Pequena melhora oculta tragédia do mercado de trabalho, por Luis Nassif

Os últimos dados sobre o mercado de trabalho apontam para um atraso imenso em relação a 2015

Agência Brasil

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (PNAD) mostra um avanço modesto em relação ao trimestre passado e um atraso imenso em relação a 2015, antes do início da tragédia neoliberal iniciada por  Michel Temer.

Veja, primeiro a comparação em relação ao trimestre passado:

  1. Houve um crescimento de 1.125 mil na Força de Trabalho.
  2. Houve uma queda de 1.869 mil na FT desocupada e de 735 mil nos excluídos da força de trabalho.
  3. Somados, desocupados e fora da força de trabalho houve diminuição de 2.604 mil.

Quando se ampara com abril-junho de 2015, o quadro muda:

  1. A População Economicamente Ativa (em idade de trabalhar) cresceu 12.375 mil.
  2. No entanto, a Força de Trabalho cresceu apenas 7.603 mil, mostrando num enorme déficit de oferta de trabalho.
  3. Pior, a FT ocupada cresceu apenas 6.020 mil.
  4. Com esses números, a FT desocupada aumentou 1.582 mil e a fora da FT cresceu 4.722 mil. No total 6.354 mil pessoas a mais entre desocupados e fora de trabalho.

Outro dado terrível é a redução do trabalho formal. Hoje em dia, 63% dos trabalhadores não contribuem para a Previdência.

Tomando-se por base 2016, a população economicamente ativa cresceu 7% enquanto a força de trabalho ocupada casou 4%.

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3 Comentários

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Renato Pereira

- 2022-08-01 12:41:27

Aqui no Espirito Santo o socialista Casagrande vai eleger de carona para vice governador Ricardo Ferraço, um dos autores desta tragedia. Ei Lula presta atenção. Você vai apoiar?

José Carvalho

- 2022-07-30 20:49:36

A deterioração do mercado de trabalho está intrinsecamente ligada ao baixo crescimento apresentado pelo País na média desses mais de sete anos consecutivos. As medidas tomadas para diminuir os direitos trabalhistas com o argumento de aumentar a oferta de trabalho, além de não cumprir com a intenção, fez cair a qualidade dessa oferta. O número dado acima de que mais de sessenta porcento da massa de trabalhadores não contribui com a previdência é assolador. Recuperar a qualidade dos empregos passa pela decisão de evoluir as ambições do País. Ser um mero fornecedor de commodities não está à altura do que pode o Brasil. Quando se analisa somente a recuperação do número de empregos e queda no número de desempregados, reflete-se muito pouco sobre essa qualidade do que se está oferecendo. Negócios melhores trazem condições melhores. Isso implica também os salários. Tanto no setor público, quanto no setor privado sem o aumento das atividades econômicas, haverá dificuldades nessa capacitação. De forma que resta procurar crescer, não há outro bom remédio.

ed.

- 2022-07-30 17:47:52

A CAMPANHA ELEITORAL MAIS CARA (E CORRUPTA) DA HISTÓRIA DO MUNDO! Nos últimos ~12 meses, em "pré-campanha", o (des)presidente adolinquente promoveu 340 BILHÕES de gastos públicos (somem) para turbinar sua campanha com benesses eleitorais temporárias para as eleições, Depois, o futuro a Deus acima de todos pertence!

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