5 de junho de 2026

Lira retira PL que anistia golpistas do 8/1 da CCJ e cria comissão especial, mirando sucessão na Câmara

Ação retirou o tema das negociações envolvendo a sucessão da liderança da Casa. Hoje, inclusive, Lira declarou apoio a Hugo Motta
Foto: Agência Brasil

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retirou da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) o Projeto de Lei (PL) que prevê anistia aos golpistas investigados pelo invasão dos Poderes, em 8 de Janeiro de 2023, e criou uma comissão especial para analisar a matéria. 

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Vale lembrar que na semana passada, a presidente da CCJ, a bolsonarista Caroline De Toni (PL-SC), havia pautado a votação do projeto para a sessão desta terça-feira (29). Agora, a tramitação do texto volta à estaca zero. 

Na CCJ a matéria poderia passar com mais velocidade, já que se fosse aprovada iria direto para o plenário da Câmara, onde caberia ao próprio Lira a decisão de colocar o projeto em votação.

Ao criar a comissão especial, no entanto, a tramitação do texto deve ser mais longa, uma vez que os partidos terão que indicar os membros, instalar o colegiado, eleger presidente e relator, criar o cronograma das sessões de debate e, só então, votar.

Manobra com foco na sucessão

A manobra de Lira foi calculada e retirou o tema das negociações envolvendo a sucessão na presidência da Câmara entre as duas maiores bancadas da casa, o PT e o PL. Lira anunciou hoje (29), inclusive, apoio a candidatura de Hugo Motta (Republicanos/PB) para assumir a Casa em 2025.

Com esse meu gesto, espero dar início à concretização de conversas que foram feitas e acordos que foram firmados com diversas legendas partidárias, em torno desse mesmo projeto de convergência”, disse Lira, em pronunciamento ao lado de Motta.

Durante o discurso, Lira citou também o projeto que anistia os golpistas. “Há de ser plena a liberdade do Parlamento de formular, discutir, debater, pensar as temáticas mais relevantes e sensíveis de nossa gente. Assim também deve ser com a chamada Lei da Anistia. O tema deve ser devidamente debatido pela Casa. Mas não pode jamais, pela sua complexidade, se converter em indevido elemento de disputa política, especialmente no contexto das eleições futuras para a Mesa Diretora da Câmara”, declarou.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    30 de outubro de 2024 8:18 am

    No Caminho com Maiakóvski

    …Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na Segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada…

    Eduardo Alves da Costa

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