrecht concordou em pagar, com posterior autorização de um funcionário do Departamento de Operações Estruturadas, US$ 6,5 milhões de propinas para um agente do governo em troca de garantir um projeto de construção com o governo colombiano e receber auxílio na vitória do projeto", apontava o documento.
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Abusiva, prisão de Humala pode atrapalhar Lava Jato no Peru, alerta jornalista

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Ollanta Humala foi o primeiro ex-presidente a ser preso na investigação da Lava Jato no continente. Foto: Presidência do Peru

Da Agência Pública

Prisão de Humala é abusiva e pode prejudicar a Lava Jato no Peru, diz jornalista

por Natalia Viana

Diretor de site investigativo avalia que ex-presidente peruano corre o risco de ser bode expiatório

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STJ mantém prisão de Palocci

Jornal GGN – A ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido de liberdade de Antonio Palocci, ex-ministro, que está preso desde setembro do ano passado por decisão da Operação Lava Jato.

A ministra manteve a decisão do juiz de primeira instância Sergio Moro, que determinou cumprimento imediato da pena de Palocci em regime fechado. Palocci foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos que responde na Lava Jato.

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Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Inquéritos sobre delação da Odebrecht empacam por falta de provas

Foto: Reprodução/Veja
 
 
Jornal GGN - Divulgada há mais de 3 meses, a delação da Odebrecht - que foi chamada de "delação do fim do mundo" por atingir dezenas de políticos de todas as vertentes - ainda não pautou nenhuma denúncia da Procuradoria Geral da República. O motivo: os investigadores têm tido dificuldade para comprovar o que os delatores disseram sobre propina ou caixa 2. É o que diz reportagem da Folha publicada nesta segunda (10).
 
Enquanto isso, a delação da JBS, feita em maio com a novidade da "ação controlada", gerou até agora 3 denúncias, uma delas contra Michel Temer.
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Delações de Cunha e da JBS não derrubam Maia, diz Mônica Bergamo

Jornal GGN - Com chances de assumir a presidência no lugar de Michel Temer crescendo, Rodrigo Maia corre o risco de ser vitimado por uma delação premiada da Lava Jato. Mas, segundo a jornalista Mônica Bergamo, não será a partir das colaborações de Eduardo Cunha e da JBS.

Segundo Bergamo, Cunha centrou esforços em derrubar Temer e Moreira Franco. Ele também teria feito menções a Maia mas, de acordo com uma fonte que acompanha as tratativas, não é nada que possa "abalar a República" como ocorreu com Temer e a JBS.

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Delação de Palocci mira Mantega e Lula

Jornal GGN – A colaboração premiada de Antonio Palocci passa por Guido Mantega, que o sucedeu na pasta da Fazenda, e Lula. Segundo a Folha, em matéria de Mônica Bergamo, Daniela Lima e Marina Dias, Mantega montou “uma espécie de central de venda de informações para o setor financeiro durante os governos petistas”.

Palocci coloca Mantega em suposto esquema de repasse de informações privilegiadas que anteciparia dados de medidas que eram de interesse de bancos. A moeda de troca seria o apoio ao PT. Segundo apurado pela Folha, o esquema começou no governo Lula, em 2006, e teria seguido pelo governo Dilma, até 2015, com Mantega ministro. O detalhe era que quem comandava a pasta até a posse de Mantega no governo Lula era justamente Palocci. Mantega assumiu a pasta em março de 2006.

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Contra Palocci, Gebran valida tese do domínio do fato de Moro que deve condenar Lula

 
Jornal GGN - Ele já foi apontado como um amigo pessoal do juiz da Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro, e hoje é responsável por revisar os possíveis erros do magistrado de Curitiba. Mas vem confirmando a estratégia desenhada pelo juiz de primeira instância para chegar à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
 
Em sua última decisão, o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF), João Pedro Gebran Neto, negou um recurso feito pela defesa do ex-ministro do PT, Antonio Palocci, contra a prisão preventiva, desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà.
 
Palocci foi condenado há uma semana por 12 anos de prisão e multa com o pagamento de mais de R$ 1 milhão por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a Odebrecht. Já na própria sentença, que tem como quase única base os depoimentos de mais de 10 delatores, Moro sustentou que Palocci deve ficar preso, enquanto aguarda o julgamento de seu processo em outras instâncias.
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Moro e procuradores não interrogam testemunhas de Lula

 
Jornal GGN - A equipe de procuradores de Curitiba liderada por Deltan Dallagnol e o juiz Sergio Moro não interrogaram as testemunhas que ajudam a defesa de Lula a afastar a tese de que o ex-presidente sabia dos esquemas de corrupção na Petrobras e nada fez a respeito.
 
Segundo relatos do jornal O Globo, Moro recebeu nesta terça (4), em Curitiba, quatro representantes de instituições financeiras que participara de ofertas públicas da Petrobras em 2010 que relataram que a estatal foi estudada por auditorias que nada detectaram em termos de irregularidades.
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Moro permite que Castelo de Areia seja usada contra Lula, denuncia Zanin

Foto: Lula Marques

Jornal GGN - O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula contra os processos da Lava Jato, denunciou nesta segunda (3) o "cerceamento de defesa" por parte do juiz Sergio Moro. Isso porque o magistrado permitiu que o Ministério Público Federal usasse a operação Castelo de Areia - em que a Camargo Corrêa foi investigada por corrupção em obras públicas - na mesma ação penal em que Lula é acusado de supostamente receber propina da Odebrecht na forma da compra de um imóvel para o Instituto Lula, entre outras hipóteses.

A discussão com Moro está registrada a partir dos 20 minutos do vídeo abaixo. Começou quando o procurador Diogo Castor de Mattos perguntou ao ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, por que nenhuma comissão de investigação interna foi criada em 2009, quando a Castelo de Areia demonstrou que a refinaria de Abreu e Lima estava entre outras obras suspeitas de corrupção.

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Lava Jato impõe capitalismo às empresas, por Caio Farah Rodriguez

 
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Em artigo publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, o advogado Caio Farah Rodriguez afirma que um dos grandes pontos positivos da Operação Lava Jato são os acordos de leniência, que fazem com que as empresas se tornem “cães de guarda” dos mercados.
 
Rodriguez participou da negociação do acordo da Odebrecht com o Ministério Público Federal, e defende a ideia de que as companhias que colaboraram com a Justiça não vão aceitar ilicitudes de concorrentes, já que são obrigadas a seguir “padrões rigorosos de integridade”. 
 
Para o professor da FGV-Rio, a Lava Jato impõe o capitalismo às empresas ao atacar a aliança estatal-empresarial que acabe formando oligopólios dependentes do Estado. Ele salienta, também, que isso não tem relação com o tamanho do Estado. “As evidências empíricas disponíveis não confirmam, no mundo, correlação positiva entre tamanho do Estado e grau de corrupção”, afirma. 

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Padilha não diz à PF se Temer negociou pessoalmente os R$ 10 milhões da Odebrecht

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, não quis informar à Polícia Federal se o presidente Michel Temer participou do momento em que foi acertado com a Odebrecht, em 2014, o pagamento de R$ 10 milhões, valor investigado pela Lava Jato como possível repasse de propina.
 
Segundo informações da Folha, o jantar no Jaburu foi objeto de uma das 14 perguntas que a PF direcionou a Padilha durante seu interrogatório.
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Testemunhas dizem a Moro que Lula recusou imóvel da Odebrecht

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro ouviu nesta sexta (30), de testemunhas convocadas pela defesa de Lula, que o ex-presidente jamais aceitou o imóvel da Odebrecht que a Lava Jato afirma ter sido comprodo como forma de pagamento de propina ao petista.

Segundo a denúncia, Marcelo Odebrecht mantinha uma conta virtual em nome de Lula e mandou descontar desse suposto fundo cerca de R$ 13 milhões que teriam sido investidos na compra de um imóvel para o Instituto Lula.

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O gigante, que parecia acordado, voltou a adormecer?

Duas pessoas protestam e pedem a cassação de Temer, em 6 de junho. 

Jornal GGN - As panelas soaram contra a corrupção ou somente contra um governo do PT? Depois de tantos protestos em 2015 e 2016, que levaram o país a uma crise política e econômica, os protestos sumiram das ruas e as panelas se calaram. O apanhado feito por Felipe Betim, do El País, retrata bem a situação atual, quando denúncias são feitas contra Temer e sua patota e estes manifestantes não encontram o caminho das ruas para protestar. Esse silêncio mais parece uma ressaca e o gigante que despertara, volta a adormecer.

Felipe pontua a atuação dos movimentos pró-impeachment de Dilma, que sucessivas vezes desmarcaram atos para protestar contra a corrupção na era Temer. E o julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer foi marcada por manifestações esvaziadas, com gatos pingados promovidas pelos grupamentos anti-Dilma. Discorre o autor sobre a atuação de Rogério Chequer, do Vem Pra Rua, que só comentou ser triste que uma melhoria econômica não foi acompanhada de uma melhoria ética. E por aí ficou. Triste, é verdade, mas não avançou mais.

Leia o texto de Felipe Betim a seguir.

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Fachin retira de Moro e envia para São Paulo outro inquérito contra Lula

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Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e determinou a remessa para a Justiça Federal em São Paulo de cópia dos autos da Petição (PET) 6842, que contém as delações de Emílio Alves Odebrecht e do executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar envolvendo o ex-presidente e seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva.
 
Antes, Fachin determinou que os autos fossem enviados para 13ª Vara Federal em Curitiba (PR), do juiz Sergio Moro, mas depois ele reverteu a decisão considerando que não havia conexão com os fatos investigados pela Operação Lava Jato. 
 
Na semana passada, o ministro do STF já havia retirado outras investigações que citam o ex-presidente da tutela do juiz do Paraná.

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