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Sergio Moro

Ciro critica abuso de autoridade na Lava Jato

"Esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala, se eu não tiver cometido nada errado", ameaça o ex-governador

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Jornal GGN - Nesta terceira parte da entrevista que Ciro Gomes (PDT-CE) concedeu para ao GGN, no programa Na sala de visitas com Luis Nassif, o ex-governador do Ceará criticou o abuso de autoridade exercido pela Justiça e Ministério Público de Curitiba, fazendo um alerta ao juiz Sérgio Moro caso aplique a condução coercitiva contra o ex-ministro. 
 
"Esse Moro resolveu prender um blogueiro [Eduardo Guimarães, em condução coercitiva, dia 21 de março]. Ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala, se eu não tiver cometido nada errado", disse. 
 
Neste trecho da entrevista, Ciro avalia também que Dilma não lutou o suficiente para evitar o golpe jurídico que a afastou do Planalto em 2016, fazendo uma comparação com a postura de João Goulart no golpe de 1964. Ele aponta também os erros do PSDB e que poderão levar a um descrédito ainda maior do partido que defendeu o impeachment contra Dilma, mas que acabou alimentando ainda mais a crise institucional do país. 
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Guimarães desmente Sergio Moro e relata ameaça de prisão na sede da PF

 
Jornal GGN - O relato de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sobre como transcorreu seu depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, no último dia 21, desmente parte do despacho do juiz federal Sergio Moro e revela que o blogueiro foi ameaçado com a hipótese de ser preso, caso não apresentasse provas de sua inocência ao delegado que o interrogou.
 
Dois dias após Guimarães ser levado coercitivamente para depor - episódio que gerou protestos de jornalistas renomados e instituições que defendem a classe - Moro decidiu recuar e admitir que o direito ao sigilo da fonte de informação do blogueiro não poderia ser violado. 
 
Porém, de maneira irônica, Moro afirmou que Guimarães não se comportou como "um verdadeiro jornalista" diante da PF, pois teria revelado, de pronto, sem nenhum tipo de "coação", a identidade de quem o informou detalhes da operação Aletheia.
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Supremo ameaça limitar prisões preventivas da Lava Jato

 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal ameaça acabar com as prisões preventivas desenfreadas que a Lava Jato utiliza com autorização do juiz federal Sergio Moro. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o ministro Gilmar Mendes já liberou seu voto sobre uma ação movida pela OAB dizendo que a medida viola direitos dos investigados. Isso deixa o processo "pronto para entrar em pauta" no STF, disse.
 
Na ação, a OAB afirma que, "quando realizada na fase investigatória, a medida viola os princípios da imparcialidade e o direito que o investigado tem ao silêncio e também a não produzir provas contra si mesmo. O fato de a maior parte delas ter sido realizada sem que os conduzidos tivessem sido intimados anteriormente só agravaria a ilegalidade", anotou Bergamo, nesta sexta (24).
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Crime de Eduardo Guimarães foi informar Lula sobre ação da PF, aponta Moro

Sergio Moro decidiu que questão sobre sigilo da fonte do jornalista é secundária. O que importa é saber se Blog da Cidadania ajudou a equipe de Lula a destruir provas, aponta
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro revelou, nesta quinta-feira (23), que a polêmica ação da Lava Jato contra o blogueiro Eduardo Guimarães tem no debate sobre o sigilo da fonte jornalística uma questão completamente secundária. 
 
A Polícia Federal não bateu na porta da casa do editor do Blog da Cidadania, às seis da manhã do dia 21, para saber quem vazou a ele a informação de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva e quebra de sigilo fiscal.
 
O que a força-tarefa tenta, dessa vez, é construir a narrativa de que a PF não encontrou "provas cabais" contra Lula na operação Aletheia porque o blogueiro avisou os investigados, o que teria viabilizado a destruição de evidências. 
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Caso Guimarães: a liberdade de expressão e o exercício da vendeta

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É sintomática a maneira como alguns jornalistas tentam se prevalecer da condução coercitiva a que foi submetido o blogueiro Eduardo Guimarães. Endossam a arbitrariedade, um atentado evidente à liberdade de expressão – da qual nós, jornalistas, somos os principais defensores e beneficiários – meramente por uma questão pessoal: em algum momento sentiram-se atacados por Eduardo – que, saliente-se, não é figura fácil.

Mas não é a simpatia de Eduardo que está em jogo: é a liberdade de expressão.

O episódio é exemplo maiúsculo do tamanho minúsculo de pessoas que, por sua imagem pública, deveriam ser trincheiras da liberdade de expressão. Mostra o maior problema brasileiro, a ampla superficialidade e desconhecimento de pontos centrais da construção democrática. Mais que isso, é demonstração de uma mesquinharia, contra um adversário ameaçado, que conspira contra o caráter dessas pessoas. Como bem observou Hilde Angel, “as pessoas não gostam de quem tripudia” sobre a desgraça do adversário.

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Empresário diz ser "preso ilegal da República de Curitiba" e critica Moro

 
Jornal GGN - O empresário Eduardo Meira, preso desde maio de 2016 na Lava Jato, escreveu uma carta, divulgada nesta quinta (23), criticando a força-tarefa e o juiz federal Sergio Moro por práticas arbitrárias e fora da lei. Segundo ele, a operação é marcada pela "criação de leis próprias para justificar prisões e condenações contrárias ao nosso ordenamento jurídico e à nossa jurisprudência".
 
"Recentemente me condenaram a oito anos e nove meses, incluindo, pasmem, 'associação criminosa' de duas pessoas (eu e meu sócio); confundindo quadrilha com baião", assinalou Meira, que aponta que sua condenação se deu apenas com base em delações. "A lei explicita: 'Somente a palavra de delatores não pode ser o único instrumento de prova'", escreve.
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Ação contra Eduardo Guimarães é grave atentado à liberdade de imprensa, diz Repórteres Sem Fronteiras

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Jornal GGN - Determinada pela 13ª Vara Federal de Curitiba do juiz Sérgio Moro, a ação da Polícia Federal contra o blogueiro Eduardo Guimarães é um “grave atentado à liberdade de imprensa e à Constituição brasileira”, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). 
 
O blogueiro foi alvo de um mandado de condução coercitiva na manhã de ontem (21) e foi levado para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Guimarães também teve seus equipamentos de trabalho - computador e celulares - apreendidos. 
 
O objetivo da PF é investigar o suposto vazamento de informações sobre a fase da Operação Lava Jato que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em condução coercitiva. Eduardo Guimarães havia antecipado informações sobre a ação da PF, em março do ano passado.

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Helena Chagas: Não cabe a Moro dizer quem é jornalista ou não

 
Jornal GGN - Não cabe ao juiz federal Sergio Moro definir quem é jornalista ou não. É o que diz Helena Chagas em artigo publicado nesta quarta (22), defendendo que o magisrrado reconheça o erro de ter ordenado a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) e peça desculpas por ter violado um direito fundamental de profissionais de mídia: manter a fonte em sigilo.
 
Na manhã de terça, Guimarães foi levado coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos sobre um furo jornalístico: a notícia de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva, tudo na Lava Jato. A força-tarefa de Curitiba descobriu não só a fonte do vazamento dessa informação como quer apurar quem mais estava envolvido em sua divulgação.
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Jornalismo 2017, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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A hipocrisia por trás da condução coercitiva de Edu Guimarães

Procuradores da Lava Jato fizeram uma coletiva de imprensa "em off" para "passar alguns nomes" de políticos que estão na chamada Lista de Janot 2.0. Alguém saiu correndo para investigar a "violação de sigilo funcional" nesse caso?
 
 
Jornal GGN - É no mínimo curiosa a leitura que Sergio Moro fez acerca da profissão de Eduardo Guimarães, que há 10 anos comanda o Blog da Cidadania, para justificar a condução coercitiva e apreensão de seus materiais de trabalho, nesta terça (21).
 
Moro, que entregou à Rede Globo o grampo irregular em que Lula e Dilma aparecem conversando sobre cargo na Casa Civil, agora quer saber quem foi que vazou para Eduardo Guimarães a informação sigilosa de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva, tudo no âmbito da Lava Jato.
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Condução coercitiva de blogueiro é um "precedente grave" contra a liberdade de imprensa

 
Jornal GGN - O deputado federal Paulo Teixeira (PT) divulgou vídeo nas redes sociais avaliando o episódio da condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, como um "grave precedente" inaceitável. Guimarães foi levado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo por determinação do juiz federal Sergio Moro, responsável pela operação Lava Jato em Curitiba.
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Lula não será candidato à presidência do PT, diz Wadih Damous

 
Jornal GGN - O ex-presidente Lula teria deixado "atônitos integrantes da Executiva Nacional do PT ao anunciar que não pretende mais presidir o partido. Quer se dedicar de corpo e alma à campanha de 2018", publicou Guilherme Amado, na coluna de Lauro Jardim, em O Globo, nesta terça (21).
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Procuradoria dá aval ao trancamento de ação sobre acervo de Lula

 
Jornal GGN - É destaque na coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha desta quarta (15), que a Procuradoria Geral da República opinou pelo trancamento da ação penal em que Lula e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, são acusados de lavar R$ 1,3 milhão recebidos da OAS para custeio da manutenção do acervo presidencial.
 
Segundo a jornalista, o Ministério Público Federal "deu parecer favorável ao trancamento da ação penal contra Paulo Okamotto" e a decisão se estende a Lula e a Leo Pinheiro, da OAS. "O MPF endossou os argumentos do advogado Fernando Fernandes, de que os objetos são de interesse público e que portanto não seria crime o armazenamento deles ter sido pago pela OAS."
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Juiz do TSE mostra crimes que Lava Jato esconde, por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

A divulgação dos depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht e três ex-diretores da empreiteira na ação do TSE que julga o pedido de cassação da chapa Dilma/Temer, é outra prova incontestável de que Moro, Janot e os procuradores da Lava Jato sempre escondem os fatos que debilitam o governo Temer e atingem o bloco golpista.

Num intervalo de apenas 10 dias, o juiz do TSE que relata o processo contra a chapa Dilma/Temer, Herman Benjamim, colheu depoimentos de delatores da Lava Jato e promoveu acareação entre os depoentes para esclarecer contradições sobre detalhes do envolvimento de Michel Temer no recebimento de R$ 10 milhões de propinas da Odebrecht.

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Emílio Odebrecht diz a Sérgio Moro que caixa dois sempre existiu

"Caixa 2 sempre foi o modelo reinante no País e que veio até recentemente. Mas sempre existiu, desde a minha época, da época do meu pai", afirmou ao juiz do Paraná
 
 
Jornal GGN - Em depoimento ao juiz da Operação Lava Jato na Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, o empresário Emílio Odebrecht e dono do grupo afirmou que a prática de caixa dois existe desde a sua época, do seu pai e também de seu filho, Marcelo. 
 
Afirmou que, desde o impeachment de Dilma Rousseff, e os anos de 2014 e 2015 - período em que foi deflagrada a Operação Lava Jato - mostrou que o modelo existia. Mas que ele sempre foi "reinante no País", "sempre" existindo.
 
No depoimento, afirmou que sabia que existia "o uso de recursos não contabilizados" pela Odebrecht, mas negou que a prática era corrupção relacionada à Petrobras. Também afirmou que não foi o filho, réu do processo em questão, o responsável pelos repasses de caixa dois.
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