21 de julho de 2026

EUA bombardeiam usinas nucleares e Irã fala em guerra total

Ofensiva militar atinge instalações elétricas e deixa mortos; mediação internacional tenta propor cessar-fogo de dez dias
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▸ EUA realizaram nona noite de bombardeios no Irã, atingindo usinas nucleares e áreas urbanas, em resposta a mortes de militares americanos.

▸ Irã declarou guerra em grande escala, protestou na ONU e retaliou com ataques no Golfo Pérsico, Síria e Jordânia, afetando o Estreito de Ormuz.

▸ Apesar da escalada, Irã mantém negociações diplomáticas por cessar-fogo, com proposta de armistício apresentada por intermediários internacionais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os Estados Unidos realizaram a nona noite consecutiva de bombardeios contra o território do Irã, atingindo complexos nucleares e áreas urbanas. O governo iraniano subiu o tom e declarou estar em uma “guerra em grande escala” com Washington. Ao mesmo tempo, Teerã recorreu à ONU para tentar frear a ofensiva militar e sinalizou que mantém canais diplomáticos abertos por meio de intermediários para tentar um armistício.

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Os ataques americanos da madrugada desta segunda-feira (20) miraram a cidade portuária de Bushehr, no sul do país, onde fica a única usina nuclear civil operacional do Irã, e a região de Darkhovin, local de construção de uma segunda usina atômica. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a operação e informou que os alvos incluíam centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e redes de comunicação.

De acordo com a Casa Branca, a incursão é uma resposta à morte de três militares americanos na Jordânia e no Iraque. “Os ataques continuarão degradando as capacidades militares iranianas usadas para atacar navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz“, publicou o Centcom. O presidente Donald Trump lamentou as baixas americanas: “Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país“.

Tensões no Estreito de Ormuz

O Ministério das Relações Exteriores do Irã protestou contra a escolha dos alvos e exigiu o posicionamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA e o Diretor-Geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA“, disse o porta-voz Esmaeil Baghaei.

O conflito provocou reflexos imediatos no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa 20% do comércio global de petróleo. Duas embarcações explodiram e foram retidas pela Guarda Revolucionária iraniana na região. “Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã“, declarou Baghaei.

Em contrapartida, as forças iranianas realizaram ataques retaliatórios contra o Kuwait e o Bahrein, aliados de Washington no Golfo Pérsico, e bombardearam posições americanas na Síria e na Jordânia.

Resistência e diplomacia

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, convocou a população a se preparar para um enfrentamento prolongado. “A realidade é que hoje a República Islâmica do Irã está envolvida em uma guerra em grande escala“, afirmou. “Devemos ser realistas e aceitar as consequências naturais dessa resistência“. Os bombardeios atingiram também o noroeste do Irã, deixando ao menos um morto em Tabriz e diversos feridos em Urmia.

Apesar da escalada militar, o governo iraniano confirmou que as negociações de bastidores não foram totalmente rompidas. Intermediários internacionais apresentaram uma proposta de cessar-fogo de dez dias para tentar salvar o acordo bilateral firmado pelas duas potências no mês passado. “Fomos informados pelos mediadores, recebemos mensagens – sem entrar em detalhes -, mas o essencial é que o aparato diplomático esteve ativo nos últimos dias“, concluiu o porta-voz da chancelaria iraniana.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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