Entre os destaques do dia e entrevistas, Luis Nassif recebeu o também jornalista Ricardo Antunes para falar sobre o Caso Serrambi, que completa 20 anos sem solução.
Em 2003, duas adolescentes de 16 anos, Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, foram assassinadas depois de participarem de uma festa em uma casa na Praia de Serrambi, em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco.
O empresário Thiago Vieira Brennand, preso por denúncias de agressão, assédio sexual, estupros, lesão corporal, cárcere privado, ameaça a crianças e violência contra o próprio filho, é suspeito de, no mínimo, participar da festa e saber detalhes sobre o crime.
“Se a gente for parar para refazer os crimes e as confusões que Thiago Brennand se meteu aqui no Recife, você diz que é impossível que ele não esteja, pelo menos, sabendo de alguma coisa dessa história”, cravou Antunes.
Assista a entrevista com Ricardo Antunes na íntegra:
Quem é Thiago Brennand?
Filho do cofundador de uma rede médica no Recife, Thiago tem 42 anos e recebeu uma fortuna de R$ 300 milhões de herança antecipada do pai, que chegou até a registrar em cartório que “se algo acontecesse com ele, a culpa seria do Thiago”.
O herdeiro ganhou notoriedade depois de agredir uma modelo em uma academia em São Paulo, onde vive há anos. Após a repercussão do caso, outras vítimas tomaram coragem para denunciar Brennand, que soma pelo menos oito processos criminais, cinco deles com pedido de prisão preventiva.
Para evitar a prisão, o agressor fugiu para os Emirados Árabes, de onde foi extraditado na última semana. A notoriedade do caso reacendeu a suspeita de participação de Brennand no assassinato das adolescentes.
Misoginia
Agressões, chantagens, ameaças públicas, violência física e outra série de crimes cometidos por Thiago Brennand deixam claro o desprezo que sente pelas mulheres.
Antunes conta que as vítimas de Serrambi apresentavam marcas de tiros no hímen, além de uma delas ter sido efetivamente estuprada, característica e agressividade que não batem como perfil dos kombeiros Marcelo José de Lira e Valfrido Lira da Silva, que responderam pelo crime, mas foram inocentados pelo júri popular.
Já o álibi criado por Brennand é dizer que estava em um intercâmbio na época do crime. “Mas não há nenhuma prova, foto, documento de que ele estava fora, ainda que a família tivesse uma casa em Londres”, continua o jornalista.
Antunes afirma ainda que 90% de Pernambuco acredita no envolvimento de Brennand no Caso Serrambi e 80% creem que os kombeiros foram vítimas de uma armação.
No entanto, apesar do “rastro de pessoas agredidas, destratadas moralmente e até fisicamente ser muito grande”, nas palavras de Ricardo Antunes, Thiago Brennand nunca foi condenado por um crime em segunda instância.
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Rui
9 de maio de 2023 10:26 amCrime de rico a lei o cobre, o Estado esmaga o oprimido. Não há direitos para o pobre, Ao rico tudo é permitido. À opressão não mais sujeitos! Somos iguais todos os seres. Não mais deveres sem direitos, não mais direitos sem deveres! Abomináveis na grandeza, o reis da mina e da fornalha edificaram suas riquezas sobre o suor de quem trabalha! Todo o produto de quem sua, a corja rica o recolheu. Querendo que ela o restitua, o povo só quer o que, claro é seu!
CARLOS ALBERTO DA SILVA VIEIRA
20 de maio de 2025 11:32 amA vida é uma só . As dividas que esse pó de arroz tem com as famílias e a justiça, são muitas. Que se faça essa cobrança de acordo com a lei e não de acordo com o dinheiro que possui.
Anônimo
4 de abril de 2026 11:18 pmum dia esse infeliz há de pagar porque a lei do retorno existe