22 de agosto de 2026

Como Derrotar a Iminente Guerra Financeira de Wall Street contra o Brasil, por Dennis Small

Há indícios de que a guerra financeira para impedir a reeleição de Lula já está em andamento e deve se intensificar até 4 de outubro.
Reprodução

Brasil enfrenta risco de guerra financeira orquestrada por Wall Street e City de Londres antes da eleição de 4 de outubro.
Investidores estrangeiros controlam 60% das ações e 76% da dívida pública, elevando vulnerabilidade do mercado brasileiro.
Bolsa perdeu US$ 6,1 bi e real caiu 4,2% desde abril; fuga de capitais pode esgotar reservas de US$ 369 bi rapidamente.

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Como Derrotar a Iminente Guerra Financeira de Wall Street contra o Brasil

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por Dennis Small

19 de agosto de 2026 – EIRNS) O Brasil está atualmente altamente vulnerável à fuga de capitais e a outras formas de guerra financeira nas próximas seis semanas, orquestradas por Wall Street e pela City de Londres, com a ajuda do governo Trump, para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de outubro. “Os estrangeiros detêm mais de 60% das ações brasileiras [bolsa de valores — ed.], a maior participação entre os mercados emergentes. Isso deixa o mercado exposto a más notícias”, relatou o Financial Times com uma risadinha em 21 de julho de 2026. Além disso, bancos comerciais brasileiros controlados por estrangeiros, fundos de pensão locais e fundos de investimento nacionais detêm mais de 76% da dívida pública do país, e atuam como canais consensuais para o carry trade internacional. Esse é o esquema pelo qual grandes especuladores financeiros internacionais tomam empréstimos a juros baixos no Japão e em outros lugares e usam bancos brasileiros e outros intermediários financeiros para aplicar os recursos em títulos da dívida pública brasileira com juros elevados — que hoje apresentam uma taxa de juros impressionante de 14,00% (a taxa Selic de referência).

Com tais diferenças de juros, os bancos brasileiros não têm incentivo nenhum para conceder empréstimos à indústria nacional ou aos consumidores, e têm todos os motivos para aproveitar a ausência de controles cambiais no Brasil e a livre conversibilidade entre o real e o dólar para obter lucros especulativos exorbitantes — às custas da economia real do Brasil. Estima-se que 25% do orçamento anual do governo seja gasto apenas com o pagamento de juros sobre sua dívida de US$ 2,1 trilhões, de acordo com dados do Banco Mundial.

Entre os principais bancos privados do Brasil estão o Itaú Unibanco, o Banco Bradesco, o Banco Santander, o BTG Pactual, o Banco XP, o Banco Safra e o Sicredi.

Há uma série de indícios de que a guerra financeira para impedir a reeleição de Lula já está em pleno andamento e deve se intensificar drasticamente daqui até a eleição de 4 de outubro. Desde abril, a bolsa de valores brasileira perdeu US$ 6,1 bilhões, ou 16% de seu valor, e o real desvalorizou cerca de 4,2% em relação ao dólar.

“A aproximação do período eleitoral aumentou a cautela dos investidores estrangeiros em relação aos mercados brasileiros, que vêm realizando retiradas consideráveis do país”, informou o Valor International.

O Brasil possui reservas internacionais significativas (cerca de US$ 369 bilhões), mas sua dívida externa total chega a impressionantes US$ 856 bilhões, segundo o Banco Central do Brasil, e uma fuga de capitais orquestrada pode eliminar centenas de bilhões em reservas em questão de horas.

Conforme argumentou a EIR em seu memorando de política de 22 de junho, “O Papel Especial do Brasil na Transição para uma Nova Arquitetura Internacional de Segurança e Desenvolvimento”, que está circulando amplamente nos círculos de formulação de políticas no Brasil:

“O papel atual dos principais bancos comerciais privados, controlados do exterior, terá de ser drasticamente reduzido. Os controles cambiais permitirão que as taxas de juros internas sejam definidas pelo governo federal, e não pelo ‘mercado’, ou seja, pelos predadores financeiros internacionais com suas ameaças de fuga de capitais e guerra financeira…

“[Precisa-se] uma relação de taxa de câmbio fixa entre as moedas nacionais participantes e a nova moeda comum. As taxas de câmbio flutuantes têm sido uma ferramenta de especulação financeira desde agosto de 1971 e são um anátema para a cooperação comercial e de investimentos de longo prazo entre nações soberanas.”

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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