Em guerra com o governo Dilma desde que foi citado na Lava Jato, Renan Calheiros, entretanto, trabalha para derrubar a indicação para ministro do STF

Jornal GGN – Nesta terça-feira (19), o jurista Luiz Edson Fachin tem novo desafio no Senado. Após enfrentar uma sabatina de 11 horas na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o escolhido por Dilma Rousseff (PT) para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal terá seu nome avaliado pelo plenário, fase final para chegar a ministro da mais alta corte.
A missão do governo, que está muito otimista, é a de arregimentar ao menos 41 dos 81 votos totais para que Fachin seja aprovado. Mas a votação secreta e estratégias regimentais darão um tempero especial à trama.
Isso porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) – que entrou em rota de colisão com o Planalto desde que apareceu na lista do procurador-geral Rodrigo Janot em função da Operação Lava Jato – trabalha para reverter o placar positivo que Fachin acumulou até aqui. Na CCJ, há uma semana, apesar de toda a pressão feita por oposicionistas, Fachin recebeu sinal verde de 20 dos 27 senadores que formavam o grupo da sabatina.
Segundo os jornais, a estratégia de Renan será a de colocar o nome de Fachin para votação depois de iniciar o debate em torno de uma das medidas provisórias essenciais ao ajuste fical. Ele aposta que, em meio às discussões prolongadas, o plenário será esvaziado e o governo perderá votos favoráveis a Fachin.
Apesar de a votação ser fechada – nenhum senador é obrigado a dizer sim ou não publicamente ao potencial ministro -, o Estadão publicou que, da parte do governo, são esperados ao menos 55 votos a favor de Fachin.
Ontem, o Painel da Folha destacou que nem dentro do próprio PMDB Renan Calheiros vem tendo sucesso em sua empreitada contrária ao jurista gaúcho. Correligionários teriam afirmado que dos 16 senadores da bancada, apenas 3 estariam dispostos a rejeitar a indicação de Fachin ao STF.
Para Renan, o ônus da guerra velada demonstra-se maior do que o bônus. Em síntese, aliados têm tentado fazer o presidente do Senado perceber que se Fachin vencer a despeito de todo seu esforço, haverá no Supremo um ministro com direito a guardar mágoas. Se Fachin perder, Dilma não indicará, de qualquer forma, um nome que agrade Renan.
Em meio à disputa, os senadores da base governistas terão de tentar colocar a votação no plenário antes de a MP 665 começar a ser discutida. A manobra reduziria ainda mais as chances de sucesso de Renan. Caso contrário, a saída será empurrar a decisão sobe Fachin para outro dia.
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Itajaci
19 de maio de 2015 1:23 pmRenan nunca foi confiável.
Renan nunca foi confiável. Taí Mané Gardino! Quem não previa uma punhalada?
batista neto
19 de maio de 2015 1:37 pmNem com a lanterna do Diógenes…
Quando um bando de desqualificados ousa atacar quem traz, pela primeira vez ao STF, de sobra, os predicados exigidos de “elevado saber jurídico e ilibada reputação”, tão menosprezados nos útlimos tempos naquela corte.
M Thereza
19 de maio de 2015 1:40 pmSe esse congresso foi eleito
Se esse congresso foi eleito com nossos votos e, portanto, nos representa e aos nossos estados, podemos tirar a máscara de bons moços e moças e mostrar como somos interesseiros, chantagistas, calculistas e, acima de tudo, descompromissados com o país e a sociedade.
paulmourap
19 de maio de 2015 2:31 pmvejam o que uma manifestação pela solidariedade e pelos seus dir
http://livestream.com/accounts/9579554/events/3763381/player_pop_out?lsa_type=LS_EVENT_PAGE&lsa_referrer=
Athos
19 de maio de 2015 3:53 pmO Renan tenta mesmo
O Renan tenta mesmo sabotar?
Pergunto porque é só o jornal dizendo….
Hansel
19 de maio de 2015 4:02 pmA tucanagem e seu porta-voz,
A tucanagem e seu porta-voz, o PIG, não disfarçam o que realmente pensam do Brasil: se o cara é honrado, competente e bem intencionado, não pode ocupar uma vaga no Supremo.
Luís Henrique Donadio
20 de maio de 2015 11:03 amEntão, o homem foi aprovado.
Então, o homem foi aprovado. Não vamos ter matéria a respeito?