que tua mão à noite me apagasse
por romério rômulo
que a tua mão à noite me apagasse
e chegasse em mim quando eu nascesse
pelos vagos da morte me entregasse
e se fizesse em pranto se eu morresse
deixo à vida infiel o duro canto
destes olhos bastardos, desatados
na crueza abissal do meu espanto
em armas e barões assinalados.
2.
e quando o teu olhar me percorreu
na linha breve que contém o corpo
eu te entreguei o pouco que é meu.
romério rômulo
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