O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças militares do país não atacarão o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A declaração ocorre em meio a informações de que o Pentágono vinha preparando o Comando Central dos EUA (CENTCOM) para a possibilidade de retomada de grandes operações militares contra o país.
“Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em uma situação muito ruim, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, com o petróleo fluindo em números recordes de barris pelo Estreito de Ormuz (…) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Segundo o site Axios, Trump vinha avaliando nos últimos dias a retomada de grandes operações de combate contra o Irã. Caso fossem autorizadas, as ações poderiam envolver ataques em larga escala contra instalações de energia, infraestrutura e alvos nucleares iranianos, segundo fontes ouvidas pela publicação.
A possibilidade de uma nova ofensiva também teria implicações sobre o mercado de petróleo e sobre o calendário eleitoral de Israel, cuja eleição está prevista para 27 de outubro – além disso, uma resposta militar iraniana contra Israel poderia alterar as condições de segurança no país e levar ao adiamento do pleito.
Preparativos militares
Recentemente, o Pentágono teria instruído o CENTCOM a concluir os preparativos para uma eventual retomada das grandes operações de combate no Irã.
Na terça-feira (6), o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), tenente-general Eyal Zamir, conversou com altos funcionários norte-americanos. De acordo com um funcionário dos EUA e outra fonte informada sobre a conversa, os representantes americanos apresentaram a Zamir os preparativos militares para a possibilidade de retomada das operações contra o Irã nas próximas três semanas.
Durante a conversa, Zamir teria afirmado que uma retomada da guerra nesse período poderia levar ao adiamento das eleições israelenses. A avaliação seria de que uma ofensiva americana provocaria uma resposta iraniana com lançamento de mísseis contra Israel. As Forças de Defesa de Israel não comentaram as informações sobre a conversa.
A declaração desta quinta-feira ocorre após episódios nos quais Trump anunciou publicamente que ainda não havia tomado decisões sobre operações militares contra o Irã, enquanto posteriormente surgiram informações de que as decisões já haviam sido tomadas.
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