4 de junho de 2026

Custo da construção civil sobe 0,49% em julho

Alta do preço do cimento e dissídio coletivo em São Paulo influenciaram índice apurado pelo IBGE; variação chega a 1,97% no ano e a 3,33% em 12 meses
Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou o mês de julho no maior patamar do ano: 0,49%, resultado 0,35 ponto percentual acima do visto em junho, mas 0,19 ponto abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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De janeiro a julho, o índice acumula alta de 1,97%. Nos últimos doze meses, a taxa soma 3,33%, resultado abaixo dos 3,52% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em junho fechou em R$ 1.175,62, passou para R$ 1.181,41 em julho, sendo R$ 619,58 relativos aos materiais e R$ 561,83 à mão de obra.

A parcela dos materiais atingiu 0,48%, registrando alta significativa em relação ao mês anterior (0,17%). Quando comparado ao índice de julho de 2019 (0,47%), a taxa manteve-se no mesmo patamar.

Já a parcela da mão de obra registrou taxa de 0,50%, subindo 0,40 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,10%). Na comparação com julho de 2019 (0,92%), houve queda de 0,42 ponto percentual.

De janeiro a julho, os acumulados são 2,30% (materiais) e 1,56% (mão de obra), sendo que em doze meses os índices são de 3,62% (materiais) e 2,94% (mão de obra).

A Região Sudeste, com taxas positivas em todos os estados e acordo coletivo captado em São Paulo, ficou com a maior variação regional em julho, (0,70%).

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,31% (Norte), 0,50% (Nordeste), 0,17% (Sul) e 0,24% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.188,86 (Norte); R$ 1.096,97 (Nordeste); R$ 1.233,10 (Sudeste); R$ 1.232,40 (Sul) e R$ 1.179,66 (Centro-Oeste).

Segundo o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, o resultado reflete o aumento dos custos dos dois indicadores que compõem o índice agregado. “A parcela dos materiais aumentou 0,48% devido a alta generalizada em diversos produtos, com destaque para o cimento, cujos preços subiram em praticamente todos os estados”, explica.

Outro fator que pesou na formação do índice agregado foram os dissídios coletivos em São Paulo e na Paraíba – na série histórica, a taxa mensurada em julho é tradicionalmente elevada por conta do dissídio coletivo paulista.

 

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