7 de novembro de 2026

Juros altos ampliam dívida e precisam entrar no debate fiscal

Em entrevista à TV GGN, Leandro Ferreira questiona foco exclusivo em cortes de despesas e defende discutir efeito da Selic sobre endividamento do país
Leandro Ferreira, economista e diretor do Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros. Foto: Reprodução YouTube TV GGN

Economista Leandro Ferreira defende debate sobre impacto da Selic na dívida pública do Brasil, além de cortes sociais.
Ferreira critica foco exclusivo em redução de gastos sociais e sugere revisão de benefícios fiscais e aumento da arrecadação.
Ele destaca importância de investimentos para crescimento e alerta contra cortes que prejudiquem desenvolvimento econômico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A pressão por cortes de despesas sociais não esgota a discussão sobre o equilíbrio das contas públicas, uma vez que o endividamento do país precisa ocupar lugar central no debate sobre ajuste fiscal.

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Em entrevista ao programa TV GGN 20 Horas, o economista e diretor do Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros, Leandro Ferreira, defendeu que o Brasil discuta o peso da taxa Selic sobre a dívida e considere alternativas de política econômica que não dependam exclusivamente da contração dos gastos públicos.

Na avaliação de Ferreira, parte da discussão recente sobre o ajuste fiscal tem se concentrado mais na repercussão política do que na formulação de propostas concretas. O economista considera que o país precisa rever a trajetória da dívida pública e questiona a centralidade atribuída aos cortes de despesas como resposta para o problema.

“O principal ajuste que precisa ser feito é justamente naquilo que induz o crescimento da dívida, que é esse patamar da Selic atual”, afirmou.

A crítica se dirige a um debate em que, segundo o entrevistado, o mercado financeiro cobra redução de gastos do governo ao mesmo tempo que defende a manutenção de juros elevados pelo Banco Central como instrumento de combate à inflação. Para Ferreira, essa combinação deixa em segundo plano o impacto do custo do dinheiro sobre o próprio endividamento público.

Ajuste fiscal não pode significar apenas corte de políticas sociais

Ferreira também questionou a forma como a cobrança por ajuste fiscal costuma se traduzir em propostas de redução de despesas. Na avaliação do economista, a pressão por cortes recai frequentemente sobre áreas como Previdência, saúde e educação, justamente porque os gastos sociais representam parcela importante do orçamento público.

Ele argumentou que a discussão deveria considerar outras frentes de atuação, como a revisão de benefícios tributários, isenções, deduções e mecanismos de crédito incentivado, além de medidas para ampliar a arrecadação.

“Se é para fazer a discussão na gramática do mercado, vamos atingir o restante da gramática do mercado”, disse, ao defender que o debate sobre as contas públicas não fique restrito às despesas sociais.

O economista também destacou a importância dos investimentos para o desenvolvimento econômico. Para ele, a análise fiscal precisa distinguir gastos que contribuem para a atividade produtiva daqueles que têm impacto predominantemente sobre indicadores financeiros. A preocupação, segundo Ferreira, é evitar que a busca por resultados contábeis comprometa investimentos capazes de dinamizar a economia real.

Na leitura do entrevistado, o desafio do governo é conciliar responsabilidade fiscal, manutenção de políticas públicas e condições para o crescimento. Ele afirmou que a eleição recente expressou uma demanda por presença do Estado e melhoria dos serviços públicos, o que exige orçamento e capacidade de investimento.

Veja mais a respeito do tema na íntegra do programa TV GGN 20 horas, que pode ser vista abaixo.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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