Xadrez do futuro acerto de contas do Judiciário, por Luis Nassif

A crise do presidencialismo de coalizão nasceu de uma semeadura persistente, de escândalos históricos do mundo político, reiterados, repetidos, que jamais foram enfrentados pelas instituições e pelos partidos hegemônicos, nem pelo PSDB, nem pelo PT. A Lava Jato explodiu em cima de um campo minado. Foi apenas uma questão de tempo para tudo vir abaixo.

A próxima crise institucional já tem um personagem à vista: o Poder Judiciário. Nos últimos anos, a arrogância, o corporativismo, o protagonismo político, a falta de sensibilidade das principais lideranças gerou bolhas de desconfiança, que explodirão assim que Executivo e Legislativo se livrarem da organização criminosa que os controla atualmente e recuperarem um mínimo de legitimidade.

Recentemente, um artigo demolidor do jurista Conrado Hubner, contra o STF, conseguiu a unanimidade, tanto entre defensores quanto críticos da Lava Jato, comprovando o grau de desmoralização da mais alta Corte.

Peça 1 – o Supremo Tribunal Federal

Há tempos o STF perdeu completamente o sentido de colegiado. São onze Ministros, cada um por si, vários deles valendo-se de todas as espertezas processuais para impor a sua opinião, com o uso de recursos execráveis, como o pedido de vista a perder de vista, ou críticas diretas aos colegas com os quais não concordam.

Ontem, a patética Ministra Carmen Lúcia, em sua performance mensal ao Jornal Nacional, bradou:

“É inaceitável agredir a Justiça. Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial. Pode-se procurar reformar a decisão judicial pelos meios legais e nos juízos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal”.

A quem ela se referia, senão aos seus colegas de Supremo, que investem contra os próprios colegas quando perdem uma votação.

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Um dos pontos maiores de abuso é justamente o poder arbitrário dos Ministros, de paralisar uma votação com um simples pedido de vista ou engavetando o caso.

Dentre todos os escândalos de pedidos de vista e de esconder processos, nenhum foi mais maléfico para o país que o da Ministra Carmen Lúcia ao esconder, desde 21 de abril de 2013, a ADIN 4234 (http://migre.me/vkVNY), que trata a questão da patente pipeline.

Pipeline é uma brecha que Fernando Henrique Cardoso deixou na Lei de Patentes, permitindo aos laboratórios farmacêuticos repatentear medicamentos cuja patente já havia vencido.

A ADIN foi proposta pela Federação Nacional dos Farmacêuticos, em cima das decisões da Rodada Uruguai da OMC (Organização Mundial do Comércio), que permitiam corrigir esse monstrengo legal. E sua aprovação baratearia substancialmente as compras de remédios pelo SUS, beneficiando toda a população.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal entrou como amicus curiae. Nada demoveu Carmen Lúcia, que continua segurando até hoje a ADIN, beneficiando exclusivamente grandes laboratórios multinacionais, em detrimento da população e do orçamento público. E jamais veio a público explicar sua decisão. Só há uma explicação para essa atitude dela, e nem ouso pensar qual seja.

Peça 2 – os clãs do Judiciário

Os problemas do Judiciário se esparramam pelos demais tribunais.

Apesar do sistema de concursos e de promoções, o Judiciário é o poder que mais está contaminado pelos “clãs familiares”. O casal Marcelo Bretas apenas expôs uma ponta do problema, ao exigir dois auxílios-moradia, morando juntos. Casal de juízes ou juiz-promotora e vice-versa são comuns nos Judiciários estaduais e nas varas de trabalho.

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Nem se diga do Ministro Luiz Fux e da maneira como transformou sua filha em desembargadora. Ou dos Zveiter no Rio de Janeiro.

Há um nebuloso sistema de filtros de acesso ao Judiciário, onde quem está dentro puxa quem está fora com relativa facilidade, passando por concursos que são controlados pelo próprio Judiciário.

O acesso é muito mais fácil quando o candidato já tem alguém dentro do sistema. Os quase 400 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo têm cada qual o seu gabinete com até 20 “auxiliares” e “estagiários”, indicados pelo próprio desembargador, muitos deles com jogos de indicação cruzada – um indicando o parente do outro.

Dentro dos gabinetes, facilmente enturmam e conseguem aplainar o caminho para os concursos. O mesmo acontece com outras profissões que, no entanto, não tem poder de Estado.

Mais visível tem sido o trabalho de escritórios de advocacia tendo como titulares parentes atuando nos próprios tribunais em que trabalham os magistrados.

Peça 3 – o sindicalismo no Judiciário

Outro processo de degeneração de poder dentro do Judiciário é a sindicalização de juízes, algo que provavelmente só existe no Brasil.

Juiz já tem poderes excepcionais. Não tem lógica ter sindicatos, um mecanismo de proteção que só se aplica para quem não tem poder individual, como um operário.

Há muitas e muitas Associações de Juízes, cuja única plataforma é pleitear e proteger benefícios e privilégios.

Essas associações são uma ameaça à cidadania. E deveriam ser sumariamente proibidas por lei da mesma forma que não é permitida a sindicalização oficial ou disfarçada para integrantes da ativa das forças armadas. Seria aumentar o poder de quem já tem poder.

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Peça 4 – um poder cego

 

Assim como o sistema político, a corporação do Judiciário não é dotada de inteligência estratégica. Não há think tanks capazes de pensar o poder institucionalmente, os fatores de risco futuros, entender as oportunidades e ameaças, exercer um poder moderador de apetites e de arrogância. E qualquer alerta sobre os riscos futuros é tratada como agressão à classe, que não demonstra nenhuma abertura a novas ideias ou mesmo a discutir seu futuro.

Em suma, o Judiciário é a peça mais intrincada desse grande jogo de xadrez que o país precisa vencer, rumo à modernidade.

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79 comentários

  1. Opacidade

    É o poder mais opaco, sem dúvida: a sociedade civil, que é quem deveria controlá-lo, não tem nem um acesso a ele – e se as críticas ao poder judiciário nas redes sociais inicam alguma coisa, então a população está muito cansada deste pessoal…

  2. Na verdade faltou inteligência estratégica ao PT que teve a opor

    Na verdade faltou inteligência estratégica ao PT que teve a oportunidade de nomear 8 dos 11 ministros da atual composição do STF. Além disso, os presidentes petistas abriram mão da prerrogativa de escolher o PGR e todos os membros do Conselho Nacional do Ministério Público.

    Outro fato curioso diz respeito à nomeação dos desembargadores dos Tribunais Regionais Federais, todos eles são nomeados pelo Presidente da República.

    Isso tudo significa dizer que todos os algozes do PT, da Dilma e do Lula foram escolhidos pelos presidentes petistas.

    Como diria o velho ditado espanhol: “cría cuervos y te sacarán los ojos”.

    • Dedo podre para escolha do STF

      O PT tem dedo podre para escolher ministro do supremo. Carmen Lucia, Fachin, Barroso, Rosa Weber, Fux, Dias Toffoli todos insignificantes do ponto de vista republicano. Ainda escolheu Joaquim Barbosa que fez todo tipo de arbitrariedade no mensalão, fonte de inspiração da lava jato. Quem indicou esses quadros merece surra de cipó cabloco. 

    • É fato que o PT, PT, PT

      É fato que o PT, PT, PT “tirou o pé” na nomeação dos ministros dos tribunais superiores (como um todo, não só do STF). Mas, a questão que eu proponho é a seguinte: e se entrasse de sola, conseguiria o quê? A resposta deve connsiderar que as tais nomeações “surgem” dos intestinos das corporações jurídicas, e precisam ser aprovadas pelo Congresso.

      Toffoli é exceção que confirma a regra (e olha o que custa até hoje).

      E como custou o Fachin, já no governo moribundo de Dilma!

      No final das contas, todos os nomeados precisam dar provas e mais provas de “desamor” ao PT, PT, PT para serem deixados em paz. Joaquim Barbosa é o maior exemplo.

      Enfim, é a cultura jurídica do país que é de república bananeira. Culpar o PT, PT, PT por mais isso é chutar cachorro morto. Aliás, chutar bode expiatório morto.

      O que eles não podem é chorar, dizer “eu não sabia”, “não estou acreditando nisso”. Aí, não!

  3. O judiciário ocupou o vácuo

    O judiciário ocupou o vácuo criado pelos militares que covardemente abandonaram a política.

    Nos Eua quase metade dos presidentes tem origem militar.

    O Judiciário vendo o Brasil quebrar decidiu se tornar protagonista.

    Muito em breve os militares substituirão os juízes a continuar assim.

    Nem a terra, nem o mar e nem o mar querem ver um candidato condenado disputando eleições.

    Judiciário que se vire nos 30.

     

    • Militares na política como a

      Militares na política como a melhor garantia democrática. A que ponto nossos cérebros chegaram.

  4. Apesar do exibicionismo do

    Apesar do exibicionismo do judiciário e do MPF, mesmo com Jucá dizendo que a saída era tirar Dilma, que eles estavam cobertos  com STF e tudo, falta o centro desse poder do golpe. É a Globo mesmo? Será? E mesmo sendo a Globo, qual o papel de Eduardo Cunha (estrategista?). E o de Serra? O de Aécio? O da PGR? Quantas fases tem esse golpe? Depende do quê e sob o pretexto do quê? Não tem mais o recurso de parecer legal, foi desmascarado pela ambição desmedida do judiciário que o apoiou. Não tem mais normalidade institucional em nenhum lugar. Basta ver o que aconteceu na Bahia no recadastramento eleitoral. O golpe não tem foco, não tem direção a não ser o fechamento  do regime, não tem estrategista pelo grau de anarquia que rege seus personagens públicos. É risível ver um usurpador dizer que sua baixa popularidade se deve ao fato de que ninguém vai com a cara dele. Cafajestice pura. Pesquisas viraram ,como disse uma comentarista política (Duplo expresso), uma tabela de campeonato. O fato é que esse golpe não tem nenhuma face humana, nenhum vestígio de inteligência. Ele é a cara da conspiração contínua contra o Brasil e seu povo. Com personagens que aparecem e desaparecem o tempo inteiro, para confundir, para continuar a blefar até que os verdadeiros donos do golpe – que não são da terrinha, decidam o que vão fazer conosco. Como vamos negociar nosso sequestro? E com quem? Isso aqui tá pior do que a Colômbia.

  5. Concordo com Nassif, o poder

    Concordo com Nassif, o poder judiciário está sem travas e sem controle. Li esse artigo que Nassif citou é devastador para o STF.  O primeiro passo são os politicos terem altivez para aprovação da lei de abuso de autoridade. O poder judiciário se afirma pela segurança jurídica e previsibilidade; aspectos que foram enterrados com aquilo que Lula chamou de ditadura da toga. O poder judiciário está completamente anárquico com seu ativismo judicial. Apenas, como exemplo, o TRF 4 aumenta a pena de Lula para doze anos em função de uma propriedade a ele atribuída, mas libera o passaporte depois de ser provocado por três autores e um juiz que não tem nenhuma relação com esse processo decide reter o passaporte do Lula por ter convicção que ele pode fugir. Fico a imaginar a cabeça de um jurista internacional sobre esse quadro. E quando olhamos para o Supremo a vergonha só faz aumentar, ainda mais tendo uma Carmen Lúcia na presidência. Esqueçam qualquer contribuição de Carmen Lúcia para nossa república. Carmen Lúcia não é nada mais do que um Thompson Flores de saia, aquele que disse que a sentença do Moro era “irretocável” e “tecnicamente irrepreensível’ com a ressalva de que não leu. Como dizia Raul e “quando acabar o maluco sou eu”.

  6. Magistrados ou mercenários

    Magistrados ou mercenários atuando contra o interesse nacional

    ????

    Nem no Iraque os EUA nadaram tanto de braçada, lá parte do petróleo ficou com as províncias, aqui nem isso nos restará: e com Supremo e tudo dentro….

    Florestan Fernandes Júnior ligando os pontos: Como os EUA atuaram para abocanhar o pré-sal através da espionagem que levou a Lava Jato que, por sua vez, levou ao golpe de estado

     

    https://jornalggn.com.br/blog/josias-pires/ligando-os-pontos-por-florestan-fernandes-jr

  7. Sonho

    E puro sonho mas, se por um milagre os eleitores formassem em outubro um Congresso em que a maioria de 2/3 os representasse de fato, a situacao poderia melhorar. De saida, uma PEC extinguindo definitivamente todo e qualquer privilegio de castas no servico publico. E onde ha mais privilegios do que no Judiciario e seu “irmao” em preconceito e privilegios, o Ministerio Publico? Em segundo lugar, estabelecento controle externo DE FATO do Judiciario e do MP, a exemplo do que existe em relacao ao Executivo e ao Legislativo. TODOS tenderiam a ser IGUAIS perante a lei aos demais cidadaos. Ja seria um bom comeco. P.S.: Lamento, mas o computador onde estou a escrever nao me permite acentuacao. 

     

  8. Perfeito Nassif. Você foi

    Perfeito Nassif. 

    Você foi direto ao ponto.

    Uri Avnery é um crítico mordaz da militarização da vida cotidiana em Israel. Ele disse certa feita que vários países tem exércitos, mas em IsraeI o exército tem o país.

    O mesmo pode ser dito do Brasil. Vários Estados modernos tem juízes, mas os juízes brasileiros querem ter o Estado só para eles.

    Em algum momento os cidadãos terão que descer o sarrafo no Judiciário sem dó.

    • Eu estou vendo que o

      Eu estou vendo que o judiciário brasileiro acredita ser a “realeza” brasileira como se o país ainda fosse um império com rei e nobreza. E para resolver uma situação assim vocês precisam fazer como fizeram os franceses na queda da Bastilha, vocês precisam eliminar essa “nobreza” parasitária.

      • “… vocês precisam…”?

        “… vocês precisam…”? Ainda não vi nenhum Somebody cortar a cabeça de um juiz brasileiro ou gringo. 

        Comece a festa sangrenta, depois pensaremos se devemos ou não aderir ao seu movimento.

         

        • Clap, clap, clap. Coisa mais

          Clap, clap, clap. Coisa mais irritante é gringo se comportanto aqui  como maioral, cagando regra de comportamento…

  9. Caro Nassif
    A palava crise,

    Caro Nassif

    A palava crise, nesse contexto, me dá um certo arrepio. 

    Não vejo crise, vejo um projeto criminoso  de exclusão e doação do Brasil em andamento,e de acordo com a situação da pessoa, elas são afetadas de formas diferentes, mas sempre transferindo dinheiro para os mais ricos.

    Quanto ao judiciário, vejo que no período colonial, ele  era violento, se não, como manter os indio escravos, os negros escravos?

    Mesmo assim havia as revoltas, o descontentamento, prisões, mortes.

    Essa é a herança herdada do período colonial, um judiciário violento, bem ao gosto e necessidade da casa grande de ontem, de hoje e de amanhã.  

    Gostei da sua análise, mas faltou as infomações do barbudo Marx.

    A velha e cada vez mais visivel, lutas de classes. A crise é a adequação do povo a novas regras da casa grande e entreguistas.

    Não vejo crises.

    Hoje o judiciário, está cada vez mais exposto. 

    Eles mudarão as táticas, mas não irão recuar, em última circunstância, tem o exército.

    Saudações

  10. O “judiciario” brasileiro:

    Biografias escritas em papel higienico.

    Infelizmente, eh parte estrutural, nao fenomeno isolado.

  11. Qual o problema de juízes que fazem política?

    Não tem só um, tem vários problemas:

    1 – O poder executivo é fiscalizado pelo legislativo e pelo judiciário. O poder legislativo é fiscalizado pelo judiciário. E quem fiscaliza o judiciário? É o próprio judiciário! Who Watches the Watchmen?

    2 – Juízes não são eleitos. Não fazem campanha. Eles passam em um concurso. Ninguém sabe o que eles pensam, qual a sua persanalidade. Nós sabemos exatamente o que Bolsonaro pensa. Conhecemos a sua personalidade. E haverá o crivo da população para dizer se ele deve ou não governar. E os milhares de juízes no Brasil?

    3 – Por não serem eleitos, não tem mandato. Político ruim (teoricamente) não é reeleito. Juiz ruim fica até se aposentar. E se cometer crimes, acontece exatamente isso: se aposenta (com salário integral).

    4 – Nenhum político tem o poder de, individualmente, privar qualquer cidadão do seu bem mais precioso: a liberdade. Qualquer juiz de primeira instância, só porque passou em um concurso, tem esse poder. Agora, temos “políticos” com o poder de prender pessoas e mantê-las presas eternamente, como as “prisões preventivas” da Lava Jato.

    • Todos os juizes passam em concursos? Será?

      A julgar pelo texto do Nassif sobre esse particular, parentes das excelências,  abrigados nos respectivos gabinetes, têm,  digamos, mais “facilidades” para encarar o difícil processo seletivo, todo conduzido pelo judiciário, incluída a famigerada prova oral, onde podem ocorrer “ajustes” em casos de desempenhos ruins em etapas anteriores.

      E o Lula vai ser preso por conta de um triplex que não possui e por lavagem de dinheiro que não recebeu.

      Quanto ao futuro acerto de contas do judiciário,  bota futuro nisso…

    • “quinto constitucional” e “terço constitucional”

       Um décimo dos desembargadores não precisam ser concursados porque eram advogados antes de sua escolha pelo Poder Executivo (Governador ou Presidente).

      “Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.”

      No STJ, a “cota” de advogados é de um sexto.

      “Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.

      Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo:

      (…)

      II – um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94.”

       http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm

  12. A “Suprema” reserva de mercado

    Existem atividades ou profissões “do bem”, como os professores, engenheiros e outras, que são valorizadas pela excelência do seu serviço, pelo aluno que aprende; pela casa bonita, pela estrutura barata e bem feita, pela usina que opera com eficiência e etc.; já há outras profissões “do mal”, que dependem da desgraça do outro, como uma oficina mecânica (que torce para que o seu carro tenha um problema), como a medicina comercial (que permite que pessoas ricas morram de todas as doenças que o seu dinheiro consiga diagnosticar) e como a advocacia, que ganha em função da desavença, da irregularidade, do mal feito, do tamanho da briga e do bolso dos litigantes.

    Pobre o país onde existem professores muito mal pagos e engenheiros desempregados e, em compensação, advogados estão ficando ricos, apenas por intermediar conflitos.

    A Justiça em todo o mundo global ocidental age como regulador da reserva de mercado para profissionais que lidam com conflitos, delitos, acidentes e qualquer outra coisa ou desgraça que permita extrair dinheiro de pessoas ricas que trabalham e produzem e também as que sonegam ou roubam. Pessoas pobres, que não conseguem pagar advogado, vão para a cadeia sem perda de tempo.

    Brasil possui mais faculdades de direito que todo o conjunto do resto do mundo. Já são 1.050.000 advogados no Brasil e mais de 3 milhões de bacharéis (caso típico de “concurseiros”), que totalizam mais gente que os exércitos da China, Coreia do Norte, Rússia e Francia somados. A vida do brasileiro é impensável de ocorrer sem conflitos ou apenas falando a verdade quando perguntado por um Juiz. Qualquer desavença gera discórdia, e isso gera uma nova Lei e isso aumenta o tamanho do mercado.

    O STF é um Vaticano Brasileiro, onde se sustentam dezenas de congregações e catedrais, e centenas de paróquias, que geram e protegem o mercado para colegas sem toga, que agem dentro deste espaço como se fosse uma reserva ambiental para grandes predadores. Rebanhos de Búfalos e Zebras caminham pelo território enquanto os predadores se alimentam à vontade, e às vezes lutam pela carniça entre eles mesmos.

    O Juiz Moro que – em tese – julgou o assunto do Banestado, acabou abrindo as portas da remessa ilegal de dinheiro. Hoje os predadores nem sequer comem a sua vitima dentro da reserva, mas agora deixam apenas a carcaça para predadores classe B e levam as carnes nobres para Miami.

    São milhões de reais (ou dólares) que caem no bolso de advogados cada vez que um juiz qualquer bate um martelo em qualquer ponto do Brasil, assim como acaba de ocorrer com o assunto das negociações com os bancos. O sujeito que entra a um tribunal a procurar Justiça é “depenado” por este trio de advogados: dos de gravata e um togado.

    Assim como médico quer trabalhar na cirurgia plástica, onde ganha mais fazendo menos, o advogado ganancioso parte agora para a “compilance”, um novo nicho de mercado, que seduz até promotores ganhando acima do teto.

    Curitiba é um bom exemplo do grau que chegou esta confraria de gananciosos. O que houve foi apenas uma transferência patrimonial de dinheiro sujo entre sonegadores e os seus advogados, ou seja, praticamente uma lavagem “legal” de dinheiro. O povo brasileiro – em tese lesado pelos corruptos – recebe apenas 1/3 do valor sonegado.

    • Motivos da proliferação de faculdades de direito

      não faltam, um deles é que uma faculdade de Direito é relativamente fácil de montar, pois basta um colégio qualquer vago e alguns professores de Direito, que podem ser os delegados, juízes, promotores, etc.da região. Estes existem em qualquer cidadezinha em um nível acima de distritos ou de aldeias.

      Claro, esses professores terão prazer em dar essas aulas, por que ganham uns trocados a mais e legalmente.

      Além disso, uma faculdade assim não precisa de laboratórios, especialmente se há algum tribunal, alguma delegacia, e alguma cadeia por perto.

      Nessa faculdade se aprendem as bases teóricas e nesses “laboratórios” se aprende um pouco de prática. E se o aluno tiver amigo togado em sua lista, então vai acabar conhecendo algumas artimanhas para se destacar.

      Essa proliferação desmesurada de faculdades de Direito obrigou a OAB a aplicar a tal prova de ingresso, tendo em vista a má qualidade de muitas destas faculdades.

      Outras faculdades requerem laboratórios, hã, verdadeiros, como na Engenharia. Na Medicina um laboratório interessante seria um hospital nas redondezas. E nas faculdades de Economia, o laboratório poderia também ser conhecido como biblioteca.
       

  13. O congresso não deixará de

    O congresso não deixará de ser dominado por este mesmo tipo de gente que o controla hoje e, por incrível que pareça, deve piorar. A mídia continuará manipulando tanto o eleitor quanto a justiça. Também temos “hidden forces”, multinacionais e banca atuando em parceria com agentes internos. Acho que não viverei o bastante para testemunhar este acerto de contas e também não acho que sem recurso à força ele possa acontecer.

  14. Pedido de vista nem deveria

    Pedido de vista nem deveria existri, mas é um estratagema utilizado por todos os poderes, 

     

    como justificar um pedido de vista de processo que está há anos sendo discutido???? Não há outra senão atrasar por interesse de uma das partes. 

    Quanto á turma do sobrenome é simples explicare acontece em vários concursos: a prova oral – apesar de haver várias fases dificeis é na tal prova oral em que começam a olhar o rg, escolhendo idade, perfil, sobrenome, coisa de lojistas……….deveria ser eliminada a prova oral em todos os concursos.

  15.  
    Alô Dona Carmen Lúcia, o

     

    Alô Dona Carmen Lúcia, o que o TRF4 fez com Lula foi um justiçamento pessoal, fora do Direito. Esse pode ???

    • Venho postando:
      A Lava Jato

      Venho postando:

      A Lava Jato (desde o nascedouro) é instrumento, peça e mecanismo do maior assalto ocorrido no país.

      Lava Jato, um breve resumo do assalto:

      – indústria da delações

      – balcão de benefícios penais e pecuniários

      – lavagem de dinheiro sujo

      – honorários fabulosos

      – prevaricação: aos comparsas, “nada a ver”

      – corrupção da Constituição Federal, do Direito, das leis (materiais e processuais)

      – indústria das indenizações (ex. acordo da Petrobrás nos EUA de mais de 9,6 bilhões de reais)

      – desvalorização dos ativos e valores da empresas denunciadas

      – ataque à soberania nacional

      – privatizações

      – Temer e entourage

      Um mega golpe bem superior ao golpes financeiros do assim chamados chamados Encilhamentos (quando da passagem da monarquia para a república e da implementação e execução do plano real).

      Superior ao dos golpes do  Banestado (desvios de dinheiro e evasões de divisas que atingiram – segundo Requião- a cifra de 124 bilhões de dólares, ao do Sudan, ao das privatizações…

      É o que se pode deduzir da vastíssima publicação de matérias, fatos, narrativas, artigos e entrevistas produzidos por autores sérios e responsáveis das mais diversas correntes.

      ***

      Homens de Honra. Máfia Siciliana (Gamora) paradigma de organizações criminosas. Composição.

      1. Base composta por criminosos comuns (como assaltantes, pistoleiros, sequestradores, extorquidores, corruptores, etc). Os “soldati”.

      2. No andar logo acima, os homens de (aparente) honra composta por criminosos engravatados infiltrados em Instituições, Organizações  e Empresas tanto Públicas como Privadas, encarregados de darem proteção e legitimidade às organizações, ações e grupos mafiosos (como sacerdotes, pastores, religiosos, professores, comerciantes, industriais, empresários da mídia, jornalistas, Juízes/Magistrados, Procuradores/Promotores Públicos, Delegados/Agentes Policiais, Advogados, militares, Políticos, Parlamentares, Governantes e outros tantos infiltrados). Os “uomini d’onore”.

      – fanno relazione con la politica, con la economia, con la chiesa, con i giornalisti… fanno  relazione con tutti…un mondo di relazione… I’ uomini d’onore è il centro di un piccolo universo

      3. Acima, ainda, os comissários mandatários regionais e de circunscrição, que se submetem ao chefe geral normalmente escolhido por eles. “Comissione”:  cúpula do comando nas regiões.

      4. Por último, o grande Chefe. O “il capo”.

      – una decina di uomini d’onore forma una famiglia

      – diversi famiglie formano un mandamento [ circunscrição ]

      – più mandamenti eleggono un capo della cupola o comissione

      ***

      VITO LO MONACO presidente do CENTRO STUDI PIO LA TORRE, Instituto Italiano responsável pelo Projeto Educativo Antimáfia, diz:

      “A máfia é forte porque se infiltra no Estado”

      http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/italianos/noticias/2017/04/27/mafia-e-mais-forte-que-estado-para-quase-50-dos-italianos_f2d8b35b-7e13-45f7-816e-6b0451db5b44.html

      Alguns exemplos

      – Desembargador (Minas Gerais) que vende liminares a favor de traficantes 

      https://www.youtube.com/watch?v=axpy0ipOt9s

      – Ministro da Justiça afirma que a escolha para o Comando da Polícia Militar no Estado do Rio de Janeiro é fruto de um acordo entre políticos, deputados estaduais e o crime organizado…

      http://justificando.cartacapital.com.br/2017/11/06/nao-ha-novidade-na-fala-do-ministro-da-justica-sobre-relacao-entre-policia-e-crime-organizado/

      – Corrupção no Exército? Procuradoria denuncia esquema de militares

      https://www.cartacapital.com.br/politica/corrupcao-nas-forcas-armadas-procuradoria-denuncia-esquema-com-militares/

      – Advogados são condenados por envolvimento com organização criminosa – Conjur: 03/12/2017

      https://www.conjur.com.br/2017-dez-03/advogados-sao-condenados-envolvimento-faccao-criminosa

      – Infiltração do PCC no Judiciário de São Paulo é investigada

      https://tvuol.uol.com.br/video/mp-investiga-infiltracao-do-pcc-no-judiciario-paulista-0402cc993172e0a95326

      –  “Gorjeta” milionária para o MP nos acordos de delação premiada

      https://www.brasil247.com/pt/247/rs247/330492/Pimenta-denuncia-%E2%80%9Cgorjeta%E2%80%9D-milion%C3%A1ria-para-o-MP-nos-acordos-de-dela%C3%A7%C3%A3o.htm

      – Cercado de corruptos Moro pede ajuda para combater – ele diz – a corrupção

      https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/331063/Damous-como-%C3%A9-que-Moro-se-mistura-com-gente-que-ele-diz-combater.htm

      – Amigo de Moro que teria pedido 5 milhões por fora (propina) em troca de delação será convocado por CPMI

      https://jornalggn.com.br/noticia/amigo-de-moro-que-teria-pedido-propina-em-troca-de-delacao-sera-convocado-por-cpmi

      ***

      O honesto (???)  AL CAPONE:

      “Mensagens aos pais

                  Hoje em dia as pessoas já não respeitam nada. Antes, colocávamos num pedestal a virtude, a honra, a verdade e a lei… A corrupção campeia na vida americana de nossos dias. Onde não se obedece outra lei, a corrupção é a única lei. A corrupção está minando este país. A virtude, a honra e a lei se evaporaram de nossas vidas.”

      (Declarações de Al Capone ao jornalista Cornelius Vanderbilt Jr. Entrevista publicada na revista Liberty em 17 de outubro de 1931, dias antes de Al Capone ir para a prisão).

      GALEANO, Eduardo. De Pernas pro ar. A escola do mundo ao avesso. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2015, p.1

      ****

      A pérola do des. Victor Laus:

      “Quem responde por crime tem que ter participado. E para ter participado alguma coisa errada fez”

      ( Como esse sujeito pode ser juiz ??? )

      Tudo é possível.

      Constituição ? Leis ? Direito ? Presunção de inocência ? Processo ?… Tudo supérfluo. Viva eu…

      *** 

      UMBERTO ECO

      “já há quem diga que, depois da queda do Muro de Berlim e do desmantelamento da União Soviética, os americanos já não precisam dos partidos que podiam manobrar e os deixaram nas mãos dos magistrados, ou talvez, poderíamos arriscar, os magistrados estão seguindo um roteiro escrito pelos serviços secretos americanos”

      in “Número Zero” – pag. 53

       

  16. NOVA CONSTITUIÇÃO?

    Para aumentar o debate, isso tudo não é decorrente do pós-positivismo e neoconstituicionalismo que defende que a moral é maior doque o texto escrito pelo legislador? Quando se defende que o judiciário não mais está preso a interpretação do que o legislador quis dizer, por isso preso a letra da lei, mais a preso aos grandes interesses humanos (neopositivismo) o juiz pasou a ter uma liberdade acima de todos os poderes. Provocou um deciquilibrio no principio da igualdade dos poderes da Constituição. Até então os poderes eram independentes e se autocontrolavam, “harmonicos entre si”, agora há um poder maior.  

  17. Há uma coisa que não vejo em

    Há uma coisa que não vejo em nosso judiciário é a capacidade de reconhecer que errou e principalmente: mudar de atitude.

    Sempre quando falam em erros, o fazem na terceira pessoa do plural e no instante seguinte, prosseguem como se nada tivesse acontecido.

  18. Quando do golpe de 64, que

    Quando do golpe de 64, que depôs o progressista João Goulart, oa EUA estavam por trás de toda a logistica de imposição da retirada de direitos que sucedeu ao golpe

    Em 2016 por conta de nova estratégia conhecida como lawfare os EUA impõem novamente sua politica imperialista, desta vez com o apoio do judiciário, criminalizando os setores progressistas e inocentando setores mais conservadores, entreguistas e desnacionalizadores das riquezas brasileiras

    O que não se contava é o enorme desgaste, bem colocado pelo Nassif, do judiciário, se na ditadura militar usava se a força e a participação da imprensa marrom para impor suas opiniões, ao judiciário só resta usar seus sofismas jurídicos, porém a população já sabe pra quem o judiciário trabalha de verdade graças às análises dos juristas não influenciados pela lawfare

     

  19. Lula viria com reformas e é isso que eles não querem

    O artigo do jurista Conrado Hübner deveria ter enrubecido todos os ministros do STF, mas ao contrario disso, o que temos visto? Carmem Lucia atacando o PT por este tentar demonstrar a falta de equidistância juridica neste Pais. Da para levar a sério uma ministra do Supremo, com esse nivel de corporativismo ? 

    Ela e eles estão mais preocupados apenas com as aparências, com o iluminismo de butique de Luis Roberto Barroso, do que com os graves disfuncionamentos do STF e por extensão do Judicario. 

    Diz Hübner em seu artigo na Folha: “Se um ministro afirma que Ricardo Lewandowski “não passa na prova dos 9 do jardim da infância do direito constitucional”, que Luis Roberto Barroso tem moral “muito baixinha”, que Marco Aurélio Mello é “velhaco”, que Luiz Fux inventou o “AI-5 do Judiciario”, que Rodrigo Janot é “deliquente” e que Deltan Dallagnol é “cretino absoluto”, e além disso tem amigos espalhados entre o empresariado e a classe politica julgados pelo STF, como expressara insenção nesses casos?”

    O paragrafo acima coloca em relevo o caos que tomou conta do Judiciario, do MPF e da PF. Gilmar Mendes poderia continuar indefinidamente na sua adjetivação de todo o judiciario, sem esquecer à si proprio, como lembra Hübner ao final do paragrafo citado, que a caricatura não ficaria mais carregada do que sua pobre realidade. 

    Em suma, o Supremo Tribunal Federal pode muito bem ser comparado ao Retrato de Dorian Gray. 

  20. Tudo isso é pensamento

    Tudo isso é pensamento desejoso.

    Nós somos o País do acerto e do jeitinho.

    Nunca vai haver confronto, vai ter é acordos por cima.

    Quem paga a conta nao são eles…no final.

     

     

    • bolsa família

      Um dia o Bretas X 2

      outro dia o mouro de Curitiba…

      Essa história de, com o meu dinheiro,  pagar bolsa famiglia para vagabundo eu não concordo:

      …Dez anos recebendo essa “baba” ai dá para comprar, digamos, um triplex na “Pérola do Atlântico” .

    • E o problema é o tal do triplex da pqp

      A questão dos altos salarios do judiciario brasileiro e seus penduricalhos que também custam caro ao contribuinte, tem que ser debatida pela sociedade brasileira. O Pais vai ficar cada vez mais anêmico com essa gente sugando do Erario e dizendo que é Legal. Não são apenas os politicos, que eles desprezam, os responsaveis pelos problemas sociais brasileiros.

  21. Vitalício!

    Enquanto essa degenerescência gramatical não for extirpada da letra da Constituição (não acredito em emenda, somente na Constituinte), a vitaliciedade, não passaremos de uma republiqueta monárquica disfarçada. Esse adjtivo vitalício era dado aos membros do Senado Federal (CF 1824). A partir da República, passa inadvertidamente aos magistrados. Que democracia subsiste com o desequilíbrio da balança por um dos poderes não sofrer o filtro do sufrágio? Da CF de 1891 até a atual, esse adjetivo foi extendido aos membros do Ministério Público que, na CF de 1988 está escalonado no Capítulo IV, como função essencial à justiça, assim como a advogacia. Pergunta-se: qual a lógica de se extender a vitaliciedade aos membros do MP senão um projeto de poder político?

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao24.htm (art. 40)

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm (art. 6º, II, i)

  22. “A Procuradoria Federal dos

    “A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal entrou como amicus curiae. Nada demoveu Carmen Lúcia, que continua segurando até hoje a ADIN, beneficiando exclusivamente grandes laboratórios multinacionais, em detrimento da população e do orçamento público. E jamais veio a público explicar sua decisão. Só há uma explicação para essa atitude dela, e nem ouso pensar qual seja.”

    Pois eu ouso e tenho a convicção do MPF que se trata de $$$$$$$$$$$$$$$$$$$.

    E digo isto porque qualquer um sabe que um advogado bem sucedido ganha muito mais dinheiro que um Ministro do STF. Se estes indivíduos eram advogados bem sucedidos qual seria o motivo para abrirem mão dos ganhos? Certamente, coo os últimos acontecimentos provaram, não é por amor ao país e a democracia. Então……

    A mortícia é uma ladra, como vários outros qe lá estão.

  23. Não pertenço ao Judiciário,

    Não pertenço ao Judiciário, não tenho inteligência comum, quanto mais a estratégica, nem sei traduzir “think tanks”. Apenas ouso observar : 1) Policiais militares, num passado não muito distante, época de “guardas-civis” ou “força pública”, eram respeitados pela população em geral, particularmente os da base da pirâmide social. Inimaginável uma agressão contra eles, os guardiões da sociedade. Empoderados por uma ditadura militar muitos passaram a agir acima de qualquer lei, levando descrédito à corporação. Hoje ocultam a função e nem vestem a farda ao sair de casa e a desvestem antes de chegar para não serem identificados. 2) Perguntem a qualquer médico por que ele não mais veste branco e ele dirá que é por medida higiênica. Eu acredito, mas como disse no início não possuo inteligência. Há uma outra classe, mais refinada, mais elitizada, mais aristocrática, só empoderada após um concurso, a qual muitos desejam ingressar. Até pouco tempo atrás executava suas funções de interpretação, aplicação e guardiã das leis com maestria sendo admirada  por aqueles com ou desprovidos de inteligência. Essa classe desacreditou-se. O motivo é que muitos estão achando que eles estão agredindo a Justiça, sendo favoráveis a decisões judiciais contrárias aos muitos e contrários às favoráveis. Até reformam decisões judiciais piorando o que já era pior lá no piso. Não concordo, observo,  teve até escracho em avião. Outros estão encerrando atividade em Face e Twitter.

  24. Fiquei pasmo com os discursos

    Fiquei pasmo com os discursos de abertura do STF ontem. É dificil definir quem pronunciou o discurso mais farisaíco, mas uma coisa é clara: transborda a mediocridade na tal “casa”. Medicridade que pode ter várias causas: preconceito, cinismo, hipocrisia ou pura ignorância. Parecia outro país, uma Finlândia, talvez….

    Trocando em míudos: qualquer Casa da Luz Vermelha é mais respeitável que o STF. Aqui sim é onde se pratica a mais pura e refinada sacanagem.

     

  25. “Há um nebuloso sistema de

    “Há um nebuloso sistema de filtros de acesso ao Judiciário, onde quem está dentro puxa quem está fora com relativa facilidade, passando por concursos que são controlados pelo próprio Judiciário.”

    A respeito relato o caso de um amigo de minha filha: ele passou em todas as fases do concurso para juiz. Na última fase informaram-lhe que ia ser reprovado porque seu pai tinha tido um processo de estelionato e ela estava saindo com uma moça  embora tivesse namorada.

    Só não cito o nome dele porque como disse o PC Siqueira a respeito do Temer: não sei do que essa gente é capaz.

    • No Tribunal de Justiça do Rio

      No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro teve o ruidoso caso do então Presidente, Sergio Cavalieri, que vazou a prova para uma amante mais de trinta anos mais nova que ele.

      Pior ainda: o comentário geral à época era que essa prática não era nenhuma surpresa.

      Sempre se soube que a cada concurso mais da metade dos aprovados (bastava checar os sobrenomes) eram parentes de juízes, desembrgadores, procuradores, promotores e advogados famosos. 

      Mas existiam nomes que não eram de parentes, né?

      • Pior do que eu pensava

        Puxa, a coisa está pior do que pensava.

        Chegamos ao fim do poço?

        Eu sei como resolver esse mega- problema, mas tenho medo de escrever…Nunca se sabe do que essa gente é capaz.

  26. Apenas mais uma crise

    Caro Nassif, permita-me discordar. Sempre existiu corrupção no Brasil e ela sempre foi usada politicamente em todos os golpes, sem excessão. O sistema político é sim corrupto mas, mas é o sistema econômico quem compra, e esta é uma das razões do sistema econômico ser tão ineficiente. A Vale é um monopólio e foi privatizada, a eletrobrás é outro monopólio que segue na mesma direção das capitanias hereditárias. Um monopólio financeiro foi erguido com a privatização dos bancos estaduais.

    O judiciário é uma instituição moderadora que se julga no direito de fazer política, como fiscal é tão ineficiente como  são os mais de 20 órgãos de federais encarregados de acompanhamento e fiscalização do dinheiro público. O nosso Estado de Excessão para o combate a corrupção sempre foi uma forma de garantir a volta desta corrupção depois que os inimigos políticos forem eliminados. A Excessão é a garantia que nada muda depois da volta a ‘normalidade’ já que não deixa uma regualação consistente e definitiva. Em todos os golpes foi assim, sistemas econômicos de baixa eficiência e baixa produtividade só subsistem desta maneira.

  27. Para quem serve os tribunais?

    ‘Exatamente para quem serve os tribunais e as Leis?

    A pergunta do título não é apenas provocativa mas retórica,sabemos para quem serve e para quais finalidades,sobretudo agora,  no processo que envolve a candidatura do ex-presidente Lula.

    Em  maio de1973, ainda em plena ditadura de Médici,realizava-se na PUC do Rio de Janeiro um ciclo de conferências com o filósofo francês Michel  Foucault(1922-1984) com auditório lotado de estudantes,professores ,artistas e intelectuais com debates acalorados.

    O tema era “A Verdade e as Formas Jurídicas”.Foucault que recentemente havia abandonado o PCF(Partido Comunista Francês) e perfeitamente ciente do ambiente político da época no Brasil,evita determinadas críticas.Afinal estávamos numa ditadura explícita.Hoje estamos em outro formato jurídico-político de ditadura ou de judicialização da vida e da liberdade.Mas por ora,deixemos tal questão.

    “As leis são boas,mas infelizmente,são burladas pelas classes mais baixas.As classes mais altas,certamente,não as levam muito em consideração.Mas esse fato não teria importância se as classes mais altas não servissem de exemplo para as mais baixas.”

    E Foucault comenta:” Impossível ser mais claro;as leis são boas,para os pobres:infelizmente os pobres escapam às leis,o que é realmente detestável.Os ricos também escapam às leis;porém isso não tem importância alguma pois as leis NÃO FORAM FEITAS PARA ELES.

    Esse trecho que Foucault cita é datado de 1804,feito por um bispo chamado Watson  que pregava perante  uma “Sociedade para a supressão dos Vícios”.

    Ora,gradativamente a verdadeira origem da Lei vai se travestindo e sendo incorporada por uma quase sacralidade,em sua forma estatal.Os que detém o poder,de fato precisam através de uma série de dispositivos transformar a Lei em algo que se aplica à todos sem distinção de classe.

    Não é verdade.Desde seu início.Muito antes até do século 19,não é assim que a lei é posta em prática.Somente através da tomada do estado pela burguesia e de seus aparelhos  é que,inclusive a Lei se mostra em sua forma penal.

    Para que não nos alonguemos,o que está acontecendo hoje no Brasil com essa farsa jurídica e a sanha de punir um símbolo de classe que a LEI sempre buscou punir,diria antes que ela não é sequer uma farsa mas se mostra como ela havia esquecido de se mostrar.Ela visa antes de tudo e mais do que nunca PUNIR o símbolo-Lula-para em seguida criminalizar todos os que defendem e lutam pelos direitos.

    No entanto,a resistência neste campo em que a Lei,e sua forma penal estatizante,atua,é certo a derrota das forças populares por mais bem intencionadas que sejam.

    È preciso mudar o campo de batalha e DESMASCARAR,por a nu que os tribunais brasileiros,o STF e seus asseclas e comparsas não somente são uma farsa,mas desde há muito querem apenas e sempre foi assim porque é da sua natureza originária,prender,punir e matar os Homo sacer deste país.

    Não há espaço para lutar nos tribunais.O passo agora deve ser mais ousado ainda.È o futuro de gerações que estão em jogo.Eles vieram para acabar com qualquer movimento de esquerda neste país.O revide deve ser maior e já.

     

     

     

     

    Deivy Frajman

    Filósofo.Pesquisador.Psicanalista.Doutor em psicologia pela PUC-SP no Núcleio de Estudos da subjetividade.Pós-Doutorando em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ.Autor do livro Prelúdio à uma Psicanálise do Futuro(2013).

     

     

     

     

  28. E é bom lembrar que
    E é bom lembrar que historicamente o judiciário é muito mal visto pela população. Disputa cabeça a cabeça com os políticos a liderança no desprezo do público em geral.

  29. Prezado Nassif e prezados

    Prezado Nassif e prezados camaradas

    O artigo é muito bom, mas discordo de um ponto: “O judissiário (de “justissa”, que é o que temos aqui)é a peçamais intrincada.

    O judissiário (com seus “juísses, promotorez, produradorez e todos demais parasitas) é apenas a parte podre e gangrenada de nosso Estado. Como um parasita maligno, está matando a Sociedade (nós todos)

    Quando estudamos História (e peço desculpas aos Historiadores, o que vou dizer é a visão de um engenheiro), castas dominantes (como os membros de nossa “justissa”, que se comportam como aristocratas do Antigo Regime) não largam o osso; e esses imbecis, como vc diz em seu artigo, são incapazes de pensar a longo prazo – querem só mamar e enfiar seus cupinchas nas têtas.

    Juntando a arrogância, burrice, estultícia destes caras com um quadro de colapso econômico e depauperização da Sociedade; qual a conclusão que tiro: isto não vai acabar bem, porque se acham os poderosos e mandam em todo mundo; mas quando o salário do PM ou a grana do segurança particular (moro ae seus parças, tão valentes e destemidos, vão com seguranças até para peidar no banheiro) faltar; os poderosos vão se defender das pessoas enfurecidas com seus privilégios como? Espetando canetas ou jogando processos nelas?

    Todas castas foram literalmente exterminadas (Revolução Francesa, Revolução Russa, as Guerras Mundiais que devastaram Europa e Ásia); e os imbecis da “justissa” estão brincando com fogo. 

  30. “Dentre todos os escândalos

    “Dentre todos os escândalos de pedidos de vista e de esconder processos, nenhum foi mais maléfico para o país que o da Ministra Carmen Lúcia ao esconder, desde 21 de abril de 2013, a ADIN 4234 (http://migre.me/vkVNY), que trata a questão da patente pipeline.”

    E nesta semana a ministra não se deu como impedida de participar de um jantar com representantes da Shell, Coca Cola, Souza Cruz, Telefonica etc que são  empresas com grandes interesses no patrimonio público e na desregulamentação de assuntos envolvendo saúde pública no  mercado brasileiro e que precisam do Supremo para efetivá-las. Só como exemplo: o primeiro assunto a ser discutido pela Corte no ano foi a fabricação de cigarros com aditivos como cheiro e sabor que levam ao vicio do tabagismo ( cuja votação teve empate porque o moralista Barroso declarou-se impedido de votar. E que passou portanto pois a empresa poderá recorrer a instâncias inferiores onde as decisões passam despercebidas e são tomadas em sábados a tarde como se sabe ou em duas ou tres horas de análise). No jantar, de saida, Carmén Lucia deu a sua posição oficial como presidente da Corte: revisão da prisão em segunda instancia só após encarcerem o Lula, que por “coincidência” está em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais e tem um projeto nacionalista e de defesa do povo brasilerio. E pior: no discurso de abertura do ano judiciário tornou público e oficial para transmissão no Jornal Nacional o que tinha garantido no jantar com os executivos.

    Ou segundo o Fernando Brito no Tijolaço: “repito desde que me entendo por gente e o faço outra vez: ao se defrontar com um moralista, segure sua carteira”.

    • Ela saiu da reunição cuspindo

      Ela saiu da reunição cuspindo fogo e prometendo colocar Lula na cadeia, quer dizer, lavar as mãos….o que será que ela escutou enquanto promessa, nessa reunião com os donos do mundo…..rsss

    • A propósito da votação do

      A propósito da votação do cigarro aditivado, a ministra votou contra o interesse da Souza Cruz. A respeito do voto da ministra e da abstenção de Barroso e considerando o alinhamento dos juizes do TRF4 fico com a curiosidade de saber como seria o comportamento desses dois ministros campeões da moral se o STF não fosse ocupado pelos legalistas de ocasião Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. 

  31. A solução

    A minha proposta, bem simples, é a seguinte:

    Aposentadoria compulsória a todos os juizes, exceto da justiça do trabalho.

    Aposentadoria pelo teto do INSS.

    Concurso para estas vagas, com condições financeiras “dentro da realidade”.

    Prisão para todos os juizes do Supremo.

    Pra isso seria necessário um ditador…infelizmente.

    Estendo essa “solução” para o ministerio público.

     

  32. Um Congresso de
    Um Congresso de Centro/Esquerda pode mudar os rumos do país, tudo dentro da lei.

    Criar novas leis que regulem o Judiciário, MPF e PF

    Tem que colocar um freio nessa turma .

    • Com muito poder na mão, leves

      Com muito poder na mão, leves e soltos, viraram uma máfia. Socorro !!! E nós nas mãos deles. Socorro!!! A quem recorrer???

  33. A Justiça brasileira sem máscaras.
    1) Um fato real que aconteceu comigo para entender um pouco a mentalidade da Justiça brasileira.

    Na área trabalhista em Sampa temos umas 3 ou 4 advocacias empresariais de peso na área trabalhista, lembro de uma chamada Pinheiro Neto.

    Certa vez, trabalhando em escritório (década passada), Advocacia trabalhista, porém, só com ações de trabalhadores, eu liguei no TRT da 2 região para marcar a presença de Advogado do escritório em uma sustentação oral em processo de cliente a ser julgado na semana seguinte no Tribunal de segunda instância.

    Ai atende uma funcionária da turma, onde o processo seria julgado e diz: – em que posso ajudar? Eu gostaria de marcar a sustentação oral para um julgamento. – Qual é o processo? Digo o nome das partes em seguida. De bate-pronto a funcionária respondeu: mas o Doutor Fulano de Tal (de um desses escritórios de peso) já confirmou sua presença!

    2) Outro fato real que Advogado do escritório que trabalhei presenciou:

    Certo dia ele foi ao TRT2 e tentou conversar sobre um processo com o Desembargador que iria julgar o caso.

    Chegando lá não tinha como ter expediente com os magistrados porque um Advogado que dava nome a um desses escritórios empresariais tops estava se aposentando e havia no TRT2 uma confraternização para comemorar sua aposentadoria.

  34. Na peça 3
    Há muito tempo bato
    Na peça 3

    Há muito tempo bato nessa tecla. Essas associações são sindicatos que não ousam dizer seu nome.
    E travestidos de associações se tornam mais perigosos ainda porque o interesse da corporação fica encoberto por camadas de camuflagem verbal sobre a defesa dos princípios do estado democrático e da justica e muito mais lero lero para enganar os trouxas de sempre.

  35. Texto bom  ..mas..
    Se vc

    Texto bom  ..mas..

    Se vc lembrasse dos foros e penas exclusivas  ..da VITALICIDADE dos magistrados ..do custo e da dificuldade de acesso deste Poder concursado  ..da baixa produtividade e abuso de poder

    ..dos penduricalhos que não pagam sequer IR e que estouram tetos constitucionais 

    ..ou das TABELAS de honorários que protege esse clã de juristas em detrimento da população  (assim como com os médicos) 

    ..se vc lembrasse da aplicação do DOMINIO DO FATO pra apenarmos estes NABABOS por suas omissões, desidias e desações quanto afetam, por exemplo, MILHARES de cidadãos que estão esquecidos no carcere  ..olha

    ..olha ?!  ..sabe que eu não ia ter motivo pra reparar no que vc escreveu não !!

  36. Que tal mais um “xadrez”

    Boa tarde Nassif,

    A primeira frase deste post afirma:

    “A crise do presidencialismo de coalizão nasceu de uma semeadura persistente, de escândalos históricos do mundo político, reiterados, repetidos, que jamais foram enfrentados pelas instituições e pelos partidos hegemônicos, nem pelo PSDB, nem pelo PT”

    Bem, cada partido precisava de ter uma coalização para governar, e conseguir dessa forma atngir seus objetivos, sejam quais fossem.

    Conhecendo tudo que se conhece agora, eu gostaria que você fizesse um “xadrez” abordando o seguinte:

    1) Seria possível governar SEM uma coalização?

    2) Como seria possível os partidos enfrentarem os escândalos, que o que for que isso signifique? Haveria apoio suficiente para isso nas áreas decisivas, sem que o partido fosse derrubado do governo?

    Abraço.

    Orides.

     

  37. Para aqueles saudosos dos

    Para aqueles saudosos dos meus comentarios “faulkenianos”,segundo um cadastrado estrelado daqui,comunico-lhes que estou aguardando a limpeza da pocilga que é o Judiciario do Solo Consolidado Pátrio.Como sempre,o Moreno Vivo abriu a torneira,e se segure malandro,por que definitivamente ninguém aqui ousará me contestar quanto a afirmação peremptória de Mister Colby.Eu não costumo errar,por isso a contragosto,ferir suscetibilidades de amantes desse País quando adotei como verdade verdadeira a afirmação do americano.A sujeira de dejetos e escrementos que poderão virem a tona serão de tal monta,que concederá automaticamente a Don Altobello,o direito pleitar no Vaticano a condição de São Michel.Com relação a isso,o Moreno Vivo deu uma pista,em um pedido de vista dessa inacreditável Presidente do STF,Carmen Lucia.Segundo o Moreno,ele não ousa nem pensar os motivos.Duvido que Sergio Saraiva não ouse saber.

  38. O Judiciário bandido é o q
    O Judiciário bandido é o q predomina no Brasil, principalmente após a proibição do tráfico negreiro em 1850,era impossível continuar as humilhações dos negros naquela época sem a TOTAL CONIVÊNCIA DO JUDICIÁRIO BANDIDO,hj em dia tb não é diferente,querem voltar ao escravismo, não dá para aceitar mais uma categoria de funcionários públicos assim, não podemos mais ser um povo sem memória,é preciso lembrar de todo os sofrimentos daquela época e os de agora tb,a justissa quer é isso mesmo,fazer o q bem entende e depois fingir q não infringiram leis nenhuma,q são legalistas e blábláblá,eu como cidadão brasileiro não respeito a quem não se dá o respeito!
    Obs:Falo muito da escravidão pq demorei três meses p ler um livro sobre o tema(falta de costume)fiquei horrorizado e ví semelhanças ao Brasil atual e tem mais,sou branquelo e nunca pensei em ser de movimento negro nenhum mas q o Brasil precisa de um acerto de contas,haaa como precisa !!

  39. Perfeito. Vai apequenar minha
    Perfeito. Vai apequenar minha carreira inclusive, e infelizmente. Mas a democratização é necessária. Do jeito que está, reflete no comportamento do resto do país, que não sai do século XIX.

  40. Fazer o que, né?

    Há períodos em que justiça, direitos e legislação se afastam de tal modo que injustiças são cometidas a custa de direitos civis com apoio na legislação. 

    Então, há duas soluções imediatas:

    uma é olhar para baixo e repetir como o balido de um cordeirinho: Fazer o que, né?

    a outra é não reconhecer o exercício legal das injustiças e justiçamentos. DESOBEDEÇA!!!

    Ou como faziam os habitantes da colônia desafiando ordens da Coroa, na frase atribuída ao primeiro Vice-rei de Nova Espanha, Don Antonio de Mendoza y Pacheco:

    “Acato pero no cumplo”

    É a saída que vislumbro nesse mar de insanidades. Ceder a injustiças legais é pior que não cumprir ordens e decisões injustas. Não sou jurista, não sou do MP, não sou sequer advogada. SOU POVO e tenho direito a reagir às iniquidades que os “3 poderes” estão nos impondo. Acato, mas não cumpro. Reconheço a legalidade, mas não reconheço justiça nessas decisões.

    A única coisa boa desse golpe de merda é que atiçou novamente a minha inconformidade juvenil. 

    Suerte, salud y plata

     

     

     

  41. Xadrez do futuro acerto de contas do Judiciário

    – em 13 anos Lula e Dilma indicaram 13 Ministros para o STF! não é pouco! ainda restam 7 entre os 11 atuais também não é pouco!

    errou-se não apenas uma vez. mas 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 vezes! não é pouco! abusou-se do erro…

    este é um fato.  irrefutável.

    posto isto, poderão ainda mais uma vez  acusar arkx de ser monotemático, obsessivo  e diversas outras besteiras, tão improcedentes quanto inconsequentes e improdutivas.

    mas a verdade é que aqui no Blog do Nassif, arkx escreve sobre vários temas. desde cripto-moedas, insurgência no Irã e alguns outros até bem pouco comuns e ainda não suficientemente abordados: como a grande transformação em curso em mais uma metamorfose do Capitalismo.

    a verdade é que as necessárias críticas a Lula, ao Lulismo, ao PT e a Esquerda ainda são prontamente rechaçadas, como se não fosse pela análises dos erros e fracasso que se fortalece a resistência e se constrói as alternativas, evitando repetir erros e abrindo novos caminhos de conhecimento e de ação.

    já passou há muito do tempo se começar debater com maturidade, criticamente e propositivamente, ao invés de apenas defender posições, quase sempre defasadas e à beira do fanatismo.

    – outro ponto: qual a relação entre as cripto-moedas e o Judiciário brasileiro?

    as cripto-moedas são um instrumento de um novo projeto de poder sendo rapidamente implantando em escala global.

    assim como um Judiciário venal, corporativo, seletivo, classista e partidarizado. muito embora este Judiciário sempre assim tenha sido, em maior ou menor grau, agora ele não mais tenta se legitimar sob alguma hipocrisia, e sim se mostra em toda a sua completa desvinculação da soberania popular, revelando-se como um poder que emana de si próprio a serviço dos mega interesses globalizados.    

    o Brasil se tornou um grande laboratório da implantação desde novo projeto de poder, com o Golpe de 2016 o país foi arrastado ao epicentro de uma grande guerra global híbrida e assimétrica.

    tanto o Judiciário brasileiro, a partir do STF até a Lava Jato, assim como Temer e as diversas quadrilhas instaladas em absolutamente todas as instituições, são nada mais do que pequenos e convenientes marionetes deste projeto de poder. sem sequer terem a dimensão da complexidade do que está em curso.

    são apenas zumbis. aliás, quase todos estão muito mais mortos do que vivos.

    nos diversos excelente artigos e comentários postados sobre as cripto-moedas (e aqui um adendo, para considerar excelente uma opinião não é necessário obrigatoriamente com ela concordar), destaca-se uma frase sobre a qual devemos muito aprofundar nossa análise:

    “[…] a bitcoin constitui uma versão muito rudimentar do que virá a ser essa tecnologia nos próximos anos. Na verdade ela funciona na minha opinião mais como uma prova de conceito do que como um produto útil e viável.”

    Como voltaremos à Idade das Trevas em uma Geração, Nader Amadeu

    .

    • A sua lógica

      Vive sempre te traindo.

      Diz que o lulismo errou várias vezes e em especial sobre as indicações dos ministros do STF.

      Realmente errou, mas te pergunto:

      Foi o lulismo que indicou Moro, Bretas Dalagnoll e toda a corporação do MPF e Judiciário comprometida com o golpe?

      Dilma indicou o Janot sob orientação do ex ministro Eugênio Aragão.

      Agora eu te pergunto:

      Você vai colocar a culpa no Aragão?

      O fdp do Janot traiu a confiança do ex ministro e ele teve a coragem de se penitenciar.

      Ou você ainda não acredita em teoria da conspiração?

      Na verdade eu nunca soube o que você realmente quer.

      Pelos seus comentários, não existe no país pessoas nas quais possamos depositar fé.

      Não existe pessoas com ideais de sermos um país dígno. Que tipo de governo você quer? Socialismo, comunismo do tipo soviético, ou chinês, ou capitalismo norte americano, ou nenhuma das anteriores?

      Então, com quem você conta, se tudo não presta?

      Ai então, eu concordo com o Nassif que a bola da vez será o judiciário.

      A sua exposição, o seu protagonismo está trazendo a tona a bandidagens deles. É o preço que se paga quando vira sumidade.

      Do meu ponto de vista, já que é para foder de uma vez, deveria aparecer um maluco beleza tipo Erdogan que sufocou os golpistas – não vou entrar no mérito – e meteu na cadeia mais de 150 mil pessoas, 7 mil policiais, 1 mil funcionários da justiça e 2745 juízes.

      • Xadrez do futuro acerto de contas do Judiciário

        -> Dilma indicou o Janot sob orientação do ex ministro Eugênio Aragão.

        -> Que tipo de governo você quer?

        reflita: pode dar certo uma inidcação para PGR, principalmente naquela delicada, complexa e perigosa situação, avalizada por uma única pessoa?

        o que proponho é uma sociedade onde este tipo de indicação seja debatida coletivamente e a decisão seja também coletiva.

        .

  42. Dona Carmen,
    Valho-me de

    Dona Carmen,

    Valho-me de nosso prezado Luis Nassif, que a senhora certamente acompanha, para esclarece-la a respeito de algumas questões muito importantes, as quais, pelo conteúdo de seu discurso no dia de ontem, a senhora não está totalmente a par. O primeiro esclarecimento diz respeito ao espectro da violência com a qual nós, os brasileiros, convivemos há séculos, e que começou quando os primeiros europeus pisaram nessas terras. Violência que se abateu sobre os índios, depois sobre os negros, sobre os pobres, sobre as mulheres, sobre os homossexuais, sobre as pessoas portadoras de deficiência mental, sobre crianças e adolescentes, sobre as religiões de matriz africana, e assim tem sido por séculos. Então a Justiça que se constituiu nesse país foi investida da função de coibir a violência por meio de leis, de modo que nós nos tornássemos cada vez mais e mais civilizados como povo e nação.

    Todavia, Dona Carmen, o conjunto de leis que efetivamente rege todas as relações nesse país corresponde à garantia da propriedade privada, acima inclusive da vida humana, de modo que a defesa desse direito (de muito poucos) contra a ameaça representada pelos muitos (os escravos, os mestiços, os pobres em geral) sempre justificou o uso da violência nesse país. Vou dar um exemplo que deve ser caro à senhora: ao tempo em que a mulher era considerada uma “posse” do marido, muitos homens foram absolvidos nos tribunais quando acusados de matar a esposa adúltera sob a alegação de que praticaram tal crime para lavar a honra (e isso até o final do século XX, com o famoso caso do julgamento do Doca Street, a senhora talvez se lembre).

    E a Justiça sempre foi ciosa em seu dever de resguardar esse direito à propriedade. Não é por acaso, D. Carmen, que milhões de brasileiros abandonaram seu lugar de origem no vasto interior desse país, expropriados que foram pelos poucos que a Justiça defende, para buscar uma vida melhor nas cidades. Também não é por acaso que o grande sonho da maioria esmagadora dos brasileiros é deter a posse do lugar em que mora. Possuir “uma casinha pra morar” é a grande meta de muitos e muitos milhões de brasileiros, mesmo que seja na mais distante periferia sem transporte público, à beira de um córrego imundo, ou nos morros onde o caminhão de lixo não chega, e a polícia só aparece “pra prender bandido” (negros e pobres, via de regra).

    O segundo esclarecimento, D. Carmen, é sobre o desacato à Justiça, que a senhora veementemente condena. Nós brasileiros desacatamos a Justiça há séculos e assim continuaremos porque sabemos que, no recinto das cortes e tribunais, com toda a sua pompa e seus rituais, sabemos que não temos chance nenhuma. Desde os quilombos, passando pelas inúmeras revoltas ao tempo da Regência, depois Canudos, o Contestado, o Cangaço, desacatamos a Justiça sempre que podemos e, mais do que nunca, somos instados a tal atitude, à medida que a Justiça se atém à sua função de fazer cumprir a lei. Que lei, ou que leis são essas, Dona Carmen? Com certeza são aquelas que garantem a posse por parte de um notório “operador” do mercado financeiro (ao qual se credita o colapso da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) de um enorme terreno sem qualquer benfeitoria para fins de especulação imobiliária (acho que isso, a especulação, é a tal da “função social da propriedade”), para a qual um juiz determina a reintegração quando ocupado por milhares de pessoas muito pobres (estou falando do Pinheirinho, talvez a senhora tenha ouvido falar).

    D. Carmen, nós desacatamos a Justiça não por perversão, mas movidos pela necessidade de sobreviver e insistir em continuar existindo, mesmo perdendo o direito a condições dignas de trabalho, o acesso à educação de qualidade e atendimento responsável dos serviços de saúde, e, em breve, sequer o direito a se aposentar! Enquanto isso, D. Carmen, vemos magistrados escarnecendo de todos nós, toda vez que lavram uma sentença condenatória com base em “narrativas” suspeitas (não estou falando do Lula, Dona Carmen, estou falando daquele rapaz, o Rafael, que foi condenado à prisão por ter produtos de limpeza na mochila quando participava de uma manifestação de rua), quando deixam na gaveta processos importantes ou uma investigação de agentes públicos intimamente ligados aos interesses da “iniciativa privada” suspeitos de atos ilícitos, ou ainda atuando em favor de parentes para que ingressem no Poder Judiciário, sem falar naqueles casos escabrosos de venda de sentenças (perto disso, Dona Carmen, o auxílio-moradia concedido a juízes que habitam imóvel próprio é “café pequeno”).

    Por fim, Dona Carmen, eu gostaria de alertá-la para um perigo muito maior do que o desacato a que a senhora se referiu em seu pronunciamento. Eu me refiro a esse poder subterrâneo que vem tomando conta do país, poder esse que tem sua face visível na figura das “facções criminosas”. Eu sei, o Luis Nassif sabe, a senhora deve saber e todo mundo sabe que o poder crescente dessas organizações criminosas advém dos vínculos entre essas facções e agentes públicos (certamente há magistrados envolvidos) e privados (“empreendedores no negócio do entretenimento ilegal”). Esse poder paralelo já domina certas regiões das grandes e médias cidades, sem contar os presídios e as regiões fronteiriças. Nós que não temos coragem de transgredir a esse ponto ou por temermos por nossos filhos e entes amados nada podemos fazer diante dessa situação. A continuar do jeito que está, virá o dia em que um ou outro magistrado mais determinado a enfrentar tal poder irá perder a vida na explosão de um carro-bomba ou alvejado em seu veículo. Opa! Isso já vem acontecendo, Dona Carmen: aquela juíza em São Gonçalo, RJ, que foi assassinada por suspeitos de envolvimento com as milícias, está lembrada? Está lembrada que a vítima solicitou escolta policial, a qual foi negada por um desembargador?

    Desejo tudo de bom para a senhora, que em breve deverá se aposentar com seus vencimentos intocados, ao contrário da esmagadora maioria dos brasileiros. Passar bem!

    • Dona Cármen e o Golpe

      Durante o processo de cassação do mandato da Presidenta Legitimamente Eleita Dilma Rousseff, Dona Cármen fez necessário a discussão do conceito de Golpe de Estado, pois não entendia como um “processo legal” poderia ser um golpe.

      O debate foi feito, Dona Cármen aprendeu e adotou o Golpe para si, fazendo do STF também sua morada. A justiça foi há tempos deixada de lado e em seu lugar colocada a defesa dos interesses de seu grupo social. 

      Diria que o problema agora é de “junta”. Junta tudo isso, põe no lixo e comecemos de novo, dessa vez lembrando que TODO O PODER EMANA DO POVO!

  43. O jornalista deixa claro que

    O jornalista deixa claro que é um escárnio essa de a Presidenta do Supremo, Carmem Lúcia, pedir respeito para com a Justiça e seus operadores, como costuma, com palavras bonitas, frases dignas de figurar nas manchetes da mídia aliada. É difícil, porque quem não se dá a respeito são esses operadores, inclusive e de forma contundente mostra o jornalista, a própria Carmem Lúcia, muitos não passando de doutores que desdenham o cidadão e a Constituição, golpistas e sempre e de forma descarada serviçais do capital, lixam-se para os interesses do Brasil e seu povo, que deixam os autos de lado e vão para os jornais televisões e rádios, antecipar decisões, defender tudo que por coincidência possa atingir os membros da oposição, principalmente o PT, Lula e Dilma, por defenderem políticas trabalhistas, de cunho socialdemocrata. Nesse objetivo, pautados pela mídia que apoiam os interesses que os golpistas defendem, deturpam Leis e a Constituição, que até um leigo, basta saber ler, percebe. Aí a pergunta: respeitar quem não respeita ninguém, e ainda sai por aí se vangloriando, querendo posar como figuras inatacáveis. Antes, é preciso refletir, passar a atuar dentro do recato que deve ter como norma o Poder Judiciário, sem privilégios inadmissíveis (auxílio moradia sem justificativa, ganhos acima do teto, mais de dois meses de férias anuais etc.) Trabalham tanto que os prazos, auando não interessa aos interesses do capital, têm prazos medidos por décas, basta ser pobre.Não há tecnoogia capaz de agilizar as ações do Judiciário.É ingenuidade esperar que com as leis votadas no Parlamento golpista, interpretada por juízes golpistas, que presidem as eleições, com a mídia tentando conseguir um candidato que possa dar uma roupagem de legalidade ao pleito, com análises deturpadas, mentindo sobre fatos, quando não os esconde, fazendo propaganda dos inexistentes feitos, avanços do governo dos golpistas, possa a oposição chegar ao poder através de eleição, que é um direito na Democracia. Está mais do que claro que o Judiciário tem lado nessas eleições, e o Ministro Luiz Fux vem aí para matar no peito e aprimorar os feitos de Gilmar Mendes. Há que se procurar meios para pressionar os golpistas a jogar limpo dentro do que ainda resta de Democracia., porque está flagrante que a ditadura está desrespeitando o que prevê a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (brasileiro no caso). Abaixo a ditadura! Fora juízes golpistas e corruptos! 

  44. O judiciário brasileiro é o
    O judiciário brasileiro é o poder que mais falta com a República desde março de 2016 quando um fanático togado criminosamente mandou divulgar conversa de presidente da república e o STF e o CNJ nada fizeram para repreende-lo.

    Depois foi a vez do impeachment sem crime de responsabilidade e assim vamos descendo a ladeira…de mal a pior.

    O Judiciário em conluio com a mídia vendida querendo pautar a política é um tapa na cara da sociedade brasileira, chega de fascismo!

    A antecipação da condenação do candidato que pela projeção de votos das pesquisas anteriores levaria inexoravelmente a vitória no primeiro turno é mais uma afronta a jovem democracia brasileira, é prova irrefutável de que que a direita não tem candidato viável e vão querer levar no tapetão as eleições de 2018.

    Estão tocando fogo no Brasil, condenando e perseguindo politicamente o maior líder de nossa história. Isso é inadmissível! NÃO PASSARÃO seus golpistas, é chegada a hora de reagir, respeitem a sabedoria do povo e a voz que vem das ruas.

  45. O judiciário brasileiro é o
    O judiciário brasileiro é o poder que mais falta com a República desde março de 2016 quando um fanático togado criminosamente mandou divulgar conversa de presidente da república e o STF e o CNJ nada fizeram para repreende-lo.

    Depois foi a vez do impeachment sem crime de responsabilidade e assim vamos descendo a ladeira…de mal a pior.

    O Judiciário em conluio com a mídia vendida querendo pautar a política é um tapa na cara da sociedade brasileira, chega de fascismo!

    A antecipação da condenação do candidato que pela projeção de votos das pesquisas anteriores levaria inexoravelmente a vitória no primeiro turno é mais uma afronta a jovem democracia brasileira, é prova irrefutável de que que a direita não tem candidato viável e vão querer levar no tapetão as eleições de 2018.

    Estão tocando fogo no Brasil, condenando e perseguindo politicamente o maior líder de nossa história. Isso é inadmissível! NÃO PASSARÃO seus golpistas, é chegada a hora de reagir, respeitem a sabedoria do povo e a voz que vem das ruas.

  46. Funeral do judiciário e casaamento

    Ah! ADIN 4234, de interesse das indústrias farmacêuticas (parte nobre do uso do petróleo). Agora entendo uma crônica política do PHA sobre o casamento de Marina Ruy Barbosa, quando a noiva de Ronaldo da Medley pegou o buquê. Os sócios do golpe. Muito obrigada.

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