5 de junho de 2026

Os artefatos de Lia, por Romério Rômulo

São olhos sem muito amor / céu, inferno, estrada fria / janelas, pragas, horror / atados na mão de Lia.
Banksy

Os artefatos de Lia

por Romério Rômulo

 

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1.

São tantos rios tiranos

arfados de entropia

são tantos cantos maganos

da vida sem melodia

são versos podres, insanos

desarmados de poesia

são atos, perdas e danos

atados na mão de Lia.

2.

São olhos sem muito amor

céu, inferno, estrada fria

janelas, pragas, horror

atados na mão de Lia.

3.

A mão única da via

o ato seco do asceta

a solidão do poeta

o olho que desafia

 

são todos, em linha reta

os artefatos de Lia.

 

Romério Rômulo

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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