Os preços internacionais do petróleo voltaram a cair, mesmo com a guerra entre Estados Unidos e Irã ainda longe de uma solução definitiva.
Na segunda-feira (27), o barril registrou queda de cerca de 8%, o maior recuo diário desde maio. A desvalorização ocorreu após a interrupção temporária dos planos do governo Donald Trump de ampliar as operações militares contra o Irã e diante da ausência de novos confrontos diretos no fim de semana.
Segundo análise da CNN, o mercado continua reagindo positivamente a qualquer sinal de redução das tensões diplomáticas, ainda que os principais corredores de exportação de petróleo do Oriente Médio permaneçam sob forte instabilidade.
Entretanto, o cenário permanece frágil. O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo, continua próximo da paralisação, enquanto a navegação pelo estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, também sofre impactos dos ataques promovidos pelos Houthis.
Ao mesmo tempo, a relativa estabilidade dos preços nos últimos meses decorre da combinação entre demanda global enfraquecida e liberação de estoques estratégicos por países coordenados pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Analistas ouvidos pela emissora alertam, no entanto, que parte desses estoques já se aproxima de níveis considerados críticos. Caso o bloqueio das principais rotas marítimas de exportação persista por um período prolongado, a oferta global poderá sofrer impactos mais severos, elevando novamente os preços da commodity.
Para especialistas do setor, o comportamento recente dos preços revela que investidores continuam apostando em uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, mas qualquer deterioração do conflito pode provocar uma nova disparada do petróleo.
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