ANARRIÊ, ALAVANTÚ XXV – Os prefeitos da cidade de São Paulo
Por Rui Daher
A última coluna, mais do que falar sobre o medíocre atual prefeito de São Paulo, pretendia insistir no quanto os posicionamentos político, econômico, social e de costumes brasileiros coonestam aquilo que se transformou no “sair do armário” do verdadeiro pensamento de uma Federação de Corporações, a nossa. De extração bolsonarista.
A grande maioria não sabe e nem quer saber o que significa Estado de Direito Democrático, por isso o define no limite de seus próprios interesses pessoais e dos seus agregados.
Pensem na manifestação do domingo passado, segundo se diz promovida pelo fariseu Silas Malafaia, na orla da praia de Copacabana, Rio de Janeiro. Ao dizerem, “Em nome do Estado de Direito Democrático”, conspurcam um dos símbolos mais lindos do planeta, poeticamente cantado pelos mais significativos gênios brasileiros.
E quem lá esteve? Os saídos dos armários fascistas e dos esgotos sujos da história política do Brasil. Cocôs invadindo símbolos pacíficos e formosos do país como a princesinha do mar e a Avenida Paulista, esta, símbolo de nosso potencial econômico, e outras plagas simbólicas de um território benéfico a quem a Natureza-Deus-Portugueses entregaram para que fosse uma das nações hegemônicas do planeta. Uma elite não deixou.
Tudo bem. O cronista reconhece as intercorrências mundiais, tantas mudanças reduzidas em sua travessia vital, que tal proeminência pretendida tenha sido anulada, prevalente por seus próprios dignatários.
Do período Imperial e Colonial (1835-1838), São Paulo teve três prefeitos. Da primeira à quarta Repúblicas e na Era Vargas (1899-1953), vinte e sete; nos anos que antecederam o golpe civil-militar, foram eleitos sete prefeitos; durante a ditadura, sem eleições, foram designados (1969-1986), ditos “Biotônicos Fontoura”, sei lá, coisa dessas, São Paulo teve nove prefeitos indicados pelos governadores do estado. Chegaram as eleições diretas e democracia. Onze prefeitos foram eleitos ou, como vices, assumiram o poder incumbente da cidade, caso atual de Ricardo Nunes, o Feio, designações muito usadas nos períodos feudais.
Curiosas as famílias paulistanas que os ofereciam à população. Souza Barros, Moraes e Abreus, Gomes de Carvalho, Silva Prado, Rocha de Azevedo, Moraes Pinto, Anhaia de Melo, Machado de Campos, Guedes, Silva Teles, Artur Saboia, Gomes da Costa (sardinhas?), Prestes Maia, Paulo Lauro, Milton Improta, Asdrubal da Cunha, Lineu Prestes, Arruda Pereira, Suplicy, Smith de Vasconcelos, Dória.
Por meritocracia, claro, foram mais de 57 mandatários quatrocentões, como o passado nos fazia chamá-los e vivermos neste oásis de cidade, que dá e tira empregos, fazendo um Brasil miserável vir aqui morar.
Sim, não serei injusto, algumas coisas boas fizeram para a cidade. O território de 1.521 km² não aguentaria seus 12 milhões de residentes nada tivesse sido feito. Mas para quem? Com exceção dos olhares de assistente social de Luiza Erundina e educadora de Marta Suplicy (CEU) a população pobre da cidade pouco teria tirado dos quatrocentões.
Neste ano de 2024 teremos eleições municipais. Vocês poderão continuar a perpetuar o bolsonarismo, reificar os quatrocentões ou eleger um jovem corajoso, vindo da classe média, liderança em movimentos sociais, com olhar para a periferia, Guilherme Boulos. Em campanha, abro.
Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor
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ZE SERGIO
25 de abril de 2024 11:42 amCARO SR RUI: CICLOVIAS PLANAS NAS LATERAIS DAS MARGINAIS TIÊTE E PINHEIROS. 120 KM DE LIBERDADE E CIDADANIA. CICLOVIAS INTERLIGANDO PARQUE CANTAREIRA, PICO DO JARAGUÁ, PARQUES ECOLÓGICOS DO TIÊTE EM GUARULHOS E BARUERI JUNTAMENTE AO PARQUE DA SERRA DO MAR, CAMINHO DO MAR, REPRESAS BILLINGS E GUARAPIRANGA. PARQUES PÚBLICOS COM ESCOLAS NAÚTICAS NESTAS REPRESAS. SÃO PAULO ESTÁ NO MEIO DA MATA ATLÂNTICA. ONDE ESTÁ TODA ESTA EXUBERÂNCIA COMO VEMOS EM TRIANON OU CIDADE UNIVERSITÁRIA?? É MUITO FÁCIL. NUMA GESTÃO DE 4 ANOS, TUDO QUE NOS FOI ROUBADO EM 1 SÉCULO (94 ANOS PRA SER EXATO) abs.