Minha torre de Babel/Aquela veia trocada
por Romério Rômulo
Aquela veia trocada
Tem a posse da ciranda
Infiel, contaminada
Da rosa viva, nefanda
O trapo de algum tonel
Cabe osso sobre osso
De lá sou mais um colosso
Numa torre de Babel
No pedaço da entropia
De morro, de vento e praga
Na tese da romaria
Na noite mais aziaga
Por um laço que assobia
Infiel estardalhaço
Num reinado de atrofia
O meu corpo de bagaço
Na noite mais aziaga
Só um sono que naufraga.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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