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Consolidando falta de pacto da esquerda, eleições no Chile erguem Piñera

De Santiago, Chile
 
Pleito para decidir o novo presidente do país deve fechar a criticada dobradinha do poder nos últimos 16 anos: centro-esquerda (Bachelet) e direita (Piñera)
 

Atual presidente do Chile, Michelle Bachellet, e Sebastián Piñera, seu antecessor e candidato a La Moneda. Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - O Chile se prepara para as eleições presidenciais, com a realização das primárias, no próximo 2 de julho, para decidir os candidatos de cada aliança que irão disputar em novembro a sucessão ao governo de Michelle Bachelet. 
 
Até agora, o ex-presidente de direita Sebastián Piñera (2010-2014) lidera as já baixas intenções de votos, com 25% dos votos. Piñera já é dado como vitorioso pela própria centro-esquerda e conta com apoio de seu bloco, ainda que com outros nomes nas prévias da disputa, que será definida em duas semanas.
 
Do bloco Chile Vamos, Piñera traz a maioria das intenções até mesmo frente a postulantes dos outros partidos. Ainda assim, precisará enfrentar os aliados no que é quase considerado o primeiro turno, no domingo 2 de julho, e um dos primeiros sinais mais claros do que está por vir no pleito eleitoral deste ano.
 
Na aliança, o ex-presidente que tenta o segundo mandato disputa as primárias com o deputado e economista Felipe Kast e o senador Manuel José Ossandón. O tom da disputa se viu acirrado nos últimos dias, quando as chances de Kast e de Ossandón tentaram ser esvaziadas com embates de acusações entre os pró Piñera e os dois candidatos.
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Cassação Temer: Benjamin confronta Gilmar com sua própria decisão de 2015

Relator leu diversos trechos de decisão de Gilmar, quando Dilma era presidente, que hoje servem como jurisprudência contra o próprio movimento que está prestes a tomar em favor de Temer
 

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Durante a retomada do julgamento contra a chapa Dilma e Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em tom quase pacífico e sabendo que a posição do ministro Gilmar Mendes seria pela absolvição do presidente com o argumento de que novos indícios e provas não podem ser acrescentados após o início da ação, o relator Herman Benjamin usou declarações do próprio Gilmar. Os dois ministros trocaram farpas e ironias.
 
O contexto da situação de agora é que em 2015 foi Gilmar Mendes relator do processo de impugnação das contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff, com o seu vice Michel Temer. Foi ele, Gilmar, que impediu o arquivamento da ação apresentada pelo PSDB, e que hoje ameaça o próprio mandatário peemedebista.
 
Nessa linha, Herman Benjamin fez uma leitura oral diante de todos os ministros do TSE de um agravo de Gilmar apresentado há dois anos, no mesmo processo. Enquanto relator da prestação de contas da chapa, o ministro votou favorável ao prosseguimento da investigação quando a então ministra Maria Thereza de Assis Moura, antiga relatora, havia arquivado o caso.
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TSE já negou estender prazo e julgamento de Temer começa dia 4


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará início ao julgamento que pode encurtar o mandato de Michel Temer na próxima terça-feira (04). De acordo com despacho obtido pelo GGN, o pedido dos advogados de Dilma Rousseff e de Temer, para estender o prazo para as alegações finais, já foi negado pela Corte.
 
O ministro relator do processo de cassação da chapa Dilma e Temer, Herman Benjamin, havia concedido, a partir da última terça (21), dois dias para o envio das alegações finais, a última etapa que antecede o julgamento. 
 
Os advogados de Dilma argumentaram que a juntada de novos documentos, no dia 17 de março, ao processo, exigiria um novo prazo para as manifestações da defesa. Da mesma forma, Michel Temer alegou que soube de "notícias sobre andamentos do processo pela imprensa", não sendo avisado da etapa de finalização da investigação.
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FHC depõe a favor de Lula e diz que nenhum presidente sabe de tudo

Sobre o acervo presidencial, reconheceu ter recebido também muitos presentes de chefes de Estado e que é acervo pessoal, e nunca foi questionado pela Justiça ou TCU
 
 
Jornal GGN - Já explicado nesta semana pelo advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, os processos relacionados ao triplex do Guarujá e ao acervo presidencial está na fase das audiências de testemunha. A defesa acredita que os depoimentos darão continuidade ao desmonte das suspeitas da Operação Lava Jato contra Lula.
 
Nesta quinta-feira (09), foram prestados ao todo 6 depoimentos de testemunhas de defesa. "Tal como ocorreu na oitiva das 27 testemunhas de acusação, os relatos de hoje confirmam que a denúncia não passa de um enredo de ficção", informaram os advogados em nota oficial.
 
Entre eles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi uma das testemunhas. Afirmou que "nenhum presidente tem como saber de tudo", ao ser questionado sobre a acusação de Nestor Cerveró, em delação premiada, de que teria recebido propina por contratos da Petrobras durante o governo tucano.
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Moro segue investigando bens pessoais de Lula apreendidos em cofre

 
Jornal GGN - O juiz federal Sérgio Moro aceitou o pedido da Secretaria de Governo de Michel Temer para estender por mais 30 dias a verificação dos objetos pertencentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apreendidos pela Operação Lava Jato, que suspeita que tenham sido levados por Lula de forma ilegal.
 
pota cofreOs bens foram apreendidos na 24ª fase da Operação Lava Jato e estavam guardados no Banco do Brasil há cinco anos, após Lula deixar o Palácio do Planalto, após dois mandatos na Presidência.  
 
Sem relação aparente com as investigações da Lava Jato, os procuradores da força-tarefa apontam que o Relatório de Fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) indicou que 1,58% dos itens recebidos por Lula foram incorporados ao Patrimônio da União.
 
Para os investigadores, existe uma "fragilidade" no fato de o ex-presidente ter levado consigo os presentes que ganhou durante os seus mandatos, uma vez que os "princípios da moralidade, legitimidade e razoabilidade" determinam que os presentes são públicos.
 
"Desse modo, mais razoável é que os presentes nesta condição recebidos (excluídos os de consumo, por sua própria natureza depreciativa, e os de caráter personalizado) façam parte do patrimônio da União e, não da pessoa física que, naquele momento, a representa oficialmente", disse um trecho do relatório do TCU destacado pelo juiz Sérgio Moro.
 
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Lava Jato induz provas para criminalizar acervo presidencial de Lula

 
Jornal GGN - Ainda na busca por encontrar provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Operação Lava Jato induz indícios que possam sustentar os argumentos do inquérito da Polícia Federal para o transformar em denúncia, referente ao triplex no Guarujá e o acervo presidencial.
 
A última medida tomada pelos procuradores da República foi pedir ao juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Lava Jato e contra Lula, que a Secretaria de Administração da Presidência da República seja intimada para verificar se algum dos bens apreendidos do acervo de Lula não integram os presentes recebidos por ele enquanto era presidente da República.
 
Enviada no dia 6 de setembro, a petição especifica que "seja intimada a Secretaria de Administração da Presidência da República para que avalie o material apreendido e especifique se algum desses bens constantes não pertencem ao acervo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
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Barbosa defende antecipação de eleições para fim da crise

 
Jornal GGN - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, comentou nas redes sociais que o Brasil só irá superar a crise com a antecipação de eleições presidenciais para este ano. A defesa foi publicada em postagens no Twitter.
 
Para a declaração, Barbosa mencionou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 grandes economias mundias e recentemente defendeu a medida para a retomada da democracia no Brasil.
 
"OCDE diz o que eu venho dizendo em palestras: só sairemos dessa crise com eleições presidenciais ainda este ano. Disse-o em 22/4 e 12/5", disse o ex-ministro. Em seguida, publicou outra mensagem argumentando que seria preciso a renúncia, tanto da presidente afastada Dilma Rousseff, quanto do agora interino Michel Temer. 
 
"Para que isso ocorresse, dois ilustres brasileiros teriam que renunciar aos seus interesses pessoais e pensar no país: D Rousseff e M Temer", completou.
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Alckmin inicia corrida interna no PSDB para presidência em 2018

Até o momento, foi o direcionamento mais claro dentro do partido, que reparte opiniões com o senador Aécio Neves
 
 
Jornal GGN - A cúpula do PSDB de São Paulo já definiu nome para apostar na candidatura ao Planalto 2018: Geraldo Alckmin. É o início da ofensiva oficial do tucanato para iniciar os trabalhos da corrida presidencial.
 
"Nós temos que começar a trabalhar por isso já", disse o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB-SP), à Folha de S. Paulo. "Ele é o nosso candidato ao Planalto", frisou, dando partida à disputa interna do nome do governador com outros dirigentes pelo país. Até o momento, foi o direcionamento mais claro dentro da sigla, que reparte opiniões com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições 2014 para a presidente Dilma Rousseff. 
 
Tobias acredita que o anúncio da cúpula de São Paulo não irá gerar conflitos internos e disse que a vez é de Alckmin. "São Paulo é a base do partido para o Brasil e foi mais importante do que Minas para o resultado que o Aécio teve na eleição que disputou. (...) Tenho certeza que ele [o senador] entenderá o movimento do Estado. Acho que o Alckmin agora é o melhor nome e que tem chances de vencer", afirmou.
 
O posicionamento não é compartilhado, contudo, por todos os correligionários. Uma ala do PSDB que apoia Aécio Neves adiantou que Alckmin terá que ultrapassar o "recall" do eleitorado do senador, e que o potencial de vitória às vésperas da eleição é que determinará o candidato do partido. 
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Uruguaios elegem novo presidente neste domingo

Da Agência Brasil

*Com informações da Télam

Neste domingo (30), mais de 2,5 milhões de uruguaios deverão comparecer às urnas para eleger, em segundo turno, o sucessor do atual presidente José Mujica.

Estão na disputa o socialista Tabaré Vázquez, candidato da Frente Ampla, um médico oncologista de 74 anos, que presidiu o país entre 2005 e 2010, e o deputado federal Luis Lacalle Pou, de 41 anos, que concorre pelo Partido Nacional e tem, na segunda rodada de votação, o apoio do Partido Colorado.

Pelas últimas pesquisas, Vazquez é franco favorito, com ampla margem sobre o oponente. Ele ficou com 47.8% dos votos no primeiro turno e, conforme os mais recentes levantamentos, deve obter amanhã entre 53% e 55% da preferência do eleitorado. O atual chefe do governo uruguaio teve 54.63% dos votos no segundo turno de 2009, vencendo u o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, pai do candidato nacionalista.

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A escolha de Marina, por Wagner Iglecias

Por Wagner Iglecias

Marina Silva anunciou somente ontem, domingo, seu apoio ao candidato Aécio Neves. Pagou o preço de, uma vez mais, passar a imagem de indecisão. Até ai, nada de tão novo num passivo que ela já criou para si ou que já foi carimbado nela durante o 1o. turno com as tantas idaas e vindas relativas a seu programa de governo e ao papel de seus aliados. O anúncio pode, também, cobrar um outro preço, interno, já que traz em si o potencial de desestimular muitos de seus correligionários da Rede Sustentabilidade, engajados nos últimos anos de forma sincera e muitas vezes idealista na construção de uma terceira via com potencial para alcançar o comando do país.

Para Aécio o apoio é muito bem vindo, ainda que um pouco tardio e já sem o impacto que teria caso tivesse sido anunciado horas depois de conhecidos os resultados do 1o. turno. Embora, como afirme com razão a candidata Dilma, ninguém seja dono dos votos de ninguém, o aporte de Marina confere à campanha de Aécio um pouco mais do argumento mudancista. Além disso o ajuda na estratégia de apresentar-se ao eleitor como o líder de uma frente ampla de políticos que representam o anseio pelo novo. Ainda que seja lá o que isso, o novo, queira dizer na atual conjuntura. Como se sabe já haviam aderido ao tucano os ex-candidatos Pastor Everaldo e Eduardo Jorge, aos quais vem agora a se juntar Marina.

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